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Três partidos oficializaram candidaturas para as eleições de 2026 em convenções realizadas na segunda-feira, 27 de julho. O Novo confirmou por unanimidade o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato à Presidência da República, ainda sem vice definido, e no mesmo dia lançou o comunicador André Marinho ao governo do Rio de Janeiro, com uma tenente-coronel da Polícia Militar como vice. O PL homologou o deputado federal Domingos Sávio como candidato ao Senado por Minas, sem fechar o nome para o governo do estado. As convenções podem ocorrer até 5 de agosto e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
As convenções que definem quem disputa as eleições de 4 de outubro entraram na reta final e, na segunda-feira, 27 de julho, três legendas oficializaram nomes que ajudam a desenhar o tabuleiro de 2026. Em Brasília, o Novo confirmou por unanimidade o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato à Presidência da República. Horas depois, o mesmo partido anunciou o comunicador André Marinho como candidato ao governo do Rio de Janeiro, com a tenente-coronel da Polícia Militar Erigreyce Monteiro como vice e o engenheiro civil Mauro Campos ao Senado. Em Belo Horizonte, o PL homologou o deputado federal Domingos Sávio como candidato ao Senado por Minas Gerais, em convenção na Assembleia Legislativa do estado.
A cobertura de centro relatou os fatos com o mesmo contorno. Zema tem 61 anos, nasceu em Araxá, é formado em administração de empresas, governou Minas por dois mandatos a partir de 2018 e chega à disputa nacional sem vice definido. O empresário Geraldo Rufino, avaliado para a chapa, acabou optando por concorrer ao Senado por São Paulo. No sábado anterior, 25 de julho, o pré-candidato citou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como nome possível para a vaga e disse que pretende procurá-lo. No Rio, a chapa do partido reúne um comunicador de 31 anos, conhecido por imitações de políticos no rádio e na televisão, e uma oficial da Polícia Militar com passagem pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Veículos de direita enfatizaram o tom antipetista da convenção nacional, reproduzindo a fala do presidente da legenda de que uma gestão com pessoas competentes e íntegras enterra o PT no país, e a avaliação do próprio pré-candidato de que tem mais credenciais do que os concorrentes. Esse enquadramento deixa de fora o dado que a cobertura de centro incluiu: nas pesquisas de intenção de voto o ex-governador oscila entre 2% e 3%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro lideram um cenário polarizado. A cobertura de centro também registrou que o pré-candidato questionou a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e passou a criticar o Supremo Tribunal Federal por possíveis conexões de três ministros com o mesmo empresário. Veículos de esquerda não haviam publicado nada sobre essas convenções até o fechamento desta reportagem, e por isso não há, no material reunido, resposta do partido atacado nem contraponto às acusações.
A mesma cobertura de centro trouxe uma coluna de opinião que desloca a discussão do tabuleiro partidário para o critério de escolha do eleitor. O colunista conta que havia preparado uma explicação sobre ideologias para o filho de 16 anos, eleitor de primeira viagem, e concluiu que, no Rio de Janeiro, a orientação prática é mais simples: não votar em candidato envolvido com o crime. O argumento é que tráfico e milícia deixaram de apenas pagar propina a políticos e passaram a disputar mandatos para controlar diretamente a máquina pública. A recomendação é pesquisar o histórico dos candidatos em veículos jornalísticos, em vez de formar opinião por redes sociais. O texto não apresenta números nem casos nominados que dimensionem o fenômeno.
O calendário vale para todos. As convenções podem ser realizadas até 5 de agosto, o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto e a campanha começa no dia seguinte. Em 4 de outubro, o eleitor escolhe presidente, governador, dois senadores por estado e deputados federais e estaduais. Ainda não se sabe quem será o vice na chapa presidencial do Novo nem se o ex-ministro citado aceitará o convite. Em Minas Gerais, o PL segue sem candidato ao governo e aguarda a decisão de um senador que passa por luto familiar, com outros dois nomes na mesa. Também não há resposta pública dos citados nas acusações envolvendo o banqueiro.
As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto e o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto, com a campanha oficial começando no dia seguinte. Em 4 de outubro o eleitor escolhe presidente, governador, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais. No cenário presidencial atual, o candidato do Novo aparece com 2% a 3% das intenções de voto. Em Minas Gerais, o PL já tem candidato ao Senado, mas ainda não tem nome para disputar o governo do estado.
