Luis Felipe Salomão assume o STJ com filtro de relevância como desafio
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita
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A posse de Luis Felipe Salomão no Superior Tribunal de Justiça foi lida pela cobertura de esquerda como oportunidade de aproximar a Justiça do cidadão comum. O eixo destacado do discurso foi o compromisso com transparência e ampliação do acesso à Corte, além da exigência de que a inteligência artificial esteja a serviço da sociedade, e não o contrário. Ganhou relevo a lembrança, feita pelo próprio empossado, de decisões contramajoritárias do tribunal em favor de direitos de minorias, como casamento e adoção por casais homoafetivos e alteração de nome sem exigência de cirurgia. A punição inédita aplicada ao ministro Marco Buzzi por assédio e importunação sexual aparece como sinal de que o Judiciário pode responder internamente a abusos. Em paralelo, a agenda dos presidenciáveis trouxe a defesa de investimento público em educação e de mais estrutura para escolas.
O ministro Luis Felipe Salomão tomou posse em 19 de agosto de 2026 como presidente do Superior Tribunal de Justiça, para o biênio 2026-2028, sucedendo Herman Benjamin. Mauro Campbell Marques assumiu a vice-presidência, e ambos passam a comandar também o Conselho da Justiça Federal.
Pela leitura de direita, a posse de Luis Felipe Salomão no Superior Tribunal de Justiça marca a chegada de um magistrado de carreira, com mais de 30 anos na magistratura e quase duas décadas de tribunal superior, a um cargo que exige gestão antes de ativismo.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram a posse de Luis Felipe Salomão para o biênio 2026-2028, a chegada de Mauro Campbell Marques à vice-presidência, a escolha sem votos contrários pelo Pleno em 14 de abril e o teor do discurso: transparência, acesso dos cidadãos e uso da inteligência artificial a serviço da sociedade.
O Superior Tribunal de Justiça trocou de comando em 19 de agosto de 2026: Luis Felipe Salomão assumiu a presidência para o biênio 2026-2028, com Mauro Campbell Marques na vice, e anunciou o filtro de relevância como principal desafio da gestão. No mesmo dia, candidatos à Presidência da República cumpriram agenda de campanha em quatro unidades da federação.
O ministro Luis Felipe Salomão tomou posse na noite de quarta-feira, 19 de agosto de 2026, como presidente do Superior Tribunal de Justiça, para o biênio 2026-2028. Ele sucede Herman Benjamin, que comandou a Corte desde agosto de 2024. Na mesma cerimônia, realizada às 18h em Brasília, o ministro Mauro Campbell Marques foi empossado vice-presidente. Os dois passam a dirigir também o Conselho da Justiça Federal. Campbell deixa a Corregedoria Nacional de Justiça, que fica com o ministro Benedito Gonçalves. A dupla havia sido escolhida pelo Pleno do tribunal em 14 de abril, sem votos contrários.
A solenidade reuniu o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Estiveram presentes ainda o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes do primeiro escalão do governo federal.
Toda a cobertura converge no conteúdo do discurso. Salomão afirmou que a qualidade das decisões, a transparência e o acesso dos cidadãos serão preocupações permanentes da nova administração, e defendeu que a inteligência artificial e as demais ferramentas tecnológicas estejam a serviço da sociedade, e não o contrário. Apontou como principal desafio a implementação do filtro de relevância, mecanismo que permitirá ao tribunal selecionar quais recursos especiais julgará a partir da importância da questão federal discutida. Ao avaliar a gestão anterior, citou a convocação temporária de 350 magistrados, a redução de 60% no estoque de processos pendentes de primeiro julgamento nas três Seções, a criação de um sistema de inteligência artificial generativa da Corte e a chegada de 214 novos servidores.
Os ângulos escolhidos, porém, variam. Veículos de esquerda concentraram o relato no compromisso com transparência e acesso do cidadão e na parte do discurso em que o novo presidente lembrou decisões contramajoritárias do tribunal, entre elas as relativas a casamento e adoção por casais homoafetivos e à alteração de nome sem exigência de cirurgia. A cobertura de centro puxou o contexto disciplinar: em 6 de agosto, o Plenário considerou procedentes as acusações de assédio e importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi e aplicou a sanção de disponibilidade com proposta de perda do cargo, punição inédita na história da Corte, decidida por um colegiado que teve o próprio Salomão como relator. Veículos de direita enfatizaram a trajetória de mais de 30 anos na magistratura, a escolha por unanimidade e a presença dos chefes dos Três Poderes, sinal de normalidade institucional.
Há uma divergência factual entre as versões. A cobertura de direita, escrita antes da cerimônia, anunciou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relato de centro publicado depois do evento registrou que ele estava previsto, mas não acompanhou a solenidade, tendo sido representado pelo vice-presidente e por ministros de Estado.
No mesmo dia, e sob o mesmo noticiário político, os presidenciáveis cumpriram agenda de campanha. Hertz Dias, do PSTU, esteve em Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde defendeu a valorização dos profissionais de educação e a ampliação do investimento público. Renan Santos, do Missão, acompanhou em João Pessoa a retirada de câmeras atribuídas a uma facção criminosa e prometeu enfrentar o domínio territorial do crime. Romeu Zema, do Novo, percorreu a zona leste de São Paulo, criticou a inflação do preço dos alimentos e defendeu corte de gastos públicos. Ronaldo Caiado, do PSD, participou em Brasília de um congresso de hospitais filantrópicos, propôs um sistema de saúde apoiado em inteligência artificial para reduzir filas no Sistema Único de Saúde e, à tarde, defendeu a ampliação de ferrovias e hidrovias. Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal e outros oito candidatos não tiveram agenda pública.
O que ainda não se sabe é quando o filtro de relevância começará a valer na prática e o que ele muda para quem já tem recurso em tramitação. Também segue em aberto o desfecho do caso do ministro Marco Buzzi, cuja perda do cargo é apenas proposta, e nenhuma das reportagens apurou o motivo da ausência do presidente da República na cerimônia.
Em seu discurso, o ministro defendeu 'a qualidade das decisões, a transparência e acesso dos cidadãos'

Ministro assume o comando da Corte para o biênio 2026-2028 ao lado de Mauro Campbell Marques, que será vice-presidente

Salomão assume o comando do tribunal no lugar do ministro Herman Benjamin. O novo vice-presidente é o ministro Mauro Campbell Marques

Ministro sucede Herman Benjamin e comandará o tribunal até 2028; Mauro Campbell Marques assume a vice-presidência

Quatro candidatos tiveram agendas em MG, PB, SP e DF. Demais dedicaram dia para gravação de programas da campanha ou entrevistas, sem agenda pública.