
Fundo Partidário destina R$ 24,19 milhões a candidatos no Rio Grande do Norte
Relato de fonte única, atribuído a Terra Brasil Notícias. Esta cobertura não compara posições do espectro político.
Quatro candidaturas ao Governo do Rio Grande do Norte e oito ao Senado dividiram R$ 24,19 milhões do Fundo Partidário nas eleições de 2026. O dinheiro é público e a divisão é decidida pelas direções dos partidos, o que produziu repasses que vão de R$ 3,9 milhões a R$ 45 mil entre candidatos do mesmo estado.
Candidaturas ao Governo do Rio Grande do Norte e às duas vagas do estado no Senado Federal receberam, somadas, R$ 24,19 milhões do Fundo Partidário para financiar as campanhas das eleições de 2026. O dinheiro é público, sai do Orçamento da União e chega às candidaturas por decisão das direções dos partidos, que definem sozinhas quanto cada nome recebe.
Do total, R$ 7.917.140,45 foram destinados às quatro candidaturas ao Governo consideradas no levantamento, e R$ 16.276.429,35 aos oito candidatos que disputam as duas cadeiras do estado no Senado. A distribuição é desigual dentro de cada uma das duas disputas, e a diferença entre o topo e a base da lista é de mais de uma ordem de grandeza.
Na corrida pelo Governo, Allyson, do União Brasil, recebeu o maior volume, R$ 3.905.588,20, divididos em dois repasses. Álvaro Dias, do Partido Liberal, aparece em seguida, com R$ 3 milhões. Cadu de Lula, do Partido dos Trabalhadores, somou R$ 921.552,25 em dois repasses, de R$ 711.552,25 e R$ 210 mil. O professor Robério Paulino, do PSOL, recebeu R$ 90 mil.
Na disputa pelo Senado, Styvenson Valentim, do Podemos, lidera entre os candidatos analisados, com R$ 3.811.887,03. Rafael Motta, do PDT, vem logo atrás, com R$ 3,7 milhões. Samanda de Lula, do Partido dos Trabalhadores, reuniu R$ 3.448.198,32 em dois repasses, e Zenaide Maia, do PSD, recebeu R$ 3 milhões. Coronel Hélio, do Partido Liberal, ficou com R$ 1,5 milhão, e Tércio Tinoco, do União Brasil, com R$ 726.344. Os candidatos do PSOL, Sandro Pimentel e Sônia Godeiro, receberam R$ 45 mil cada.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o repasse no estado, e a matéria se limita a apresentar os números, sem ouvir as campanhas citadas nem os dirigentes partidários que decidiram a divisão. Não há, no material disponível, leitura concorrente de veículos de outros perfis editoriais sobre o mesmo dado, o que impede comparar enquadramentos e obriga o leitor a se apoiar nos valores brutos.
Esses valores permitem duas leituras que a cobertura não desenvolve. De um lado, o financiamento público foi criado para reduzir a dependência das campanhas em relação a dinheiro privado, e a concentração dos repasses em poucas candidaturas afeta diretamente quem consegue produzir propaganda e percorrer o estado. De outro, trata-se de recurso do contribuinte, entregue sem critério público de rateio, o que desloca a discussão para o controle e a prestação de contas de cada real gasto.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não foram divulgados os critérios que cada legenda usou para definir quanto entregar a cada candidatura, nem o recorte que separou os candidatos incluídos no levantamento daqueles que ficaram de fora. Também não há informação sobre novos repasses até o fim do período eleitoral, sobre os valores recebidos do Fundo Eleitoral, que é a outra fonte pública das campanhas, nem sobre como esse dinheiro foi efetivamente gasto. A resposta definitiva depende da prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.
Briefing
O que importa para você
- R$ 24,19 milhões de dinheiro público do Fundo Partidário financiam campanhas ao Governo e ao Senado no Rio Grande do Norte.
- Quatro candidaturas ao Governo dividiram R$ 7,91 milhões e oito ao Senado dividiram R$ 16,27 milhões.
- O repasse por candidato vai de R$ 3.905.588,20 a R$ 45 mil, o que define quem tem estrutura para fazer campanha no estado inteiro.
- Quem decide a divisão é a direção de cada partido, não a Justiça Eleitoral.
O que ainda está incerto
- Os critérios usados por cada legenda para definir o valor de cada candidatura não foram divulgados.
- Não se sabe quais candidatos ficaram fora do levantamento nem por qual recorte.
- Faltam os valores recebidos do Fundo Eleitoral e a informação sobre novos repasses até o fim da campanha.
- Como o dinheiro foi efetivamente gasto só será conhecido na prestação de contas à Justiça Eleitoral.
Fontes

Os principais candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte e ao Senado receberam, juntos, R$ 24,19 milhões em recursos



