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Desenrola Adimplentes reduz os juros para informais e no Fies

1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro

Redação Fuja da Bolha•4 fontes•29/06/2026•atualizado em 12/08/2026•Lula
Desenrola Adimplentes reduz os juros para informais e no Fies
Imagem: Correio Braziliense

Resumo da cobertura

Como cada lado cobriu

4 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (25%)

Veículos com viés à esquerda

  • CartaCapitalLula lança o Desenrola Adimplentes, para reduzir juros de quem paga contas em diaA nova modalidade amplia o programa de renegociação de dívidas para consumidores adimplentes, mas o setor financeiro vê baixo interesse das instituições e não dará apoio à iniciativa(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Centro3 (75%)

Veículos com viés ao centro

  • G1Desenrola Adimplentes: governo lança etapa focada em informais que pagam dívidas em dia e beneficiários do Fies; veja regrasModalidade é nova fase do Desenrola 2.0, lançado em maio e direcionado para pessoas que ganham até R$ 8.105. Expectativa do governo é de que as novas linhas de crédito possam ser buscadas por até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil pessoas do Fies.(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

  • Correio BrazilienseDesenrola Adimplentes reduz os juros para informais e no FiesPrograma é voltado a consumidores com bom histórico de pagamento, mas que ainda enfrentam juros elevados. Pacote também cria o Fies Empreendedor e reduz o custo do crédito consignado privado. Beneficiários terão acesso proibido a bets(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

  • UOLGoverno lança Desenrola Adimplentes para reduzir juros de trabalhadores informais e estudantesBeneficiários terão limite de parcelas reduzido a 90% do valor cobrado originalmente(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Direita0 (0%)

Veículos com viés à direita

Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

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Briefing

O que importa para você

  • Taxa máxima de 1,99% ao mês para crédito pessoal não consignado de até R$ 15 mil por instituição.
  • Exige ter pago ao menos 4 parcelas e estar em dia ou com atraso de até 90 dias.
  • Contrapartida: CPF bloqueado em plataformas de apostas por 6 meses.
  • Fies Empreendedor com juros de 0,87% ao mês e até R$ 80 mil (pessoa física) ou R$ 180 mil (pessoa jurídica).

Onde os lados divergem

  • Esquerda enquadra a medida como proteção social ao trabalhador excluído e combate ao superendividamento.
  • Direita enfatiza o timing eleitoral do anúncio, o custo fiscal da garantia pública e a recusa da Febraban em apoiar.
  • A própria cobertura de esquerda admite que os bancos privados veem pouco incentivo econômico.

Onde os lados concordam

Todos os lados reconhecem que o Desenrola Adimplentes oferece crédito a 1,99% ao mês a trabalhadores informais e egressos do Fies que pagam dívidas em dia, com garantia do Fundo Garantidor de Operações e atendimento inicial pela Caixa e pelo Banco do Brasil.

O que ainda está incerto

  • Qual será o alcance real sem a adesão dos grandes bancos privados, que é voluntária.
  • As estimativas de beneficiários divergem (de 500 mil a cerca de 3 milhões) sem metodologia clara.
  • Não há detalhamento do custo fiscal da garantia pública.

O governo federal lançou na segunda-feira, 29 de junho de 2026, o Desenrola Adimplentes, uma nova etapa do programa Desenrola Brasil voltada agora aos bons pagadores. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Depois de focar na renegociação de dívidas de inadimplentes, o governo passa a mirar quem mantém as contas em dia, mas ainda convive com juros elevados.

O público central são os trabalhadores informais, que não têm acesso ao crédito consignado da CLT, do servidor público ou do INSS, e os estudantes egressos do Fies. Pela nova modalidade, será possível substituir empréstimos caros por operações com taxa máxima de 1,99% ao mês. Para aderir, o consumidor precisa ter um crédito pessoal não consignado de até R$ 15 mil por instituição, ter pago ao menos quatro parcelas e estar em dia ou com atraso de no máximo 90 dias. As operações terão garantia do Fundo Garantidor de Operações, mecanismo que reduz o risco dos bancos. O governo estima alcançar de 200 mil a 500 mil trabalhadores informais.

O pacote inclui ainda o Fies Empreendedor, com juros de 0,87% ao mês e financiamento de até R$ 80 mil para pessoas físicas e R$ 180 mil para pessoas jurídicas, destinado a recém-formados que mantiveram o financiamento estudantil em dia. Há também a regulamentação do consignado privado, que permite usar o saldo do FGTS como garantia, igualmente com teto de 1,99% ao mês. Como contrapartida, os beneficiários terão o CPF bloqueado em plataformas de apostas por seis meses. O atendimento inicial será feito pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, enquanto os bancos privados avaliarão a adesão caso a caso.

