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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, é relator de uma representação do PT contra um vídeo gerado por inteligência artificial em que o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece pedindo voto para o filho Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. A peça, de 46 segundos, foi exibida no fim de julho na convenção que oficializou a candidatura. Antes de levar o caso a julgamento, previsto para entrar na pauta de 17 de agosto, o ministro quer reunir o colegiado para buscar um entendimento comum, e uma das hipóteses em avaliação é proibir totalmente o uso de deepfakes em campanhas eleitorais. A resolução atual veda conteúdo sintético que crie ou altere imagem e voz de pessoa viva ou falecida para prejudicar ou favorecer candidatura, e a corte discute se isso significa vedação absoluta ou apenas nos casos de engano ao eleitor.
O Tribunal Superior Eleitoral avalia proibir o uso de inteligência artificial na produção de vídeos de campanha. A discussão nasce de uma ação do PT contra uma peça gerada por computador, exibida na convenção do PL, em que a imagem e a voz de Jair Bolsonaro pedem voto para Flávio Bolsonaro. O julgamento deve ir à pauta em 17 de agosto.
O Tribunal Superior Eleitoral discute proibir o uso de inteligência artificial na produção de vídeos de campanha, e a definição pode nascer de um caso concreto ligado à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, é relator de uma representação apresentada pelo PT contra uma peça de 46 segundos, gerada por inteligência artificial, em que a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro pedem voto para o filho. O material foi exibido no fim de julho, no evento que oficializou a candidatura do senador pelo PL.
Antes de levar o caso a julgamento, Nunes Marques quer reunir os demais ministros para buscar um entendimento comum, de modo que a definição não saia de uma decisão individual do relator. A expectativa é que a ação entre na pauta de 17 de agosto. A cobertura de centro relatou que uma das possibilidades em análise é a proibição total de deepfakes em campanhas eleitorais, e que ministros ouvidos sob reserva apontam essa como a corrente com mais força no colegiado.
O ponto jurídico é de interpretação. A resolução de propaganda eleitoral já veda o uso de conteúdo sintético em áudio, vídeo ou combinação dos dois, gerado ou manipulado digitalmente, para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia, com o objetivo de prejudicar ou favorecer candidatura. Resta decidir se a regra proíbe a ferramenta em qualquer hipótese ou apenas quando ela engana o eleitor ou atinge um adversário. Os dois lados da cobertura convergem nesse ponto de partida, na relatoria de Nunes Marques, na existência da ação do PT e na data provável do julgamento.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo do mesmo encontro entre os ministros: a discussão sobre pesquisas eleitorais. Segundo essa cobertura, Nunes Marques também relata uma ação da campanha de Flávio Bolsonaro contra um levantamento que apontou queda nas intenções de voto do senador, e o próprio presidente do tribunal determinou a suspensão da pesquisa a pedido da campanha. Essa cobertura descreve o vídeo apenas como reprodução de mensagem atribuída ao ex-presidente e concentra o argumento na eficácia da proibição diante do volume de ações sobre conteúdo manipulado.
A cobertura de centro foi mais longe na cadeia de consequências. Registrou que o PT também protocolou notícia de fato no Supremo Tribunal Federal alegando que a exibição do vídeo desrespeitou ordem do ministro Alexandre de Moraes, que havia vedado a Jair Bolsonaro divulgar manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros. Moraes determinou que a defesa explicasse o episódio e afirmou que, se o ex-presidente não autorizou o uso da própria imagem e voz, Flávio Bolsonaro e o PL teriam incorrido em prática vedada, o que pode configurar abuso de poder político e econômico e uso indevido de meios de comunicação, com risco de cassação e inelegibilidade. Os advogados responderam que Bolsonaro não teria como autorizar o uso, porque está proibido de manter contato com o filho.
Veículos de esquerda ainda não haviam publicado sobre o episódio até o fechamento desta reportagem. O argumento que sustenta a representação, conforme relatado pela cobertura de centro, é que a legislação eleitoral proíbe qualquer espécie de deepfake em conteúdo político-eleitoral e que houve pedido expresso de voto, tese que empurra o caso para a responsabilização e não apenas para a retirada do vídeo.
O que ainda não se sabe é como Nunes Marques vai se posicionar, já que ele não revelou o próprio voto, e se o colegiado adotará a vedação absoluta ou uma leitura restrita à intenção de enganar. Também segue em aberto sobre quem recairia eventual punição, uma vez que a defesa do ex-presidente afirma que ele não autorizou a peça, e qual será o destino da pesquisa cuja divulgação foi suspensa.
As duas frentes de cobertura registram os mesmos fatos centrais: Nunes Marques relata a ação sobre o vídeo com inteligência artificial exibido na convenção do PL, o tribunal avalia proibir o uso da tecnologia em campanha e o julgamento deve entrar na pauta de 17 de agosto, precedido de uma reunião prévia dos ministros.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e equilibrada: cita a íntegra do trecho da resolução de propaganda eleitoral, expõe as duas interpretações possíveis em disputa no tribunal, resume o pedido do PT, registra a ordem de Alexandre de Moraes e reproduz a resposta dos advogados do ex-presidente. Vocabulário neutro, sem juízo de valor sobre o mérito.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto relata os fatos centrais sem adjetivação, mas seleciona o enquadramento favorável ao campo bolsonarista: dedica um bloco final à suspensão da pesquisa da AtlasIntel obtida pela campanha de Flávio Bolsonaro e descreve o vídeo apenas como reprodução de mensagem atribuída ao ex-presidente, sem citar a ordem judicial que restringia manifestações dele nem os riscos de cassação apontados na apuração de centro.
Perspectivas omitidas

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, indicou a auxiliares que existe, dentro da Corte Eleitoral,

Nunes Marques é relator de ação do PT contra vídeo de ex-presidente exibido por Flávio na convenção do PL
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