Estudantes e professores encerram greve na Unicamp
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- G1Professores da Unicamp encerram greve; servidores mantêm paralisação e estudantes avançam em negociaçãoDe acordo com a ADunicamp, docentes decidiram encerrar greve ao aprovarem reajuste de 3,92%. Entre estudantes, fim da greve depende da concordância do campus de Limeira (SP).(abre em nova aba)
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Briefing
O que importa para você
- Reajuste salarial de 3,92% para os docentes das estaduais paulistas.
- Servidores técnico-administrativos seguem em greve, com assembleia em 16 de junho.
- Nova negociação salarial no 2º semestre depende de o ICMS de SP atingir R$ 187,1 bilhões.
Onde os lados divergem
- Esquerda: a mobilização e a ocupação do prédio são pressão legítima por financiamento e permanência estudantil.
- Direita: a ocupação travou serviços essenciais e o reajuste tem de caber nos limites fiscais do Estado.
Onde os lados concordam
Os dois lados reconhecem que os professores encerraram a greve após aprovar o reajuste de 3,92% negociado entre Cruesp e Fórum dos Seis, e que as universidades estaduais paulistas vivem restrições orçamentárias ligadas à arrecadação do Estado.
O que ainda está incerto
- Quando e como os servidores encerrarão a paralisação.
Os professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) encerraram em 11 de junho de 2026 a greve que durava 25 dias, iniciada em 18 de maio. A decisão veio após a categoria aprovar um reajuste salarial de 3,92%, negociado entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o Fórum dos Seis, entidade que reúne sindicatos e representantes estudantis das três estaduais paulistas (Unicamp, USP e Unesp) e do Centro Paula Souza.
No mesmo período, os estudantes também avançaram em sua negociação. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) informou ter tido 95% de suas pautas contempladas nas propostas da reitoria e votou pelo encerramento da mobilização, decisão que ainda dependia da concordância do campus de Limeira. Os alunos haviam ocupado, em 8 de junho, o prédio da Diretoria Geral de Administração (DGA), por considerarem que propostas anteriores deixavam de fora pontos centrais de suas demandas. Entre as reivindicações estudantis estavam a construção de moradia estudantil em Limeira, melhorias nos restaurantes universitários e no transporte interno, e o fortalecimento de políticas de permanência, de apoio psicológico e de combate à violência sexual e étnico-racial.
A cobertura de centro relatou com precisão que o quadro não era de encerramento total: os servidores técnico-administrativos, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), mantinham a paralisação e tinham nova assembleia marcada para 16 de junho. Essa distinção entre as três categorias foi o ponto em que as reportagens factuais se mostraram mais cuidadosas, registrando também a condição posta pelos docentes de reabrir a negociação no segundo semestre caso a arrecadação de ICMS do Estado de São Paulo atingisse a projeção de R$ 187,1 bilhões prevista pelo governo estadual.
A divergência de enquadramento aparece no peso dado a cada lado da disputa. Veículos de esquerda tendem a destacar a mobilização conjunta de docentes, estudantes e servidores como vitória do movimento, apontando o subfinanciamento crônico das universidades públicas paulistas, a precariedade da moradia e da assistência estudantil e a responsabilidade do Governo de SP em ampliar recursos. Nessa leitura, a ocupação do prédio administrativo é instrumento legítimo de pressão. Já veículos de direita enfatizaram o lado das restrições orçamentárias e da ordem: a ocupação da DGA é vista criticamente por interromper serviços essenciais, como a liberação de salários e bolsas e o abastecimento da área de saúde, e o argumento da reitoria de que atos reivindicatórios não devem obstruir o direito de ir e vir ganha relevo. O próprio reitor, Paulo Cesar Montagner, reconheceu um momento de frustração de arrecadação e dificuldade financeira, em especial para Unicamp e Unesp.
Fontes
De acordo com a ADunicamp, docentes decidiram encerrar greve ao aprovarem reajuste de 3,92%. Entre estudantes, fim da greve depende da concordância do campus de Limeira (SP).

