Hugo Motta propõe PEC do voto distrital misto com vigência plena em 2034
1 veículo de esquerda · 10 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
12 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 10 veículos de centro · 1 veículo de direita

12 fontes políticas
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou em 28 de outubro, após reunião com dirigentes de partidos de centro, que pretende discutir e possivelmente votar ainda em 2026 uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para trocar o sistema proporcional pelo voto distrital misto nas eleições para deputados e vereadores. O modelo teria uma transição em 2030 e vigência plena em 2034. Motta também criou um grupo de trabalho para propor, em 15 dias, regras de propaganda eleitoral nas redes sociais.
A ofensiva de Hugo Motta e do Centrão pelo voto distrital misto nasce do incômodo com o crescimento da bancada bolsonarista, puxada por influenciadores digitais. A proposta, que seria votada às pressas antes da posse dos novos eleitos, mexe na forma como o eleitor é representado e ainda precisa do aval de partidos como PT, PCdoB, PV e PSOL.
Derrotados nas urnas pela força do PL, que fez 121 deputados federais, partidos do Centrão se reuniram com Hugo Motta para mudar as regras do jogo e reduzir o peso de candidatos campeões de voto como Nikolas Ferreira.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, anunciou após reunião com partidos de centro que pretende votar ainda em 2026 uma PEC para adotar o voto distrital misto nas eleições de deputados e vereadores. O novo sistema teria transição em 2030 e vigência plena em 2034, em meio ao avanço da bancada do PL.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, anunciou na quarta-feira, 28 de outubro, que pretende discutir e possivelmente votar ainda em 2026 uma mudança no sistema eleitoral brasileiro. A ideia é substituir o modelo proporcional pelo voto distrital misto nas eleições para deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. A troca seria feita por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição, a PEC, com uma etapa de transição na eleição de 2030 e vigência plena em 2034.
O anúncio veio depois de uma reunião com dirigentes de partidos de centro: União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, a federação PSDB-Cidadania e Podemos, com a presença também do PSB. Motta disse que vai procurar agora a federação formada por PT, PCdoB e PV, além de PSOL, Rede, PL e Novo, e que conversaria com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá. Segundo ele, a escolha da PEC dá mais segurança jurídica e legitimidade a uma mudança estruturante. A eleição de presidente, governador, prefeito e senador não muda.
No distrital misto, cada estado é dividido em distritos. O eleitor vota duas vezes: em um candidato do seu distrito e em uma lista de um partido. Metade das cadeiras vai para os vencedores dos distritos, e a outra metade é preenchida pelas listas. Motta também criou um grupo de trabalho, com um representante por partido, para propor em 15 dias regras para a propaganda eleitoral nas redes sociais. Ele afirmou que a intenção não é censurar ninguém, e sim garantir regras claras e paridade de armas.
Toda a cobertura converge sobre o pano de fundo. O Partido Liberal elegeu 121 deputados federais, a maior bancada desde 1988, impulsionado por puxadores de voto como Nikolas Ferreira, que teve 3,1 milhões de votos em Minas Gerais. No sistema atual, esses votos ajudam a eleger colegas de partido, e os partidos de centro perderam espaço. Na véspera do anúncio, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que o partido fechou questão a favor do distrital misto e que filiados contrários seriam convidados a sair.
A cobertura de centro concentrou a maior parte das matérias e explicou o modelo em detalhe. Parte dela tratou a proposta como reação do Centrão ao avanço do PL. Uma análise jurídica questionou essa premissa e sustentou que a força nacional do PL nas listas poderia até ampliar a bancada do partido. Uma coluna de opinião defendeu o modelo como reforma institucional, mas alertou para o risco de listas dominadas pelos dirigentes partidários. O veículo de esquerda que cobriu o caso e o veículo de direita que o noticiou se mantiveram no registro factual das declarações de Motta, sem enquadramento próprio. O de esquerda destacou a promessa de respeitar o voto do eleitor; o de direita, a articulação com PSB e PSD e o rito mais longo de uma PEC.
Ainda não se sabe qual será o modelo de transição em 2030. Há relatos de que seria o distritão, em que os mais votados de cada estado são eleitos, ou um formato misto, e Motta disse que os detalhes serão discutidos com as bancadas. Também não está claro se haverá apoio suficiente entre PT, PL e os demais partidos para aprovar a PEC antes da posse dos novos parlamentares, em fevereiro de 2027.
Proposta de Hugo Motta prevê sistema distrital misto em 2034. Câmara também deve criar grupo de trabalho para definir regras da propaganda eleitoral nas redes sociais em 15 dias.

A proposta prevê a implementação do novo sistema em 2034, com um modelo de transição para as eleições de 2030

Avanço de candidatos influenciadores na eleição reacende debate sobre modelo eleitoral que combina representação local e listas partidárias. Leia o artigo no Poder360.


Alterações valerão apenas para as eleições proporcionais e não afetarão as disputas majoritárias

De acordo com apuração da CNN Brasil, o ‘Centrão’ pretenderia alterar o sistema eleitoral brasileiro. Seriam cogitados os sistemas distrital misto e o “distritão”.

Hugo Motta costura a adoção do sistema a partir de 2034. Uma reação ao avanço do PL e à redução do espaço do Centrão

Presidente da Câmara se reuniu com presidentes dos partidos e buscará legendas da base governista e da oposição para votar ainda neste ano. Leia na Gazeta do Povo.

Hugo Motta quer votar ainda em 2026 a PEC do voto distrital misto e criar regras para campanhas nas redes sociais; saiba mais sobre a proposta.

Presidente da sigla, Gilberto Kassab, diz que a medida busca melhorar a representação política e aproximar os eleitores. Leia no Poder360.

Motta: Câmara vai discutir voto distrital misto e redes sociais na eleição UOL Notícias
Presidente da Câmara e partidos de centro defendem votação ainda neste ano e modelo "distritão" em 2030; Casa terá grupo de trabalho para debater sobre regras de propaganda eleitoral nas redes sociais
