Flávio Bolsonaro promete guerra a facções ao lançar Douglas Ruas no Rio
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, discursou no sábado, 22 de agosto, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, no ato que lançou a candidatura de Douglas Ruas ao governo estadual. Disse que, se eleito, “o bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado” e prometeu declarar guerra às facções a partir de janeiro de 2027, classificando o Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e as milícias como organizações terroristas. Anunciou pena inicial de oito anos para roubo de celular, trabalho obrigatório de presos para custear a própria permanência no sistema prisional e indenizar vítimas, castração química para condenados por crimes sexuais e redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro. Também prometeu manter o Bolsa Família, defendeu anistia aos acusados pelos atos de 8 de janeiro e disse que buscará libertar Jair Bolsonaro. No mesmo horário, o presidente Lula fez comício no Estádio Moça Bonita, em Bangu, e defendeu retomar territórios com prisões, e não com letalidade.
Na chave da direita, o discurso do senador Flávio Bolsonaro responde a uma demanda concreta do eleitor do Rio de Janeiro: circular sem medo. A promessa de declarar guerra ao Primeiro Comando da Capital, ao Comando Vermelho e às milícias, com prazo até dezembro e classificação como organizações terroristas, é apresentada como reação a um Estado que perdeu território para o crime organizado, com crianças recrutadas para operar drones com explosivos.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura converge em que Flávio Bolsonaro dedicou a maior parte do discurso à segurança pública, prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas, defendeu castração química, penas maiores para roubo de celular e trabalho obrigatório de presos, disse que manterá o Bolsa Família e voltou a defender anistia ao 8 de janeiro e a libertação de Jair Bolsonaro. Todas registram a pesquisa Datafolha de 21 de agosto, com Lula em 39% e o senador em 33% no primeiro turno.
No Maracanãzinho, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro disse que o bandido será tirado de circulação em pé ou deitado e prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas a partir de 2027. No mesmo horário, Lula fazia comício em Bangu e defendia prender, não matar. A cobertura de centro e a de direita enfatizaram pontos distintos do mesmo ato.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, endureceu o discurso de segurança pública no sábado, 22 de agosto, durante o ato que lançou a candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro, no Maracanãzinho. Diante de arquibancadas cheias, afirmou que, se eleito, “o bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado, porque quem tem que andar sem medo na rua somos nós”. Ao antecipar a acusação de radicalismo, respondeu do palanque: “Não gostou? Vota no defensor de bandido”. A chapa estadual tem a vereadora de Niterói Fernanda Louback como candidata a vice, e o mesmo ginásio havia sido usado pelo partido em 2022 para oficializar a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição.
A cobertura de centro relatou o discurso em detalhe e registrou o pacote de propostas. O candidato prometeu classificar o Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e as milícias como organizações terroristas e declarar guerra aos que chamou de narcoterroristas a partir de janeiro de 2027, dando prazo até dezembro deste ano para que deixem o país. Anunciou pena inicial de oito anos para roubo de celular, trabalho obrigatório de condenados para custear a própria permanência no sistema prisional e indenizar vítimas, castração química para condenados por crimes sexuais, redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e uso de tecnologia para proteger mulheres sob medidas protetivas. Ao tratar da violência no Rio, disse que crianças estão sendo treinadas pelo tráfico para operar drones com explosivos. Fora da segurança, afirmou que manterá o Bolsa Família associado a qualificação profissional, citou o programa Minha Primeira Empresa, defendeu anistia geral aos acusados pelos atos de 8 de janeiro e disse que buscará libertar Jair Bolsonaro, para o que precisará de apoio no Senado.
Veículos de direita deram peso à leitura eleitoral do ato. Registraram que a campanha do Partido Liberal tem tido dificuldade para reunir multidões, com público estimado em cerca de 9 mil pessoas no ato de Copacabana no domingo anterior, segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo e do Cebrap, e que a pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 21, reduziu de dez para seis pontos a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno, de 41% a 31% em julho para 39% a 33% agora. Essa cobertura detalhou ainda a tática de colar o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), primeiro colocado na disputa estadual com 41% contra 19% de Douglas Ruas, na figura do presidente Lula, com o bordão repetido no palanque e a retomada de apelidos e episódios ligados à Operação Lava Jato. Eduardo Paes não foi ouvido em nenhuma das reportagens.
As divergências de cobertura aparecem no contraditório. A cobertura de centro contrapôs o ato do Partido Liberal ao comício que o presidente Lula, candidato à reeleição, realizava no mesmo horário no Estádio Moça Bonita, em Bangu, onde defendeu retomar territórios controlados por organizações criminosas com prisões, e não com o que chamou de pirotecnia de matar 100 ou 200 criminosos, e citou a PEC da Segurança Pública, que voltou a andar no Senado na sexta-feira, 21, depois de mais de cinco meses parada. Essa mesma cobertura anotou que a classificação de facções como organizações terroristas é criticada por especialistas da área. Nenhum veículo de esquerda integra o conjunto reunido até aqui, de modo que a crítica ao aceno à letalidade policial e ao efeito das penas mais duras sobre a população mais pobre não recebeu voz própria na cobertura, aparecendo apenas de forma indireta, pela fala do adversário.
O que ainda não se sabe é como as promessas sairiam do palanque. As reportagens não informam por qual via legislativa o candidato pretende reduzir a maioridade penal, instituir a castração química ou criar a figura do grupo terrorista para facções, nem qual seria o custo do trabalho prisional obrigatório e de sua fiscalização. Também não detalham quais especialistas criticam a classificação das facções e com que argumentos, não trazem resposta de Eduardo Paes às acusações feitas do palanque e não apresentam margem de erro nem registro da pesquisa citada. Por fim, o rito e o prazo da PEC da Segurança Pública no Senado seguem indefinidos.
Candidato à Presidência criticou Lula e disse que crime organizado avançou no atual governo; ao lado de Ruas, fez campanha em Nova Iguaçu em meio à perda de aliados do PL na Baixada

Em ato no Rio, candidato do PL prometeu "guerra" às facções, penas mais duras e redução da maioridade penal. Lula também focou discurso em segurança pública em outro evento de campanha na capital ...

Diante das arquibancadas cheias e a quadra com espaços vazios, senador apelou às propostas mais radicais de seu plano de governo para empolgar os apoiadores

Candidato do PL promete endurecer combate ao crime organizado e classificar facções e milícias como grupos terroristas. Leia no Poder360.
