Planos de governo dos 13 presidenciáveis miram STF, educação e feminicídio
2 veículos de esquerda · 34 veículos de centro · 4 veículos de direita
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A um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os planos de governo dos 13 candidatos à Presidência registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passaram a ser o principal material de comparação da campanha. O capítulo mais disputado é o Supremo Tribunal Federal (STF), que ganhou centralidade no debate em meio à crise que envolve ministros da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal nas investigações relacionadas ao Banco Master. As propostas vão de ajustes pontuais à reforma completa do tribunal, e o mesmo exercício comparativo aparece em outras áreas, como o enfrentamento à violência contra a mulher e a educação básica. Em paralelo, a prestação de contas mostra R$ 88,8 milhões arrecadados pelas campanhas presidenciais, e as agendas diárias revelam ritmos muito diferentes entre as candidaturas.
Para a leitura da esquerda, a eleição de 2026 não é uma disputa administrativa entre programas, e sim um confronto entre um projeto nacional de desenvolvimento e a subordinação do país a interesses econômicos externos.
Na leitura da direita, o problema central da eleição é o tamanho e o alcance do poder concedido às instituições de controle, com o Supremo Tribunal Federal no topo da lista. As propostas de limitar decisões monocráticas, fixar mandato e idade mínima para ministros, criar quarentena para indicados vindos do governo e devolver a instâncias inferiores o julgamento de parlamentares são apresentadas como restauração do equilíbrio entre os Poderes e freio ao ativismo judicial.
40 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
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Esquerda, centro e direita registram os mesmos fatos básicos: são 13 candidaturas à Presidência registradas no Tribunal Superior Eleitoral, o primeiro turno é em 4 de outubro e o Supremo Tribunal Federal entrou no centro da campanha por causa da crise que envolve ministros da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal. Todos os lados também reconhecem que educação e segurança aparecem em quase todos os planos de governo.
A um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os planos de governo das 13 candidaturas à Presidência registradas no Tribunal Superior Eleitoral viraram o principal material de comparação da campanha. O Supremo Tribunal Federal é o capítulo mais disputado, mas educação, violência contra a mulher e financiamento eleitoral também separam os projetos.
A um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a corrida presidencial entrou na fase em que os planos de governo das 13 candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são lidos linha por linha. O Supremo Tribunal Federal (STF) virou o capítulo mais disputado desses documentos, depois que a crise envolvendo ministros da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, em torno das investigações relacionadas ao Banco Master, empurrou o tribunal para o centro do debate eleitoral.
A cobertura de centro reuniu os programas e mostrou um leque que vai de ajustes pontuais à reformulação completa da Corte. Flávio Bolsonaro propõe o fim das competências criminais originárias do STF, com parlamentares julgados por instâncias inferiores, além de restringir decisões monocráticas e criar quarentena de um ano para ministros de Estado indicados ao tribunal. Augusto Cury defende mandato fixo de oito anos para novos ministros, redução do colegiado de 11 para nove integrantes e escolha feita pelas próprias classes jurídicas. Romeu Zema quer idade mínima de 60 anos para o ingresso, fim das decisões monocráticas e uma corregedoria independente. Samara Martins, Rui Costa Pimenta e Edmilson Costa defendem a eleição de juízes pelo voto popular, e o candidato do PCO propõe a extinção do Supremo. O plano de Luiz Inácio Lula da Silva não cita a Corte e fala em diálogo permanente com o Judiciário; Ronaldo Caiado e Renan Santos não apresentam reforma estrutural.
O mesmo exercício aparece em outras áreas. No enfrentamento à violência contra a mulher, tema que ganhou peso com o recorde de feminicídios e a média de quatro mortes de mulheres por dia, as propostas vão do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio, com Casas da Mulher Brasileira, Salas Lilás e monitoramento de agressores, ao programa Brasil por Elas, que promete central de atendimento e cumprimento integral da pena. As mulheres são 52,8% do eleitorado. As campanhas ao Planalto declararam R$ 88,8 milhões arrecadados até 4 de setembro, 7,69% do limite somado de R$ 1,156 bilhão, com Flávio Bolsonaro à frente, com R$ 43,7 milhões, e Lula com R$ 35,3 milhões.
Veículos de esquerda enquadraram a eleição como confronto entre um projeto nacional de desenvolvimento e a subordinação do país a interesses econômicos estrangeiros, com os minerais estratégicos brasileiros no centro da disputa global. Nessa leitura, a atuação do ministro André Mendonça no STF desestabiliza a Corte às vésperas do pleito, e encolher o poder do tribunal retiraria do Judiciário a capacidade de responsabilizar os poderosos.
Veículos de direita concentraram a cobertura no que os planos prometem entregar em resultado medido e liberdade de escolha. Na educação, destacaram o método fônico, a vinculação de repasses a metas de aprendizagem, as escolas cívico-militares, os vouchers para a rede privada quando faltam vagas públicas, as bolsas de mérito no lugar de cotas e a regulamentação do ensino domiciliar. O mesmo raciocínio sustenta a leitura do Judiciário, tratada como freio ao ativismo judicial.
A cobertura de centro registrou ainda o contraste das agendas. Enquanto parte das campanhas faz caminhadas, adesivaços e convenções estaduais, várias candidaturas passaram o fim de semana sem compromisso público informado, e a agenda de Pablo Marçal está suspensa após decisão do TSE. Um dos compromissos mais comentados foi a visita de Flávio Bolsonaro a Filipe Martins, condenado a 21 anos por participação na trama golpista, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
O que ainda não se sabe é decisivo. Todos os registros de candidatura constam como aguardando julgamento na Justiça Eleitoral, e a lista pode mudar até o início da votação por renúncia, impugnação ou indeferimento. Nenhuma cobertura detalha quais propostas para o Supremo exigiriam emenda constitucional, quanto custariam ou como passariam no Congresso. Também não há resposta pública do tribunal às propostas de reforma, nem prazo definido para a decisão que suspendeu a agenda de uma das campanhas.
Após o início das atividades em 16 de agosto, candidatos cumprem compromissos nesta sexta (4). Primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

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Disputa no estado é composta por 13 candidaturas registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

União Europeia, Liga dos Estados Árabes e Uniore acompanharão votação, sistemas e divulgação dos resultados. Leia no Poder360.

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Como nos alertaram os pensadores seminais do Brasil, sempre que se colocam em curso estratégias de desenvolvimento nacional e o Estado é acionado como promotor desse desenvolvimento…

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Primeiro turno das eleições presidenciais será em 4 de outubro

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Planos reúnem propostas para alfabetização, ensino integral, formação de professores, disciplina escolar e ensino técnico

A menos de um mês das eleições, os presidenciáveis pegam firme na agenda de campanha. Augusto Cury, do Avante, está em Araçatuba, no interior de São Paulo, onde faz caminhada no camelódromo da cidade. Caminhada também faz Hertz Dias do PSTU, só que em Salvador, na região central da cidade. Renan Santos, do Missão, estará na convenção estadual do partido em Fortaleza, no Ceará. Clariana Barão, do Democracia Cristã, e Romeu Zema, do Novo, participam de entrevistas para televisão. Rui Costa Pimenta, do PCO, participa, em Belo Horizonte (MG), do lançamento de candidaturas estaduais.
Candidatos à Presidência nas Eleições 2026 propõem desde mandatos fixos para ministros até a extinção do STF e mudanças profundas no sistema de Justiça brasileiro.

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