Edson Fachin propõe encerrar inquérito das fake news e divide o Supremo
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu em 4 de setembro de 2026 o encerramento do inquérito das fake news, aberto em março de 2019 por Dias Toffoli e relatado desde então por Alexandre de Moraes. A declaração ocorreu no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, horas depois de Fachin retirar do inquérito o pedido de Moraes para investigar André Mendonça e transferi-lo para procedimento sob a Presidência da corte. A proposta divide o tribunal e dois dias depois Flávio Dino questionou publicamente a ideia de um julgador prometer o fim de uma investigação.
Para a leitura à esquerda, o inquérito das fake news nasceu como escudo das instituições diante de ataques organizados à democracia e continua necessário enquanto esses ataques persistem. O problema não seria a existência do procedimento, e sim o uso que Alexandre de Moraes fez dele ao transformá-lo em instrumento de disputa pessoal contra André Mendonça, o que teria fragilizado sua função protetiva.
Para a leitura à direita, o inquérito das fake news é uma anomalia jurídica que já deveria ter sido encerrada: foi aberto de ofício pelo próprio tribunal em 2019, teve relator escolhido sem sorteio, corre há sete anos sem prazo e teve o objeto ampliado até virar instrumento de defesa da corte contra críticos.
33 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Todos os lados registram os mesmos fatos: o inquérito foi aberto de ofício em março de 2019, com relator designado sem sorteio, e segue em curso sete anos depois; Edson Fachin defendeu publicamente encerrá-lo e retirou dele o pedido de Alexandre de Moraes contra André Mendonça; e a decisão final não cabe ao presidente da corte sozinho.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, disse que a crise entre Alexandre de Moraes e André Mendonça reforça a urgência de encerrar o inquérito das fake news, aberto em 2019. A proposta divide o tribunal: Flávio Dino questionou publicamente a ideia de um julgador prometer o fim de uma investigação, e Gilmar Mendes já defendeu manter o procedimento até as eleições.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, o encerramento do inquérito das fake news, aberto em março de 2019 e relatado desde então pelo ministro Alexandre de Moraes. A declaração foi feita no Palácio do Planalto, durante cerimônia de sanção de projetos que criam fundos para a Justiça Federal e para o Superior Tribunal de Justiça, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Fachin afirmou que os acontecimentos recentes demonstram a urgência de três metas de sua gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça.
Horas antes, o próprio Fachin havia retirado do inquérito o pedido apresentado por Alexandre de Moraes para que o ministro André Mendonça fosse investigado por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. O caso passou a tramitar em procedimento separado, sob a Presidência da corte. A Procuradoria-Geral da República recebeu prazo de cinco dias úteis para se manifestar, e prazo igual foi assegurado a Mendonça. No discurso, Fachin disse que nenhuma autoridade está acima da Constituição, que a gravidade dos fatos não autoriza atalhos e que a resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa, sem precipitação e sem omissão.
A crise começou em 1º de setembro, quando Mendonça, relator dos casos do Banco Master, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens e registros de contato entre o banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído a Alexandre de Moraes. O material também mencionava o procurador-geral da República. Gonet pediu a nulidade da apuração, sob o argumento de que investigar um ministro exige autorização do plenário. Dois dias depois, Moraes reagiu acionando o inquérito das fake news contra Mendonça. No domingo, 6 de setembro, o ministro Flávio Dino publicou nas redes sociais que não cabe a um julgador prometer o fim de um inquérito como se fosse candidato ou para receber aplausos.
Toda a cobertura converge em alguns pontos. O inquérito foi aberto de ofício pelo então presidente do tribunal, Dias Toffoli, que designou Moraes como relator sem sorteio, para apurar ameaças e ataques contra a corte. Ele segue aberto, em sigilo e sem prazo, sete anos depois, com o objeto muito ampliado. E a proposta de encerrá-lo agora divide os ministros: Cármen Lúcia acompanha Fachin, enquanto Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino resistem ao que consideram um encerramento forçado.
A leitura muda no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram que o procedimento cumpriu o papel de proteger as instituições diante de ataques antidemocráticos e que o problema foi Moraes tê-lo transformado em instrumento de disputa contra um colega, retirando dele a função de defesa do tribunal; nessa chave, encerrá-lo sob pressão e em ano eleitoral seria um acordo de gabinete que encolhe o controle público sobre o poder. A cobertura de centro concentrou-se no rito: os prazos, a transferência do pedido para outro procedimento, a validação do inquérito pelo plenário em 2020 e a ressalva formal da Polícia Federal de que o relatório de inteligência usado por Moraes tem difusão restrita, não imputa infração e não vale como prova. Veículos de direita enfatizaram as anomalias de origem, a duração de sete anos sem desfecho e a declaração de Gilmar Mendes, em abril, de que não seria razoável encerrar o inquérito perto das eleições, tratando a promessa de Fachin como reconhecimento tardio de um excesso.
O que ainda não se sabe é como e quando o inquérito terminaria. Há duas rotas em discussão interna: o arquivamento pelo próprio relator ou uma questão de ordem levada por Fachin ao plenário. Moraes segue como relator e sinalizou a interlocutores que pretende manter a investigação até pelo menos o primeiro semestre de 2027. Também não há manifestação pública dele sobre as mensagens atribuídas ao seu contato, e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes nega irregularidade no contrato com o banco. As respostas de Mendonça, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal aos questionamentos da Presidência da corte têm prazo até 21 de setembro, e só depois delas o tribunal deve definir o encaminhamento da crise.
Relator havia incluído acusações contra André Mendonça no processo. Dias antes, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da PF que trazia mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.
Presidente do STF marca sessão para terça, dia 15, para decidir 'guerra aberta' entre ministros. Ele manteve Andrei Rodrigues no comando da PF e disse que atos isolados dos colegas configuram 'lesão à ordem pública e à integridade' da Corte.

