Disney aciona a Justiça contra a FCC após revisão antecipada de licenças da ABC
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos de esquerda leem o caso como o uso de uma agência de Estado para punir jornalismo desfavorável ao poder. A cronologia apresentada pela Disney mostra o presidente da FCC, Brendan Carr, dizendo publicamente que as empresas resolveriam a questão do jeito fácil ou do jeito difícil depois de falas de Jimmy Kimmel sobre a morte de Charlie Kirk; horas depois, o programa saiu do ar temporariamente. Em abril, Donald Trump voltou a exigir a demissão do humorista e, no dia seguinte, o órgão determinou a renovação antecipada das oito licenças. Para esse enquadramento, a ameaça não é hipotética: a própria empresa admite ter ficado mais cautelosa com convidados políticos, o que caracteriza censura indireta. O alerta ganha peso porque ex-presidentes e ex-comissários da FCC indicados por Ronald Reagan, George H. W. Bush e Barack Obama pediram o encerramento da revisão.
A Walt Disney Company e a rede ABC processaram a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, a FCC, em 18 de agosto de 2026, no tribunal federal do Distrito de Columbia. A empresa pede ordem de restrição temporária e liminar para suspender a revisão antecipada das licenças de oito estações de televisão que controla diretamente, determinada pelo órgão em 28 de abril, embora as autorizações só vençam entre 2028 e 2031.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Oito estações de televisão têm licenças sob revisão antecipada com prazo de 30 dias, embora só vencessem entre 2028 e 2031. A juíza federal Loren AliKhan ainda não decidiu sobre a liminar que suspenderia o procedimento. O programa The View não recebe candidatos desde 2 de fevereiro de 2026, segundo a petição. O caso define o limite do uso do poder de licenciar emissoras contra conteúdo jornalístico, precedente observado por reguladores de mídia em outros países.
A cobertura de esquerda organiza a matéria em torno da cronologia de pressões do governo sobre a emissora, incluindo o caso Jimmy Kimmel e a manifestação de ex-dirigentes da própria FCC contra a revisão. A cobertura de centro equilibra os lados e dá relevo ao argumento do regulador, à investigação sobre diversidade e à acusação de campanha de desinformação, sem incluir a manifestação dos ex-dirigentes. Não houve cobertura de veículos de direita no material analisado.
As duas coberturas registram os mesmos fatos centrais: a ação foi protocolada em 18 de agosto de 2026 no tribunal federal do Distrito de Columbia; a FCC antecipou a revisão de oito licenças que só venceriam entre 2028 e 2031; e o regulador nega retaliação, afirmando apurar práticas de diversidade e contratação desde março de 2025.
Não há decisão sobre a ordem de restrição temporária nem sobre a liminar. A FCC diz não ter decidido se abrirá o procedimento formal que pode levar à não renovação das licenças. A investigação sobre práticas de diversidade segue sem conclusão de infração, e não foram detalhadas as deficiências que o órgão aponta nos documentos entregues pela empresa.
A disputa entre a Walt Disney Company e a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos chegou ao tribunal federal do Distrito de Columbia. A empresa quer suspender a revisão antecipada de oito licenças de televisão da ABC e afirma que a medida pune escolhas editoriais; o regulador responde que apura práticas de diversidade e nega retaliação.
A Walt Disney Company e a rede de televisão ABC entraram com uma ação judicial contra a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, a FCC, na terça-feira, 18 de agosto de 2026, no tribunal federal do Distrito de Columbia. A empresa acusa o órgão regulador, sob o governo de Donald Trump, de travar uma campanha retaliatória contra a emissora pela única razão de desaprovar o que ela transmite, conduta que violaria a Primeira Emenda da Constituição estadunidense.
O centro da disputa é uma decisão da FCC de 28 de abril, que determinou a revisão antecipada das licenças de oito estações de televisão controladas diretamente pela Disney, entre as mais de 200 afiliadas da rede. Essas licenças só venceriam entre 2028 e 2031, mas o órgão exigiu que os pedidos de renovação fossem apresentados em trinta dias. A companhia afirma que nenhuma dessas emissoras teve renovação negada em décadas de operação e que a agência não emitia uma ordem de renovação antecipada havia mais de cinquenta anos. Na ação, pediu uma ordem de restrição temporária e uma liminar para suspender o procedimento enquanto o caso é julgado. A juíza federal Loren AliKhan ainda não decidiu e determinou que as partes apresentem um cronograma.
A FCC apresenta outra versão. O órgão diz que investiga desde março de 2025 se políticas de contratação, diversidade, equidade e inclusão da Disney violaram regras federais contra discriminação, e sustenta que a revisão antecipada é instrumento previsto em suas normas. O presidente da comissão, Brendan Carr, aliado de Trump, afirma que os documentos enviados pela empresa apresentaram deficiências, que nenhuma decisão sobre não renovar licenças foi tomada e que a agência seguirá os fatos e a lei. Em nota, o regulador classificou a ação judicial como parte de uma campanha contínua de desinformação.
Veículos de esquerda deram destaque à cronologia que a Disney apresenta como prova de retaliação. Em setembro de 2025, depois de declarações do apresentador Jimmy Kimmel sobre a morte do ativista conservador Charlie Kirk, Carr disse publicamente que as empresas poderiam resolver a questão do jeito fácil ou do jeito difícil, e horas depois o programa foi suspenso temporariamente, voltando ao ar dias depois. Em abril deste ano, Trump voltou a exigir a demissão do humorista após uma piada envolvendo Melania Trump e, no dia seguinte, a agência determinou a renovação antecipada das oito licenças. Essa cobertura também deu espaço à manifestação de um grupo de ex-presidentes, ex-comissários e antigos altos funcionários da própria FCC, indicados por Ronald Reagan, George H. W. Bush e Barack Obama, que pediu o encerramento da revisão por considerá-la ameaça à liberdade de expressão.
A cobertura de centro deu peso equivalente ao argumento do regulador, detalhando a investigação sobre práticas de diversidade e a acusação de desinformação, e registrou o efeito prático alegado na petição: desde o início do escrutínio, o programa The View teria ficado mais cauteloso na escolha de políticos convidados, sem receber nenhum candidato desde 2 de fevereiro de 2026. Essa cobertura lembra ainda que licenças de radiodifusão são renovadas a cada oito anos, raramente revogadas, e que apenas as oito estações próprias estão no alvo, por transmitirem pelo espectro público. Veículos de direita não publicaram cobertura própria do caso no material analisado, de modo que o enquadramento centrado na autoridade regulatória da agência e na apuração de discriminação aparece aqui somente pela voz oficial da própria FCC.
Ainda não se sabe se a Justiça concederá a liminar pedida pela empresa, nem se o órgão abrirá formalmente o procedimento que pode levar à não renovação das oito licenças, hipótese sobre a qual ficou obrigado a avisar o tribunal. Também segue em aberto o resultado da investigação sobre as políticas de diversidade, que o próprio regulador diz não configurar, por enquanto, conclusão de infração. O desfecho deve definir até onde um governo pode usar o poder de licenciar emissoras sem esbarrar nas proteções à liberdade de imprensa.
Processo cita ataques de Trump, pressão sobre Jimmy Kimmel e investigação da FCC envolvendo o programa “The View”.

Empresa alega que FCC viola a 1ª Emenda da Constituição; para órgão, Disney faz campanha de desinformação. Leia no Poder360
