MP Eleitoral pede fim do processo no TSE sobre sigilos de Lula e Flávio Bolsonaro
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Para a cobertura de direita, Flávio Bolsonaro respondeu ao desafio com autorizações formais, inclusive uma assinada à mão por Jair Bolsonaro, e devolveu a cobrança ao governo: os gastos do cartão corporativo da Presidência, quase todos classificados como sigilosos segundo auditoria do Tribunal de Contas da União, e os registros de visitas ao gabinete presidencial. A iniciativa de Lula é tratada como movimento político sem efeito prático.
Para a cobertura de esquerda, o episódio expõe a resistência de Flávio Bolsonaro à transparência: Lula entregou a documentação no prazo, enquanto o senador multiplicou condições, protocolou papéis fora do horário e deixou de fora as próprias contas pessoais, a conta da Alcazar Holdings e o sigilo de Eduardo Bolsonaro.
O desafio para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico, lançado por Luiz Inácio Lula da Silva a Flávio Bolsonaro no debate de 18 de outubro, chegou à véspera do segundo turno sem divulgação. O ministro André Mendonça, relator no Tribunal Superior Eleitoral, decidiu que cada candidato pode publicar os próprios dados sem ordem judicial, e o Ministério Público Eleitoral pediu a extinção do processo por não haver matéria eleitoral a decidir.
12 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
O desafio lançado por Lula a Flávio Bolsonaro no debate de 18 de outubro chegou à véspera do segundo turno sem divulgação de dados. O ministro André Mendonça decidiu que cada candidato pode abrir os próprios sigilos sem ordem judicial, e o Ministério Público Eleitoral pediu a extinção do processo no Tribunal Superior Eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a extinção do processo que trata da abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, sustentou que não há matéria eleitoral a decidir, porque a divulgação depende apenas da vontade dos próprios titulares.
O parecer acompanha o entendimento do relator, o ministro André Mendonça. Em 22 de outubro, ele decidiu que os candidatos e as pessoas citadas no processo podem divulgar os próprios dados por conta própria, sem ordem judicial. Mendonça escreveu que não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer divulgar, e que avaliar essa escolha cabe ao eleitor. Também lembrou que recursos ilícitos costumam circular por contas de terceiros, os chamados laranjas.
A disputa começou no debate de 18 de outubro, quando Lula desafiou o adversário a abrir os sigilos depois de Flávio citar suspeitas sobre o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva. Dois dias depois, a campanha petista protocolou a autorização, condicionada à reciprocidade e à inclusão da Alcazar Holdings, empresa investigada pela Polícia Federal. Flávio aceitou em 21 de outubro, mas apresentou 19 exigências sobre o entorno do presidente. As campanhas anunciaram um acordo no dia 22, sem que os dados fossem publicados.
A cobertura de centro relatou o impasse com as duas versões. Segundo esses relatos, a campanha de Lula quer que o tribunal requisite os dados aos bancos e órgãos oficiais e os publique ao mesmo tempo, num único endereço. A campanha de Flávio concordou com Mendonça e pediu que Lula divulgue primeiro os gastos do cartão corporativo da Presidência. Nos bastidores, cada lado atribui ao outro a responsabilidade pela falta de divulgação.
Veículos de esquerda destacaram que Flávio teria manobrado para não entregar os sigilos. O ministro Guilherme Boulos afirmou que a documentação do senador deixou de fora as contas pessoais dele, a conta da Alcazar Holdings e o sigilo de Eduardo Bolsonaro, e que os papéis foram protocolados fora do prazo combinado. Esses veículos também ressaltaram que as autorizações do entorno de Flávio dependiam de decisão judicial, que o tribunal já havia recusado.
Veículos de direita enfatizaram as autorizações entregues pelo senador, inclusive uma assinada à mão por Jair Bolsonaro, e a cobrança sobre o cartão corporativo. Citaram uma auditoria do Tribunal de Contas da União segundo a qual 99,55% dessas despesas foram classificadas como sigilosas ou reservadas, e a promessa de Lula, em 2022, de acabar com o sigilo de cem anos. Destacaram ainda a escolha de Deltan Dallagnol para examinar os documentos petistas.
Ainda não se sabe se algum dos candidatos vai publicar os dados por conta própria, nem quando o ministro Mendonça decidirá sobre o pedido de arquivamento. Também não há resposta sobre o conteúdo do material entregue ao tribunal, que não foi aberto ao público.
Não há elementos que justifiquem intervenção da Justiça Eleitoral, porque não existe matéria eleitoral a ser resolvida, defende órgão

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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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