Partido Democrata lidera pesquisas para eleições de meio de mandato nos EUA
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Os Estados Unidos votam em 3 de novembro nas eleições de meio de mandato, que renovam as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 do Senado. As pesquisas indicam alta probabilidade de vitória do Partido Democrata na Câmara e cenário mais equilibrado no Senado, num ambiente de irritação com o custo de vida e com a guerra no Irã. O presidente Donald Trump intensificou os comícios e disse que aceitará o resultado se as eleições forem honestas.
Às vésperas de uma votação que pode tirar dos republicanos o controle do Congresso, Donald Trump condicionou o reconhecimento do resultado a eleições que considere honestas, o que reacende o temor de contestação do pleito, como em 2021.
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Os Estados Unidos votam em 3 de novembro nas eleições de meio de mandato, que renovam a Câmara dos Representantes e um terço do Senado. As pesquisas favorecem o Partido Democrata na Câmara, o custo de vida domina a campanha e Donald Trump diz que só aceitará o resultado se a votação for honesta.
Os Estados Unidos vão às urnas em 3 de novembro para as eleições de meio de mandato, que renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. As pesquisas indicam alta probabilidade de vitória do Partido Democrata na Câmara, onde o partido perdeu a maioria há mais de três anos. No Senado, em que os republicanos têm quatro cadeiras de vantagem, o cenário é mais equilibrado.
A cobertura converge em alguns pontos. O custo de vida é a principal preocupação dos eleitores, e a alta da gasolina e do diesel desde o início da guerra no Irã pesa sobre o humor do eleitorado. O presidente Donald Trump intensificou os comícios, com visitas repetidas ao Texas, onde o democrata James Talarico aparece à frente do republicano Ken Paxton na disputa pelo Senado. Os republicanos também enfrentam corridas difíceis em Kansas, Iowa, Ohio e Alasca, estados que Trump venceu com folga em 2024. A participação antecipada é alta: mais de 23 milhões de votos já foram enviados, contra 15 milhões no mesmo período de 2022. Nesta terça-feira, Trump afirmou que aceitará o resultado se as eleições forem honestas e lembrou que tem poder de veto.
A cobertura de centro relatou o cenário com dados e vozes dos dois partidos. Uma reportagem em Medina, no estado de Ohio, mostrou um distrito que vota republicano há pelo menos 20 anos com empate técnico entre o deputado Max Miller e o democrata Brian Poindexter, e ouviu eleitores que defendem os republicanos na economia ao lado de aposentados que dependem de bancos de alimentos. Outra matéria de centro citou pesquisa do Gallup segundo a qual cerca de seis em cada dez eleitores estão descontentes com Trump e com os dois partidos, e registrou também as fragilidades democratas, como as críticas ao candidato Abdul El Sayed, em Michigan.
Veículos de esquerda destacaram a fala de Trump sobre o resultado como sinal de que ele pode estar preparando o terreno para contestar o pleito, retomando as alegações de fraude que culminaram na invasão ao Capitólio em 2021. Essa cobertura enfatizou ainda a oferta de 1 milhão de dólares por informações que levem a condenações por fraude eleitoral e a expectativa de uma onda azul impulsionada pela inflação.
Não houve, até o momento, cobertura de veículos de direita sobre o tema. Os fatos relatados pelo centro, como a aposta de Trump em pesquisas que erraram em 2016 e 2024 e a promessa de negociar com um Congresso de oposição, são os pontos mais próximos dessa leitura.
Ainda não se sabe se Trump vai de fato contestar algum resultado nem como reagiria a uma derrota no Senado. Também segue em aberto se os democratas, caso conquistem as duas Casas, levarão adiante investigações sobre o governo ou um novo processo de impeachment, possibilidade que o provável presidente da Câmara, Hakeem Jeffries, não descartou nem confirmou.
Em um estado do meio-oeste americano que vota em Donald Trump há dez anos, a disputa pelas eleições de meio de mandato de 3 de novembro promete ser apertada desta vez.

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