Eduardo Bolsonaro desiste de vaga como suplente de André do Prado
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) desistiu de concorrer como primeiro suplente de André do Prado (PL) na disputa ao Senado por São Paulo em 2026. A decisão, anunciada em 29 de julho, foi motivada pela avaliação de que sua candidatura seria impugnada pela Justiça Eleitoral, já que ele está inelegível por oito anos após condenação da Primeira Turma do STF por coação no curso do processo. Com a saída, o ex-prefeito de Holambra Fernando Fiori de Godoy passa a primeiro suplente e a vereadora Rute Costa entra como segunda.
A saída de Eduardo Bolsonaro da chapa ao Senado por São Paulo não foi um gesto voluntário, mas a consequência direta de uma condenação criminal colegiada. Veículos de esquerda enfatizaram que o ex-deputado foi condenado pelo STF por articular sanções de um governo estrangeiro contra autoridades brasileiras, o que o tornou inelegível pela Lei da Ficha Limpa.
Eduardo Bolsonaro anunciou que abre mão da suplência ao Senado por São Paulo para preservar um projeto maior e não colocar em risco a candidatura de André do Prado. Veículos de direita destacaram o enquadramento do próprio parlamentar, que denuncia 'grave insegurança jurídica' e 'evidente perseguição política' contra ele e a família.
20 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todos os lados concordam que Eduardo Bolsonaro deixou a chapa ao Senado por SP porque está inelegível após condenação do STF, e que a saída visou evitar a impugnação de todo o registro. Godoy e Rute Costa assumem as suplências.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro desistiu de concorrer como primeiro suplente de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, na disputa por uma vaga ao Senado nas eleições de 2026. O anúncio foi feito em 29 de julho, em publicação nas redes sociais, e confirmado por Prado. Com a saída, o ex-prefeito de Holambra Fernando Fiori de Godoy passa a primeiro suplente e a vereadora paulistana Rute Costa entra como segunda suplente, ambos filiados ao Partido Liberal.
O ponto em que toda a cobertura converge é a causa da desistência. Eduardo está inelegível por oito anos após ser condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em junho, por coação no curso do processo, com pena de quatro anos e dois meses de reclusão. A avaliação jurídica dentro do próprio partido era de que manter o nome dele na chapa poderia levar à impugnação do registro e até à anulação dos votos obtidos por Prado, contaminando toda a candidatura. Foi para evitar esse risco que a troca foi acertada. Eduardo vive nos Estados Unidos desde o início de 2025 e, em julho, obteve um green card do governo de Donald Trump.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma objetiva, detalhando o cálculo eleitoral: André do Prado é apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas, disputa o Senado em dobradinha com Guilherme Derrite e aposta em ser reconhecido como o 'candidato de Tarcísio' para crescer nas pesquisas. Veículos de centro também registraram que uma pesquisa Quaest divulgada no mesmo dia aponta as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet à frente dos nomes bolsonaristas na disputa paulista ao Senado.
É no enquadramento que a cobertura se divide. Veículos de direita deram relevo à versão do próprio parlamentar, que descreve um cenário de 'grave insegurança jurídica' e 'evidente perseguição política' contra ele e a família, e apresenta a desistência como gesto de responsabilidade e desprendimento em nome de um projeto maior, com apelo para que o eleitorado concentre esforços na campanha presidencial de seu irmão, Flávio Bolsonaro. Já veículos de esquerda enfatizaram que a saída não tem nada de voluntária no sentido político: ela decorre de uma condenação criminal colegiada por articular, junto ao governo dos Estados Unidos, sanções contra autoridades e ministros brasileiros. Nessa leitura, a alegação de perseguição é tratada como narrativa de vitimização que não altera o fato que a motivou.
Parte da cobertura ainda registrou as tensões internas do PL em torno de Prado, associado ao presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e criticado por adversários da direita, como Ricardo Salles, que o acusam de representar o 'Centrão'. O que ainda não se sabe é se Eduardo tentará algum recurso, se pretende de fato retornar ao Brasil e enfrentar as consequências da condenação, e qual será o efeito concreto da mudança de suplentes sobre o desempenho de Prado nas urnas em outubro.
Em carta aos eleitores, Eduardo destacou que decisão ocorre após conversa com advogados

Decisão foi tomada no fim de semana, após avaliação do filho do ex-presidente de que sua candidatura seria impugnada pela Justiça Eleitoral
Saiba mais sobre a decisão de Eduardo Bolsonaro de não disputar o Senado e sua indicação de uma aliada como suplente. Leia mais detalhes aqui.

Decisão foi tomada no fim de semana após avaliação de risco de impugnação pela Justiça Eleitoral

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez anúncio em suas redes sociais. Cassado do cargo de deputado federal, ele está nos EUA e está inelegível após condenação no STF.

Ex-deputado, que atualmente vive nos EUA, havia anunciado suplência na chapa de André do Prado

Troca já estava prevista diante do risco de anulação de votos na eleição de São Paulo

Eduardo Bolsonaro afirmou que decidiu deixar a disputa "para preservar um projeto maior". Leia na Gazeta do Povo.

Filho de Jair Bolsonaro tomou decisão depois de conversar com advogados; ele está inelegível desde junho de 2026. Leia no Poder360.

Presidente da Alesp confirmou a informação em nota à imprensa nesta quarta-feira, 29

Decisão foi tomada no fim de semana, após avaliação do filho do ex-presidente de que sua candidatura seria impugnada pela Justiça Eleitoral

A primeira suplência será ocupada por Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra, e a segunda pela vereadora Rute Costa

Em nota, o presidente da Alesp afirmou que recebeu

Ex-deputado, que continua conspirando contra o Brasil nos EUA, foi condenado pelo STF por coação no curso do processo

Chapa será 'puro sangue', com os três políticos sendo filiados ao Partido Liberal (PL)

André do Prado divulgou nota em que disse receber "com respeito" a decisão do filho de Jair Bolsonaro

Com a decisão, ex-prefeito de Holambra, Fernando Fiori de Godoy, será o primeiro suplente, e a vereadora de São Paulo, Rute Costa, como segunda suplente

Presidente da Alesp confirmou a informação em nota à imprensa nesta quarta-feira, 29

Troca já estava prevista diante do risco de anulação de votos na eleição de São Paulo

Em nota, o presidente da Alesp afirmou que recebeu

Nesta matéria: viés de centro.