Tribunal Superior Eleitoral fecha registro de 2026 com 20.607 candidatos
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O prazo para registro de candidaturas das eleições gerais de 2026 terminou às 19h de 15 de agosto, e o Tribunal Superior Eleitoral consolidou 20.607 pedidos, 29,6% menos que em 2022 e a primeira queda desde 2006. São 13 chapas presidenciais, 196 candidaturas a governador, 315 ao Senado, 7.672 à Câmara dos Deputados e 11.138 às assembleias estaduais, para 1.790 vagas em disputa. A campanha nas ruas e na internet começou em 16 de agosto e o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão vai ao ar a partir de 28 de agosto. Pedir registro não equivale a ter candidatura aprovada: a Justiça Eleitoral analisa condições de elegibilidade e deve julgar todos os pedidos até 14 de setembro. O primeiro turno será em 4 de outubro e o segundo, se necessário, em 25 de outubro.
O quadro de candidaturas de 2026 mostra menos renovação do que o número recorde de nomes sugere. Filhos, netos e bisnetos de caciques ocupam vagas em todas as regiões: os filhos de Jair Bolsonaro disputam Presidência, Senado e Câmara; Álvaro Lira concorre à cadeira que o pai, Arthur Lira, deixa para tentar o Senado; Renan Filho disputa o governo de Alagoas enquanto Renan Calheiros busca a reeleição; João Campos leva o sobrenome do pai e do bisavô à disputa em Pernambuco; ACM Neto tenta o governo da Bahia sessenta anos depois da ascensão do avô.
A queda de 29,6% no número de candidaturas é resultado direto de regras que reduzem a farra partidária. A cláusula de desempenho ficou mais exigente para 2026 — 2,5% dos votos válidos para deputado federal em ao menos nove estados, com no mínimo 1,5% em cada, ou 13 deputados eleitos em nove unidades da Federação — e empurrou legendas pequenas para fusões e federações, que passaram de três para cinco.
15 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados relatam o mesmo quadro factual: o prazo de registro fechou em 15 de agosto com 20.607 candidaturas, 13 chapas disputam a Presidência, a votação do primeiro turno é em 4 de outubro e os registros ainda dependem de julgamento da Justiça Eleitoral até 14 de setembro. Há convergência também sobre a queda inédita em vinte anos no número de candidatos.
O Tribunal Superior Eleitoral encerrou o prazo de registro das eleições de 2026 com 20.607 candidatos, a primeira queda em vinte anos. São 13 chapas presidenciais, 196 candidaturas a governador e 315 ao Senado, com votação em 4 de outubro. Reunimos como veículos de esquerda, de centro e de direita descreveram o quadro que saiu das convenções.
O prazo para o registro de candidaturas das eleições de 2026 terminou às 19h de sábado, 15 de agosto, e o Tribunal Superior Eleitoral fechou o balanço com 20.607 pessoas concorrendo a algum cargo eletivo. O número é 29,6% menor que o de 2022 e representa a primeira queda de candidaturas desde 2006, depois de sucessivas altas. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, se necessário, para 25 de outubro.
A cobertura de centro relatou os dados consolidados pela Justiça Eleitoral na noite de 18 de agosto: 13 candidatos à Presidência, 196 a governador, 315 ao Senado, 7.672 à Câmara dos Deputados, 11.138 às assembleias estaduais e 426 à Câmara Legislativa do Distrito Federal. Serão eleitos 1.790 nomes. São Paulo lidera em volume de candidaturas, com 2.590, seguido pelo Rio de Janeiro, com 2.017, e por Minas Gerais, com 1.811. As mulheres são 34,88% dos registros, recorde proporcional da série histórica, e 49,6% dos candidatos se declararam pretos ou pardos.
Três explicações aparecem para a retração. O país passou de 32 para 30 partidos aptos a lançar candidatos, por incorporações e fusões. A cláusula de desempenho ficou mais exigente: para manter acesso ao Fundo Partidário e à propaganda partidária, partidos e federações precisam alcançar 2,5% dos votos válidos para deputado federal em pelo menos nove estados, com no mínimo 1,5% em cada um, ou eleger 13 deputados federais em nove unidades da Federação. E o número de federações partidárias subiu de três para cinco, com a entrada de União Progressista e Renovação Solidária, o que faz siglas antes autônomas dividirem um mesmo limite de candidaturas nas eleições proporcionais.
Na disputa presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorre à reeleição com Geraldo Alckmin como vice, e o senador Flávio Bolsonaro é o candidato do Partido Liberal, com o deputado federal Alfredo Gaspar na vice. Também estão registrados Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos, Pablo Marçal, Augusto Cury, Clariana Barão, Wilson Grassi, Edmilson Costa, Hertz Dias, Samara Martins e Rui Costa Pimenta.
Veículos de direita concentraram a cobertura nas listas estaduais e nas plataformas econômicas dos candidatos, com ênfase em equilíbrio fiscal, privatizações, redução do tamanho do Estado e segurança pública, e detalharam disputas como as da Paraíba, do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal, onde levantamentos registrados na Justiça Eleitoral apontam cenários ainda indefinidos. Veículos de esquerda escolheram outro recorte: a reprodução de dinastias familiares no pleito. Nesse enquadramento aparecem os filhos de Jair Bolsonaro concorrendo a Presidência, Senado e Câmara, Álvaro Lira disputando a cadeira que o pai, Arthur Lira, deixa para tentar o Senado, Renan Filho no governo de Alagoas enquanto Renan Calheiros busca a reeleição, além de Efraim Filho, João Campos, ACM Neto, Zeca Dirceu e Dani Cunha. O argumento é que o sobrenome funciona como ativo eleitoral pronto, e que o fenômeno atravessa esquerda, direita e centro. Também ganhou espaço nessa cobertura o dado de 406 candidatos autodeclarados LGBTQIA+, 2% do total, na primeira eleição geral em que o Tribunal Superior Eleitoral coleta a informação, com concentração em Partido dos Trabalhadores e Partido Socialismo e Liberdade.
Nada disso está definitivamente decidido. Pedir registro não é ter candidatura aprovada: o Tribunal Superior Eleitoral e os tribunais regionais ainda analisam condições de elegibilidade e causas de inelegibilidade, e partidos, coligações e o Ministério Público Eleitoral podem contestar nomes. O calendário prevê que todos os registros sejam julgados até 14 de setembro, 20 dias antes da votação, embora recursos possam se estender além disso. A campanha nas ruas e na internet começou em 16 de agosto, e o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto.
O que ainda não se sabe é quantos dos 20.607 registros vão cair na Justiça Eleitoral, se a cláusula de desempenho vai de fato reduzir a fragmentação do Congresso eleito e como a queda de candidaturas se distribui entre legendas grandes e pequenas. Não há, na cobertura reunida, pesquisa nacional consolidada sobre a corrida presidencial, nem explicação para o fato de 45% dos candidatos não terem informado a orientação sexual à Justiça Eleitoral.
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Nesta matéria: viés de centro.