Eleições Peru: Keiko abre vantagem com 17 mil votos sobre Sánchez
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O segundo turno da eleição presidencial no Peru, realizado em 7 de junho de 2026, terminou em empate técnico entre Keiko Fujimori, da direita (Fuerza Popular), e Roberto Sánchez, da esquerda (Juntos por el Perú). Após seis dias de apuração, com mais de 98% das urnas contabilizadas, Fujimori liderava por margem mínima, que oscilou de cerca de mil a 17 mil votos conforme os boletins do órgão eleitoral. Cerca de 400 mil votos de seções contestadas seguem em revisão, e o vencedor oficial deve ser proclamado até 15 de julho.
Em uma das eleições mais apertadas da história recente do Peru, o candidato de esquerda Roberto Sánchez disputa voto a voto com a ultradireitista Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori.
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Esquerda, centro e direita concordam que a eleição terminou em empate técnico, com Keiko Fujimori liderando por margem mínima, e que o resultado oficial só será definido após a revisão de centenas de milhares de votos contestados.
O segundo turno da eleição presidencial no Peru, realizado em 7 de junho de 2026, entregou ao país um dos resultados mais apertados de sua história recente. Após seis dias de apuração, com mais de 98% das urnas contabilizadas, a candidata de direita Keiko Fujimori, da Fuerza Popular, liderava por uma margem mínima sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú. A diferença oscilou ao longo da semana entre cerca de mil e 17 mil votos, num universo de aproximadamente 18 milhões de eleitores. Foi a nona eleição presidencial decidida pelos peruanos em apenas dez anos, num cenário de profunda instabilidade política.
A cobertura de centro relatou com precisão a cronologia da contagem. Logo após a votação, Fujimori largou cinco pontos à frente, mas a vantagem foi diminuindo à medida que a apuração avançava. Na segunda-feira seguinte, Sánchez chegou a ultrapassar a adversária, que retomou a dianteira na madrugada de quinta-feira. Os dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais, a ONPE, mostravam a liderança alternando a cada novo boletim. Todos os veículos convergem sobre os fatos centrais: a margem é mínima, a disputa segue indefinida e o resultado oficial só deve ser proclamado até 15 de julho, após a revisão de milhares de votos contestados.
Mais de 1.600 seções eleitorais, somando cerca de 400 mil votos, foram sinalizadas para revisão por inconsistências nas atas, como erros de cálculo ou caligrafia ilegível. Cada caso é examinado por um júri eleitoral especial de três membros, com possibilidade de audiências públicas e recursos ao Tribunal Superior Eleitoral. Grande parte dessas cédulas vem de Lima e do voto no exterior, regiões que favoreceram Fujimori, o que levou as duas campanhas a concentrar esforços no processo de revisão.
É nesse ponto que a cobertura diverge no enfoque. Veículos de esquerda destacaram o apelo de Sánchez por uma recontagem ampla. O candidato afirmou que, qualquer que seja o vencedor, a diferença é tão pequena que o Peru merece não ter dúvida sobre a vontade das urnas, e propôs uma revisão conjunta com a adversária de todas as atas que a legislação permitir. Esses veículos enfatizam o legado do fujimorismo ao se referir a Keiko como filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Já veículos de direita enfatizaram que Fujimori conservou a liderança apesar das reviravoltas e que ela defende que apenas os votos legalmente contestados podem ser recontados, dentro das regras vigentes. Essa cobertura ressalta ainda que os quatro pedidos de nulidade apresentados pela campanha de Sánchez, que buscavam anular resultados de cerca de 2.400 seções, foram rejeitados pela comissão eleitoral por falta de documentação, sem prazo para reapresentação.
O que ainda não se sabe é quem efetivamente venceu. A margem extremamente estreita mantém a disputa judicializada, e o desfecho depende da análise das atas impugnadas pelos órgãos eleitorais peruanos. As autoridades indicam que o vencedor pode se tornar claro antes de 15 de julho, caso algum candidato comece a se distanciar à medida que os votos revisados forem incorporados, mas até lá o Peru permanece sem um presidente eleito definido.
Processo de revisa milhares de votos contestados e pode se estender até 15 de julho com candidatos separados por margem mínima

Com mais de 98% das urnas em apuração, os candidatos Roberto Sánchez e Keiko Fujimori registram diferença de menos de 1 ponto percentual.

Com 98,5% das urnas apuradas, Keiko mantém vantagem no Peru | Poder Eleições

Apuração no Peru chega ao 6º dia com 98,5% das urnas e mais de 17 mil votos separando os candidatos

Candidata conserva pequena vantagem sobre Roberto Sánchez na reta final da contagem