Romeu Zema defende equiparar facções a terroristas e investigar ministros do STF
Relato de fonte única, atribuído a Correio Braziliense. Esta cobertura não compara posições do espectro político.
Resumo da cobertura
Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, deu entrevista em 15 de setembro em que prometeu endurecer o combate ao crime organizado, com a equiparação de facções a grupos terroristas e uma força-tarefa entre Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Na mesma conversa, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a investigação de ministros da Corte.

Em entrevista em 15 de setembro, Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, prometeu endurecer o combate ao crime organizado com força-tarefa federal e mais presídios, chamou o Supremo Tribunal Federal de "bandidagem" e defendeu a investigação de ministros da Corte.
Romeu Zema, candidato do partido Novo à Presidência da República, afirmou em entrevista concedida na terça-feira, 15 de setembro, que pretende endurecer o combate ao crime organizado caso seja eleito. Na mesma conversa, o ex-governador de Minas Gerais criticou o Supremo Tribunal Federal e defendeu que ministros da Corte sejam investigados. Até o momento, apenas um veículo cobriu a entrevista, em duas reportagens.
Na segurança pública, Zema defendeu que facções criminosas sejam equiparadas a grupos terroristas. Ele propôs uma força-tarefa com as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, conhecido como Coaf, e a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin. Segundo o candidato, 60 milhões de brasileiros vivem em áreas controladas por facções. Ele disse que o crime organizado prejudica empresas regulares, a arrecadação e a geração de empregos, e citou o setor de energia no Rio de Janeiro como exemplo de atividade clandestina que ocupa espaços deixados pelo Estado.
Na área prisional, Zema propôs mudar as audiências de custódia. Pela ideia, quem cometer delitos teria a prisão preventiva decretada a partir da terceira audiência. O candidato reconheceu que a medida exigiria a construção de mais presídios e defendeu as novas unidades para evitar que reincidentes fiquem em liberdade. Ele também disse que usaria a integração entre órgãos de segurança e de fiscalização contra lavagem de dinheiro e contrabando.
Sobre o Judiciário, Zema afirmou ter sido incisivo nas críticas e disse que o Supremo se transformou em uma "bandidagem". Citou o ministro Alexandre de Moraes e defendeu uma investigação criteriosa e justa. Sobre o ministro André Mendonça, disse que, se houver envolvimento, ele também deve ser investigado, porque ninguém está acima da lei. Ao comentar o caso Banco Master, mencionou o empresário Daniel Vorcaro e afirmou que todas as autoridades que mantiveram relações com ele devem prestar esclarecimentos.
Questionado sobre um eventual segundo turno contra o Partido dos Trabalhadores, Zema disse que apoiaria qualquer candidato que enfrentasse a legenda e usou a imagem de um copo para ilustrar a posição. Ele lembrou que a oposição ao PT foi sua principal bandeira em Minas Gerais.
Como a cobertura veio de uma fonte única, não há, por ora, leituras de diferentes lados do espectro para comparar. O registro foi feito no formato de entrevista, com as declarações atribuídas ao candidato e sem contraponto.
Ainda não se sabe qual seria o custo das novas unidades prisionais nem como a equiparação de facções a terroristas seria feita do ponto de vista legal. As reportagens também não trouxeram resposta do Supremo Tribunal Federal ou dos ministros citados, nem a origem do número de 60 milhões de pessoas sob controle de facções.
Briefing
O que importa para você
- Zema propõe prisão preventiva a partir da terceira audiência de custódia, com construção de novos presídios.
- Facções seriam equiparadas a grupos terroristas, com força-tarefa entre Forças Armadas, Polícia Federal, Receita, Coaf e Abin.
- O candidato defende investigar ministros do STF, como Alexandre de Moraes e André Mendonça.
O que ainda está incerto
- Custo e prazo dos novos presídios não foram apresentados.
- Não está claro como a equiparação de facções a terroristas seria feita em lei.
- O STF e os ministros citados não responderam nas reportagens.
Fontes

Presidenciável defende equiparação de facções a grupos terroristas, integração entre órgãos e construção de novos presídios

Candidato do Novo à Presidência afirma que não há