Nesses pontos factuais a cobertura converge. A reportagem de centro, como a do g1 e do Correio Braziliense, relatou de forma técnica as regras, as taxas e o público-alvo, reproduzindo a fala de Durigan de que o trabalhador informal honra dívidas pagando os juros mais altos do país e agora poderá seguir honrando com taxa mais baixa.

É no enquadramento que os lados se separam. Veículos de esquerda, como a CartaCapital, destacaram o caráter de proteção social da medida, apresentando-a como um passo do governo Lula para incluir um trabalhador historicamente excluído das linhas de crédito baratas e para evitar o superendividamento antes que ele aconteça. Já uma leitura de direita enfatizaria o timing do anúncio, feito às vésperas de 4 de julho, quando entram em vigor as restrições da legislação eleitoral que impedem agentes públicos candidatos de participar de eventos oficiais de divulgação, além de questionar o custo fiscal e a real adesão dos bancos. Esse ponto, aliás, foi levantado pela própria CartaCapital: a Federação Brasileira de Bancos decidiu não apoiar a iniciativa por considerar baixo o incentivo econômico, e a adesão ficará a critério de cada instituição.

O que ainda não se sabe é qual será o alcance real do programa sem o apoio dos grandes bancos privados, já que a participação é voluntária. Também chamam atenção as estimativas divergentes de beneficiários, que variaram de 500 mil a cerca de 3 milhões de pessoas conforme o veículo, sem detalhamento da metodologia. Faltam ainda dados sobre o custo fiscal da garantia pública e sobre o cronograma de entrada das instituições privadas.

EconomiaExecutivo FederalJurosLula

Fontes

Espectro: Centro
Desenrola Adimplentes: governo lança etapa focada em informais que pagam dívidas em dia e beneficiários do Fies; veja regras
Desenrola Adimplentes: governo lança etapa focada em informais que pagam dívidas em dia e beneficiários do Fies; veja regras

Modalidade é nova fase do Desenrola 2.0, lançado em maio e direcionado para pessoas que ganham até R$ 8.105. Expectativa do governo é de que as novas linhas de crédito possam ser buscadas por até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil pessoas do Fies.

G1G1
Espectro: Esquerda
Lula lança o Desenrola Adimplentes, para reduzir juros de quem paga contas em dia
Lula lança o Desenrola Adimplentes, para reduzir juros de quem paga contas em dia

A nova modalidade amplia o programa de renegociação de dívidas para consumidores adimplentes, mas o setor financeiro vê baixo interesse das instituições e não dará apoio à iniciativa

CartaCapitalCartaCapital
Espectro: Centro
Desenrola Adimplentes reduz os juros para informais e no Fies
Desenrola Adimplentes reduz os juros para informais e no Fies

Programa é voltado a consumidores com bom histórico de pagamento, mas que ainda enfrentam juros elevados. Pacote também cria o Fies Empreendedor e reduz o custo do crédito consignado privado. Beneficiários terão acesso proibido a bets

Correio BrazilienseCorreio Braziliense
Espectro: Centro
Governo lança Desenrola Adimplentes para reduzir juros de trabalhadores informais e estudantes
Governo lança Desenrola Adimplentes para reduzir juros de trabalhadores informais e estudantes

Beneficiários terão limite de parcelas reduzido a 90% do valor cobrado originalmente

UOLUOL

Centro

3 fontes

O governo federal lançou em 29 de junho de 2026 o Desenrola Adimplentes, nova etapa do programa Desenrola Brasil voltada a quem paga as dívidas em dia mas ainda enfrenta juros altos. O foco são trabalhadores informais sem acesso ao consignado e estudantes egressos do Fies. A taxa máxima foi fixada em 1,99% ao mês, com saldo devedor elegível de até R$ 15 mil por instituição e garantia do Fundo Garantidor de Operações.

Esquerda

1 fonte

O governo Lula deu mais um passo para proteger o trabalhador endividado, agora olhando para os bons pagadores informais que sempre ficaram à margem das linhas de crédito baratas. Pela primeira vez, segundo a Fazenda, o Estado mira o trabalhador sem carteira assinada, herói que honra dívidas pagando os juros mais altos do país, oferecendo refinanciamento a taxa justa de 1,99% ao mês.

Direita

0 fontes

Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

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    Governo regulamenta o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, usando o FGTS como garantia
    redetv.uol.com.br