Luiz Fux suspende liberação de Flávio Dino a posts sobre Nossa Senhora Aparecida
3 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 4 veículos de direita
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Em menos de 72 horas, três ministros entraram em rota de colisão sobre posts que ligavam Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, a um suposto ataque a Nossa Senhora Aparecida. André Mendonça, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou remover a publicação do humorista Antonio Tabet em 25 de setembro. Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cassou a ordem no domingo. Na segunda, Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu as determinações da Justiça Eleitoral até o plenário do Supremo analisar o caso.
Pela leitura de veículos de esquerda, a decisão de Luiz Fux devolve a censura a publicações críticas a Flávio Bolsonaro, depois que Flávio Dino havia protegido o direito de manifestação no debate eleitoral. O foco está no efeito sobre a liberdade de expressão de cidadãos e humoristas e no fato de o próprio candidato ter conseguido, como terceiro interessado, reverter a liberação em menos de um dia.
Veículos de direita tratam o caso como a correção de um abuso: Flávio Dino teria liberado conteúdo falso contra um candidato às vésperas da eleição, passando por cima de um colega e da Justiça Eleitoral. Luiz Fux, ao suspender a decisão, restauraria a competência do Tribunal Superior Eleitoral e a regra de sorteio de relatores no Supremo.
12 fontes políticas
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O ministro Luiz Fux, do STF, suspendeu a decisão de Flávio Dino que liberava posts associando Flávio Bolsonaro a uma suposta tentativa de retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. As ordens do TSE voltam a valer até o plenário do Supremo julgar o caso, que opõe liberdade de expressão e competência da Justiça Eleitoral.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na segunda-feira, 28 de setembro, a decisão do colega Flávio Dino que havia liberado publicações associando o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, a uma suposta tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Com isso, voltam a valer as ordens do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até que o plenário do Supremo analise o caso.
A disputa começou em 25 de setembro, quando o ministro André Mendonça, no TSE, atendeu a um pedido da campanha de Flávio e mandou remover um post do humorista Antonio Tabet. O texto dizia que a família miliciana odiava tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida. Mendonça considerou falsa a ligação entre Flávio e o tema, mas preservou críticas, sátiras e opiniões que não apresentassem a informação como verdadeira. A origem do boato é um projeto de lei de 2007, apresentado por outro parlamentar e arquivado no ano seguinte.
No domingo, 27, Dino atendeu a um pedido de Tabet feito dentro de uma reclamação da qual já era relator. Ele cassou a ordem, citou a proteção à liberdade de expressão e de imprensa e mandou as plataformas restabelecerem os posts. Um dia depois, Fux acolheu pedido de Flávio, admitido como terceiro interessado no processo sobre a responsabilidade das plataformas digitais. Fux deu 24 horas para X, Meta, ByteDance e Google voltarem a cumprir as ordens do TSE, sob pena de multa e crime de desobediência. No mesmo dia, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, um filtro contra o que chamou de captura institucional da Justiça Eleitoral.
A cobertura de centro relatou o embate sobretudo pelo ângulo processual. Ouviu juristas que veem na decisão de Dino um atalho e um precedente perigoso, por driblar o sorteio de relator, e outros que a consideram bem fundamentada na jurisprudência do Supremo sobre intervenção mínima na opinião. Também registrou que Fux disse não estar julgando se o post estava protegido pela liberdade de expressão, apenas a via usada.
Veículos de esquerda destacaram que a medida de Fux restabelece a censura ao post de Tabet e lembraram que ela atendeu a um pedido do próprio candidato. Veículos de direita enfatizaram que Dino havia liberado conteúdo já reconhecido como falso, decidiu sem ouvir Mendonça, Flávio ou a Procuradoria-Geral da República e, nas palavras de Fux, usurpou a competência dos demais ministros. Esses veículos citaram relatórios apresentados ao TSE com 2 mil publicações e mais de 21 milhões de visualizações.
Ainda não se sabe quando o plenário do Supremo vai julgar as duas decisões, que Fux pediu para serem analisadas na mesma sessão presencial. Também está em aberto se Fachin vai adotar o filtro pedido pelo presidente do TSE e se o plenário do TSE confirmará o mérito da remoção.
STF ainda tem margem para analisar decisão sobre posts de N. Sra. Aparecida UOL Notícias
Colegiado do TSE determinou que configuram ‘fake news’ os conteúdos que associam Flávio Bolsonaro à intenção de tirar o título da Padroeira; demais conteúdos relacionados ficam protegidos pela liberdade de expressão

Ministro do TSE concluiu que a mensagem não reproduz fato inverídico. O caso envolvendo as postagens sobre a padroeira do Brasil começou no último final de semana e foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reconsiderou parcialmente uma decisão e liberou uma publicação da deputada federal

Na decisão assinada na noite desta segunda, Fux determinou que a ordem de Dino, que havia mandado manter os posts no ar, fique suspensa ao menos até que o plenário do STF analise o caso.
Ministro suspendeu decisão que havia liberado publicações que ligam Flávio Bolsonaro (PL) à intenção de retirar título de padroeira do Brasil

Luiz Fux suspendeu decisão de Flávio Dino e restabeleceu ordem do TSE sobre posts que citavam Nossa Senhora Aparecida.

Ministro atende a pedido de Flávio Bolsonaro; plataformas têm 24 horas para voltar a cumprir determinações do TSE

Tema ainda precisará ser debatido pelo plenário do Supremo

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (27) o restabelecimento de uma publicação do humorista

Ordem foi dada em pedido apresentado pelo humorista Antonio Tabet, que recorreu contra proibição de publicações sobre o tema

Ordem foi dada em pedido apresentado pelo humorista Antonio Tabet, que recorreu contra proibição de publicações sobre o tema

Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.