‘Eu nem queria’, diz Garotinho sobre candidatura ao governo do Rio
2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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O ex-governador Anthony Garotinho afirmou em entrevista que não pretendia voltar a disputar o governo do Rio de Janeiro e que decidiu concorrer pelo Republicanos após pedidos de setores da sociedade, citando a crise de segurança pública. A declaração veio na semana em que sua chapa perdeu o vice: o Democracia Cristã deixou a aliança e passou a apoiar Eduardo Paes, e o coronel da reserva Venâncio Moura, oficializado poucos dias antes, ficou sem legenda. A delegada Tatiana Queiroz, do Republicanos, aparece como favorita para a vaga. No mesmo partido, em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo recuou da desistência anunciada e disse na convenção nacional que seria candidato ao governo estadual, enquanto a direção partidária tratou o tema como página virada e o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, veio a público defender a candidatura.
Veículos deste lado: Correio Braziliense e O Globo
Veículos de direita enfatizam que a candidatura nasce de uma demanda concreta: o avanço das facções criminosas no Rio de Janeiro e a sensação de que o estado perdeu o controle do território. Nessa leitura, colocar no debate um ex-governador com experiência administrativa e uma delegada com 24 anos de Polícia Civil responde ao que o eleitor pede, e a coordenação da campanha na área de segurança por um coronel da reserva reforça esse compromisso.
Veículos deste lado: Veja
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Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: Garotinho é pré-candidato do Republicanos ao governo do Rio, perdeu o vice depois que o Democracia Cristã migrou para Eduardo Paes, e a segurança pública é o eixo declarado da campanha. Também há convergência de que o partido vive instabilidade em Minas Gerais, com um senador que anunciou desistência e voltou atrás em um dia.
O ex-governador Anthony Garotinho confirmou que disputará o governo do Rio de Janeiro pelo Republicanos e afirmou, em entrevista televisiva, que não tinha intenção de voltar à corrida estadual. "Na verdade eu nem queria", disse. Segundo ele, a decisão foi tomada depois de pedidos de diferentes setores da sociedade fluminense, principalmente diante do avanço das facções criminosas no estado. A declaração veio na mesma semana em que sua chapa perdeu o candidato a vice e precisou ser recomposta às pressas.
A cobertura de centro relatou o desenho concreto dessa recomposição. O Democracia Cristã abandonou a aliança e declarou apoio a Eduardo Paes, o que deixou sem legenda o coronel da reserva Venâncio Moura, oficializado como vice apenas três dias antes. O coronel afirmou ter sido traído pela sigla, mas disse que seguirá ao lado do ex-governador, agora na coordenação da campanha na área de segurança pública. Para ocupar a vaga aberta, o nome mais cotado é o da delegada da Polícia Civil Tatiana Queiroz, filiada ao Republicanos e com 24 anos de carreira policial, inicialmente cotada para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. A avaliação interna do partido, registrada por essa cobertura, é que a escolha reforçaria a segurança pública como eixo da campanha e ainda cumpriria a exigência legal de participação feminina na chapa.
Veículos de direita enfatizaram o relato do próprio pré-candidato, com pouco contraditório. Ele atribuiu a perda do apoio partidário a uma articulação do adversário, afirmou que sua rejeição não é alta e defendeu sua trajetória: sustentou não ter cometido crime, disse ter denunciado corruptos no estado e classificou os processos que enfrentou como de motivação política. Também comparou seu tempo de campanha ao do principal concorrente, que segundo ele é candidato há pelo menos um ano, e avaliou como positivas as primeiras medidas da gestão interina do estado, conduzida por um desembargador, entre elas o corte de desperdícios, a revisão de obras e a demissão de funcionários fantasmas. No fim da entrevista, associou adversários a grupos com ligação com organizações criminosas, sem apresentar provas. Veículos de esquerda não haviam tratado do episódio até o fechamento desta reportagem, o que deixa sem eco na cobertura a leitura crítica sobre o passivo judicial do ex-governador e sobre o peso de uma agenda centrada em repressão.
O mesmo partido vive um impasse paralelo em Minas Gerais. O senador Cleitinho Azevedo gravou um vídeo anunciando a desistência da candidatura ao governo mineiro e, um dia depois, durante a convenção nacional da legenda em Brasília, afirmou que seria candidato. O presidente do partido disse a jornalistas que o assunto é página virada, embora tenha considerado compreensível a instabilidade, diante do luto do senador pela morte do irmão. Na mesma terça-feira, o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, publicou vídeo defendendo a candidatura e dizendo que o senador deveria disputar para medir sua força junto ao eleitorado. A cobertura de centro registrou um dado relevante de contexto: o filho do apresentador, governador do Paraná, pertence ao mesmo partido do atual governador mineiro, que disputa a reeleição e que, em cenário sem o senador, aparecia em terceiro lugar em levantamento de intenção de voto divulgado em 28 de julho.
O que ainda não se sabe é o desfecho dos dois impasses. Não há confirmação oficial de quem ocupará a vaga de vice na chapa fluminense nem registro público do resultado da reunião partidária marcada para decidir o nome. Em Minas, permanece indefinido se a direção do Republicanos aceitará reverter a desistência do senador e como isso afetaria a composição de palanques no estado. Também não foram divulgados, nas matérias, os números das pesquisas de intenção de voto citadas nas duas disputas.
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