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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que pretende incluir no projeto de lei complementar dos combustíveis, o PLP 114/2026, os dispositivos necessários para viabilizar incentivos fiscais ao setor de minerais críticos e estratégicos. A intenção é adequar às regras fiscais os benefícios previstos no PL 2.780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, já aprovado pela Câmara e em análise no Senado. O PLP foi apresentado originalmente para disciplinar renúncias de receita ligadas ao choque no mercado internacional de energia e trata da compensação dessas perdas de arrecadação. A movimentação ocorre numa semana de negociação de pauta no Congresso, com reunião de líderes e prazo apertado antes do esvaziamento provocado pela campanha eleitoral.
A Câmara decidiu antecipar dentro do projeto de lei complementar dos combustíveis a parte fiscal dos incentivos ao setor de minerais críticos e estratégicos. A manobra tenta deixar pronto o enquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal antes que o Senado conclua a votação do marco do setor, numa semana em que o Congresso corre para avançar pautas antes da campanha eleitoral.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou na terça-feira que pretende incluir no chamado PLP dos Combustíveis os dispositivos necessários para viabilizar incentivos fiscais ao setor de minerais críticos e estratégicos. Segundo ele, depois que o Senado concluir a votação do marco do setor será preciso ter uma política de isenção fiscal para estimular a exploração de terras raras, e a intenção é deixar esse estímulo já previsto no projeto de lei complementar em discussão na Câmara.
Na prática, são duas tramitações distintas costuradas em paralelo. O PL 2.780/2024, aprovado pelos deputados e hoje em análise no Senado, cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com um programa de até R$ 5 bilhões em créditos fiscais distribuídos ao longo de cinco anos, limite de até R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034 e benefício que pode chegar a 20% dos investimentos considerados elegíveis. O desenho privilegia projetos que vão além da extração e agreguem valor dentro do país, e prevê ainda aporte de até R$ 2 bilhões da União no Fundo Garantidor da Atividade Mineral. Já o PLP 114/2026 nasceu para estabelecer regras fiscais para renúncias de receita ligadas ao choque no mercado internacional de energia, tratando da compensação dessas perdas de arrecadação e de sua adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal. É esse enquadramento fiscal que a Câmara quer antecipar.
A cobertura de centro concentrou-se justamente nessa engenharia legislativa, detalhando valores, prazos e a diferença entre criar a política e ajustar a renúncia às regras fiscais, e registrando que a movimentação não significa que o Senado votará o marco dos minerais nesta semana. Veículos de direita enquadraram o movimento dentro de uma semana de negociação de pauta, em que o Congresso tenta avançar projetos antes do esvaziamento provocado pela campanha eleitoral, com destaque para a proposta que permite reduzir ou zerar tributos federais sobre gasolina, diesel e etanol quando as cotações do petróleo disparam. Até o momento não houve cobertura de veículos de esquerda sobre o caso, e por isso nenhuma leitura desse campo é atribuída aqui.
Os dois relatos convergem no essencial: a janela de votação é curta, a definição da pauta passou por reunião dos líderes partidários com o presidente da Câmara e o marco dos minerais críticos ganhou tração em meio à disputa internacional por insumos usados em defesa, energia, baterias e tecnologias avançadas. Divergem na ênfase. O relato técnico prioriza o mecanismo do incentivo e o risco de questionamento jurídico caso a parte fiscal não seja resolvida antes. O relato de agenda política prioriza o calendário e o cálculo eleitoral, ao apontar que o Planalto corre para aprovar a medida provisória que encerra a chamada taxa das blusinhas, cuja validade se esgota em 8 de setembro, e ao registrar que o fim da escala de trabalho 6x1 e a PEC da Segurança Pública seguem sem perspectiva clara de votação no Senado. Nesse enquadramento, a melhora recente na relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que jantaram juntos na semana anterior, aparece como variável para destravar a agenda do Executivo.
O que ainda não se sabe é o mais relevante. Não há texto final divulgado do trecho sobre minerais críticos que seria embutido no projeto de lei complementar, nem definição pública sobre como a perda de arrecadação será compensada. Também não está claro se o acordo entre os líderes sobre os combustíveis foi fechado, se o Senado pautará o marco do setor ainda em agosto ou apenas na primeira semana de setembro, reservada ao último esforço concentrado antes das eleições, e quais minerais e projetos entrariam na lista de prioridades definida pelos mecanismos de governança previstos na proposta.
As duas coberturas concordam que a Câmara quer resolver por antecipação o enquadramento fiscal dos incentivos a minerais críticos, que o marco do setor já passou pelos deputados e aguarda o Senado, e que a janela de votação encolhe com a aproximação da campanha eleitoral.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Relato factual e técnico: explica a diferença entre o PL 2.780/2024 e o PLP 114/2026, cita valores, prazos e percentuais do incentivo e reproduz a fala do presidente da Câmara entre aspas. Vocabulário neutro, sem adjetivação valorativa e sem defesa explícita de mais ou menos Estado, o que caracteriza cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto é sobretudo factual e organiza a pauta da semana, mas adota lente econômico-fiscal e atribui motivação eleitoral ao Executivo sem fonte nomeada ao afirmar que a medida da 'taxa das blusinhas' 'tem apelo junto ao eleitorado e pode render dividendos políticos'. A ênfase em desoneração de tributos federais e no esvaziamento do Congresso pela campanha caracteriza inclinação leve à direita.
Perspectivas omitidas

Governo tenta acelerar votações antes que a campanha eleitoral reduza o ritmo do Congresso

Segundo o presidente da Câmara, medida busca deixar regras para benefícios prontas antes da votação do marco dos minerais críticos no Senado
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