Lula recusa debate e chama Flávio Bolsonaro de desqualificado em podcast
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Veículos de esquerda deram voz ao presidente Lula, que questionou um modelo de debate voltado à troca de acusações e afirmou que Flávio Bolsonaro não tem biografia para disputar a Presidência. Lula comparou o adversário a nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin, que considera interlocutores qualificados, e atribuiu o desempenho de Flávio ao sentimento anti-Lula gerado pelos avanços sociais do país.
Veículos de direita destacaram a contradição entre a ausência de Lula no último debate e as cobranças que o próprio presidente e lideranças petistas fizeram a Jair Bolsonaro quando ele faltou a confrontos em 2018 e cogitou faltar em 2022.
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Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
O presidente Lula não compareceu ao último debate presidencial antes do primeiro turno de 4 de outubro, que acabou cancelado. Em entrevista a um podcast, disse que debate só vale com gente qualificada e atacou Flávio Bolsonaro. A direita lembrou que petistas chamaram Jair Bolsonaro de covarde por faltar a debates em 2018.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, não participou do último debate presidencial televisivo antes do primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro. O confronto estava previsto para a noite de quinta-feira, 1º de outubro, e acabou cancelado pela emissora. No mesmo dia, Lula concedeu entrevista a um podcast em que questionou o modelo atual dos debates e atacou o adversário Flávio Bolsonaro, do PL.
As duas coberturas convergem nos fatos centrais. Flávio Bolsonaro havia confirmado presença no debate. Lula já vinha sinalizando que poderia faltar aos confrontos, sob o argumento de que o formato privilegia a troca de acusações e a repercussão nas redes sociais em vez de propostas. O coordenador da campanha petista, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou não ver sentido em o presidente se desgastar num debate que não teria discussão programática.
Na entrevista, Lula disse que debate é saudável quando há gente qualificada. Citou Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin e Paulo Maluf como adversários com quem a disputa valeria a pena, por serem pessoas da política. Sobre Flávio Bolsonaro, afirmou que o senador não tem passado, presente nem futuro, que nunca trabalhou e que fez carreira com dinheiro público desde que foi eleito vereador aos 21 anos. Lula também atribuiu as intenções de voto do adversário ao sentimento anti-Lula.
Os enquadramentos divergem. Veículos de esquerda reproduziram as falas do presidente com destaque e apresentaram a recusa como crítica ao formato dos debates, sem ouvir Flávio Bolsonaro. Veículos de direita enfatizaram a contradição entre a decisão atual e o histórico do PT. Essa cobertura lembrou que, em 2018, Jair Bolsonaro deixou de ir aos debates do segundo turno por recomendação médica após a facada, e que petistas o chamaram de covarde. Fernando Haddad disse à época que iria até a uma enfermaria para debater. Rui Costa, hoje candidato ao Senado pela Bahia e defensor da estratégia de Lula, afirmou em 2018 que não dava para ter um presidente covarde. Paulo Pimenta, Jaques Wagner e Lindbergh Farias fizeram críticas semelhantes. A mesma cobertura registrou que, em 2022, Lula desafiou Bolsonaro para um debate na Universidade de São Paulo e disse que iria a debates com qualquer pessoa.
A cobertura de centro, que reúne os fatos dos dois lados, mostra uma disputa em torno do significado da ausência: estratégia diante de um formato desgastado, segundo a campanha, ou fuga do confronto, segundo os críticos.
Ainda não se sabe qual será o efeito da ausência e do cancelamento sobre o eleitorado na reta final. Também não houve, nas matérias analisadas, resposta direta de Flávio Bolsonaro às declarações feitas por Lula no podcast.
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