
Defesa de Bolsonaro diz ao STF que arma não localizada está sob custódia da Polícia Civil
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A defesa de Jair Bolsonaro informou ao STF que as duas armas apontadas pelo Exército como não localizadas foram encontradas: uma espingarda está em uma empresa importadora em Caxias do Sul (RS) e uma pistola Glock está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal desde junho.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto refere-se a Bolsonaro por sua patente militar ('ex-capitão') em vez do cargo de ex-presidente, e usa aspas irônicas em 'perdida' no título, sinalizando ceticismo editorial sobre a versão da defesa; o corpo, porém, relata os fatos sem inventar informação.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reportagem factual que cita diretamente o texto enviado pela defesa ao STF e contextualiza a decisão anterior de Moraes sobre o arsenal; não emprega adjetivação valorativa nem defende posição, tratando fatos do Exército e da defesa com peso equivalente.
Veículos com viés à direita
Ao dar destaque ao parecer da PGR concluindo pela ausência de falta grave e manter o tratamento de 'ex-presidente' para Bolsonaro, a matéria adota um enquadramento mais favorável à narrativa da defesa, embora sem distorcer os fatos relatados.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as duas armas apontadas pelo Exército como não localizadas já foram identificadas. Uma espingarda estaria em uma empresa importadora de armamentos em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, recebida como presente pelo ex-presidente e nunca retirada da loja. Uma pistola Glock 9 mm estaria sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal desde junho, apreendida durante uma blitz que resultou no indiciamento de um integrante da equipe de segurança de Bolsonaro.
O esclarecimento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes nos dias seguintes à decisão de 3 de julho, quando o ministro manteve Bolsonaro em prisão domiciliar, determinou a entrega de todo o arsenal registrado em seu nome à Polícia Federal e revogou seu Certificado de Registro de Colecionador, Atirador e Caçador. Na segunda-feira, dia 6, o Batalhão de Polícia do Exército em Brasília confirmou ter entregue seis das oito armas à Superintendência da PF, mas relatou não ter localizado as outras duas.
Os relatos convergem sobre a cronologia central do caso. A pistola Glock que motivou a crise foi encontrada em 15 de junho no carro de um militar da segurança de Bolsonaro, durante fiscalização da Polícia Militar do Distrito Federal, o que originou um inquérito da Polícia Civil. Segundo a defesa, a divergência entre o número de série citado no inquérito e o registrado oficialmente é apenas um erro de digitação, tratando-se do mesmo armamento.
A cobertura de centro, feita pela CNN Brasil, relatou os fatos de forma direta, detalhando tanto a posição do Exército quanto a da defesa, e destacou que o inquérito da Polícia Civil indiciou o militar por porte ilegal de arma, sem apontar crime por parte do ex-presidente. Veículos de esquerda, como a CartaCapital, trataram o episódio com maior ceticismo em relação à versão oficial, referindo-se a Bolsonaro por sua patente de ex-capitão e destacando entre aspas o termo "perdida" para a arma, um sinal editorial de desconfiança quanto à explicação da defesa. Já veículos de direita, como O Antagonista, enfatizaram que a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado ao STF concluindo que o episódio não configura falta grave capaz de alterar a execução penal do ex-presidente, ainda que a posse de armas de fogo continue incompatível com a condição de condenado em prisão domiciliar.
Ainda não há confirmação independente da Polícia Federal sobre a custódia das duas armas mencionadas pela defesa, nem prazo definido para que a empresa em Caxias do Sul formalize a entrega da espingarda às autoridades. Também não está claro qual será a decisão final de Moraes sobre a regularidade do cumprimento da ordem de entrega do arsenal.
Todos os lados concordam que a defesa de Bolsonaro identificou a localização das duas armas apontadas pelo Exército como não localizadas: a espingarda em uma empresa no Rio Grande do Sul e a pistola Glock sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal desde junho, com uma divergência apenas no número de série registrado no inquérito.

Advogados afirmam que espingarda foi recebida pelo ex-presidente "a título de presente" e nunca chegou a ser retirada da loja em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul (RS)

A pistola foi apreendida no carro de um militar, integrante da equipe de segurança do ex-capitão

Segundo os advogados, a arma consta em inquérito da PCDF com pequena divergência no número de série, mas é o mesmo armamento

Advogados afirmam que houve apenas uma divergência na identificação do número de série da pistola Glock calibre 9 mm
Cobertura extensa e factual, detalha a divergência no número de série, cita o indiciamento do militar por porte ilegal de arma e reproduz a posição da defesa e do Exército sem adjetivação, mantendo abordagem descritiva.
Perspectivas omitidas
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