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A defesa de Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que a pistola Glock 9 mm apontada pelo Exército como não localizada está, na verdade, apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal desde junho, no inquérito que apura o porte irregular da arma por um militar da equipe de segurança do ex-presidente. Os advogados atribuem o impasse a uma divergência no número de série. Das oito armas registradas em nome de Bolsonaro, seis já foram entregues à Polícia Federal.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou nesta terça-feira, 7 de julho, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que a pistola Glock calibre 9 milímetros apontada pelo Exército como não localizada está, na verdade, apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo os advogados, a arma foi recolhida ainda em junho, no âmbito de um inquérito que apura o porte irregular do armamento por um militar integrante da equipe de segurança do ex-presidente. A manifestação foi enviada depois que o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília comunicou ao Supremo que duas das oito armas registradas em nome de Bolsonaro não estavam sob custódia da unidade militar.
A cobertura de centro, feita por veículos como CBN, da Globo, e CNN Brasil, relatou os fatos de forma detalhada: a defesa sustenta que houve apenas uma divergência na identificação do número de série, que aparece como BOFW477 no inquérito policial em vez de BDFW477, mas trata-se do mesmo armamento. Essas reportagens registraram que seis das oito armas já foram entregues à Polícia Federal e que a oitava, uma espingarda da marca Maestro Arms Company calibre 12, não foi recolhida porque teria sido um presente e permanece numa fábrica no Rio Grande do Sul. As matérias de centro também recuperaram a origem do episódio, em 15 de junho, quando a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu a pistola durante uma blitz, dentro de um veículo conduzido pelo segurança Estácio Leite da Silva Filho.
Os veículos de direita, como O Antagonista, enfatizaram que a arma nunca desapareceu e que a suposta ausência decorre de um mero erro na numeração. Essa cobertura destacou o parecer da Procuradoria-Geral da República segundo o qual o episódio não configura falta grave capaz de alterar a execução penal do ex-presidente, e ressaltou que a defesa afirma estar cumprindo as medidas cautelares impostas por Moraes. Já os veículos de esquerda, como CartaCapital, adotaram tom mais crítico: usaram aspas irônicas ao falar da arma 'perdida' e lembraram que Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, admitiu ter mantido a pistola em casa porque, segundo ele, 'tem três mulheres em casa' e 'não podia ficar desarmado'.
Há convergência entre todos os lados quanto aos fatos centrais: a decisão de Moraes, tomada na sexta-feira, 3 de julho, manteve Bolsonaro em prisão domiciliar, mas determinou a entrega de todo o arsenal registrado em seu nome e advertiu que o descumprimento poderia levar à revogação do benefício. O inquérito da Polícia Civil indiciou o militar Estácio Leite por posse ou porte ilegal de arma, sem imputar crime ao ex-presidente. A divergência de cobertura está no enquadramento: enquanto a direita trata o caso como pendência burocrática já resolvida, a esquerda o apresenta como resistência de um condenado em cumprir integralmente as ordens judiciais.
O que ainda não se sabe é se o Supremo aceitará a explicação da defesa sobre o número de série e se considerará plenamente cumprida a ordem de entrega das armas, dado que a espingarda calibre 12 segue fora da custódia oficial. Também não há definição sobre eventuais desdobramentos do inquérito que corre na Polícia Civil do Distrito Federal.
Todos os lados reconhecem que Moraes determinou a entrega do arsenal de Bolsonaro, que seis das oito armas já foram entregues à PF e que a origem do caso é a apreensão de uma Glock com um militar da segurança em 15 de junho.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
CartaCapital usa aspas irônicas ('perdida') e a alcunha 'ex-capitão' para marcar distância crítica em relação a Bolsonaro. O enquadramento sugere descaso com a ordem judicial, ainda que reporte os fatos centrais corretamente.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
CBN/Globo relata os fatos com paridade: manifestação da defesa, ordem de Moraes, contexto da pena de 27 anos e a advertência de revogação da domiciliar. Vocabulário neutro, sem adjetivação valorativa.
Veículos com viés à direita
O Antagonista reproduz a versão da defesa de forma solidária ('houve apenas uma divergência na identificação do número de série'), enquadrando o episódio como mal-entendido burocrático mais do que descumprimento. Registra o parecer da PGR, mas o subordina à tese da defesa.
Perspectivas omitidas

Advogados afirmam que houve apenas uma divergência na identificação do número de série da pistola Glock calibre 9 mm

Advogados afirmam que arma apontada como não localizada pelo Exército foi apreendida pela PCDF e atribuem divergência a erro no número de série.

Segundo os advogados, a arma consta em inquérito da PCDF com pequena divergência no número de série, mas é o mesmo armamento

A pistola foi apreendida no carro de um militar, integrante da equipe de segurança do ex-capitão
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CNN Brasil detalha a divergência no número de série (BOFW477 vs BDFW477), o indiciamento do militar Estácio Leite e a ausência de crime imputado a Bolsonaro, além da revogação do certificado CAC. Tom factual e informativo, sem enquadramento ideológico.