O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira (09/09) assumir a relatoria do polêmico inquérito.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira (9) retirar do ministro Alexandre de Moraes a condução do chamado Inquérito das Fake News. Aberta em 2019, a

Inquérito foi instalado para investigar ameaças, notícias fraudulentas e ataques contra integrantes da Corte; apuração será conduzida pelo próprio presidente do STF.


Presidente da Corte determinou ontem também a suspensão de qualquer procedimento que possa representar investigação contra ministros do Supremo

Novo quer que Fachin arquive investigação e retire sigilo de apurações relacionadas ao caso

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumiu nesta quarta-feira (9) a relatoria do Inquérito das Fake News,

Presidente do STF também derrubou decisões de Mendonça e Dino sobre chefe da PF, que continua no cargo

Em meio à crise e trocas de acusações entre ministros, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, suspendeu, nesta quarta-feira (9), as decisões sobre o afastamento do diretor-geral da…

Presidente do STF também revoga afastamento de Andrei Rodrigues; medidas buscam conter crise

Presidente do STF suspendeu investigações contra ministros, mas pautou para o dia 15 sessão para analisar relatório que aponta elo entre Moraes e Vorcaro

Presidente da Corte tenta atenuar tensão no Tribunal com a medida e abre caminho para fim do caso

Presidente do STF assumiu relatoria após retirar caso das mãos de Moraes

A possibilidade de encerrar o inquérito das fake news, aberto em 2019 pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),

Proposta é defendida por Edson Fachin e tem apoio de outros ministros; Alexandre de Moraes, relator do inquérito, Flávio Dino e Gilmar Mendes se opõem


O presidente do Supremo Tribunal Federal defende o fim do inquérito das fake news e decide que o pedido de Alexandre de Moraes contra André Mendonça vai tramitar em uma investigação separada.

(Folhapress) - Dois dias após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, defender a necessidade de encerramento do inquérito das fake news,

Supremo está envolto em uma crise inédita

Fala ocorre após presidente da Corte defender fim do inquérito das fake news em meio a escalada de crise no Supremo; ministro cita a Bíblia ao criticar ‘ódios pessoais’ no debate no Judiciário
Presidente do STF diz que crise atual reforça urgência de encerrar investigação relatada por Moraes

É o papel da cidadania impedir que acordos de gabinete culminem por determinar a diminuição dos espaços de controle e fiscalização cidadã, em conciliações tão típicas das oligarquias brasileiras

Presidente do Supremo também determinou que a PGR se manifeste em até cinco dias úteis sobre o pedido de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra o ministro André Mendonça.

Presidente do STF afirma que embate entre Moraes e Mendonça reforça necessidade de encerrar investigação aberta em 2019 e promete resposta "firme, proporcional e rigorosa". Segundo ele, "nenhuma ...

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta sexta-feira (4), em meio à crise que envolve a

Presidente do STF também afirmou que a

Ministro afirma que reação institucional precisa ser proporcional

Presidente da Corte ressaltou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que a gravidade dos fatos "não autoriza atalhos"

Sem citar Moraes ou Mendonça, presidente da Corte inclui encerramento da investigação entre 3 prioridades reforçadas pelos “acontecimentos recentes” no Supremo; diz que “a gravidade dos fatos não autoriza atalhos". Leia no Poder360.

Em evento no Palácio do Planalto, o presidente do Supremo disse que “não haverá precipitação"; não citou Moraes ou Mendonça nominalmente. Leia no Poder360.

Ao lado de Lula, presidente do Supremo disse que não haverá

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