A cobertura de direita destacou o discurso antipetista da convenção e a autoavaliação do pré-candidato de ter mais credenciais que os concorrentes, sem informar seu desempenho eleitoral. A cobertura de centro incluiu justamente esse dado, a faixa de 2% a 3% de intenção de voto, a liderança de Lula e Flávio Bolsonaro e as críticas do pré-candidato ao Supremo e ao rival da própria direita. Veículos de esquerda não cobriram as convenções, de modo que não há contraponto do partido atacado no evento.
Todas as coberturas registram os mesmos fatos: as convenções de 27 de julho oficializaram Romeu Zema como candidato do Novo à Presidência, André Marinho ao governo do Rio pelo mesmo partido e Domingos Sávio ao Senado por Minas pelo PL. Também há convergência sobre a vaga de vice da chapa presidencial estar em aberto, com Joaquim Barbosa citado como possibilidade, e sobre o calendário eleitoral, com convenções até 5 de agosto e primeiro turno em 4 de outubro.
Não se sabe quem será o vice na chapa presidencial do Novo nem se Joaquim Barbosa aceitará o convite. Também segue indefinido se o senador Cleitinho Azevedo aceitará disputar o governo de Minas e qual nome o PL lançará em caso de recusa. Nenhuma das matérias traz resposta de Flávio Bolsonaro, do PL ou dos ministros do Supremo às acusações sobre relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, nem detalha quais seriam essas conexões.
5 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto se declara explicitamente indiferente ao eixo ideológico (faz questão de dizer que vale para quem é de esquerda, centro ou direita) e mistura sinais de lados opostos: cobra ordem, integridade e accountability contra tráfico e milícia, motivo mais associado à direita, e ao mesmo tempo desconfia de big tech e de algoritmos, motivo mais associado à esquerda. Sem enquadramento econômico ou distributivo, o julgamento honesto é CENTER, com confiança moderada por se tratar de coluna opinativa.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Texto de reportagem padrão: registra a homologação por unanimidade, o perfil do candidato, a vaga de vice em aberto e o cenário eleitoral com números que não favorecem o entrevistado (2% a 3%, contra a liderança de outros dois nomes). Não há vocabulário valorativo em favor ou contra a candidatura, e as críticas ao Supremo e ao adversário são atribuídas ao pré-candidato, não assumidas pelo veículo. Enquadramento factual e neutro.
Perspectivas omitidas
Reportagem enxuta e descritiva: informa a homologação, o local, a indefinição da chapa para o governo do estado e reproduz as falas do candidato com marcação clara de autoria, inclusive o autoelogio de mandatos combativos ao PT, sem endossá-lo. Não há vocabulário valorativo do veículo nem enquadramento ideológico próprio.
Perspectivas omitidas
Cobertura factual da convenção virtual, com falas atribuídas ao candidato e à vice-presidente estadual da legenda, calendário eleitoral explicado e perfil que inclui informação desconfortável para o entrevistado (o vínculo familiar com a campanha presidencial de 2018 e o período de afastamento após críticas). O veículo não adota o vocabulário de campanha do candidato, apenas o cita entre aspas.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A apuração é factual, mas a seleção de material inclina o texto à direita: o trecho de maior destaque é a fala do presidente da legenda de que uma gestão com pessoas decentes e competentes enterra o PT, reproduzida sem contraditório, seguida da autoavaliação do pré-candidato de ter mais credenciais que os concorrentes. Vocabulário de gestão, competência e mérito domina, e o dado que relativizaria a candidatura (a faixa de 2% a 3% nas pesquisas) fica de fora.

Se está na primeira eleição ou já perdeu a conta delas, faça o básico: não vote em gente envolvida com o crime. Aposto todas as minhas fichas que só com isso a situação melhora

Romeu Zema é confirmado pelo Novo como candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Ex-governador de Minas foi confirmado por unanimidade em convenção nacional do partido, realizada nesta segunda-feira (27/7), em Brasília

Decisão ocorreu durante convenção do partido realizada nesta segunda-feira (27/07) na Assembleia Legislaiva

André Marinho, candidato ao governo do RJ pelo Novo, terá a tenente-coronel Erigreyce Monteiro como vice em chapa confirmada em convenção nesta segunda-feira.
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Perspectivas omitidas



