Flávio Bolsonaro vira 714 cidades de Lula e vence em Minas Gerais e Tocantins
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Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), terminou o primeiro turno de 4 de outubro com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). O senador venceu em Minas Gerais e no Tocantins, estados que Lula ganhou em 2022, e conquistou 714 municípios que haviam votado no petista. Lula acumulou saldo de cerca de 11 milhões de votos no Nordeste, mas Flávio abriu 13 milhões nas demais regiões. O segundo turno será em 25 de outubro.
A leitura à esquerda destaca que Lula não sofreu debandada no Nordeste: passou de 21,7 milhões de votos em 2022 para 21,5 milhões em 2026. O problema, segundo análise do cientista político Marco Antonio Faganello, do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getulio Vargas, foi o avanço do PL na região, que ganhou 1,6 milhão de votos, e a perda petista em 98% dos municípios analisados, sobretudo no interior e em cidades agropecuárias.
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5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O senador venceu em Minas Gerais e no Tocantins, virou 714 municípios que eram petistas em 2022 e compensou o saldo de 11 milhões de votos de Lula no Nordeste. O segundo turno é em 25 de outubro.
Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL), terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 4 de outubro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). O senador teve 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões de votos, contra 45,16% de Lula, cerca de 53,8 milhões. Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro.
Os números de apuração do Tribunal Superior Eleitoral mostram um mapa diferente do de 2022. Flávio venceu em Minas Gerais e no Tocantins, estados em que Lula tinha sido o mais votado há quatro anos. Em Minas, que costuma refletir o cenário nacional, o senador teve 48,24% e o petista, 43,33%. Ao todo, Lula liderou em 12 estados e Flávio em 14, além do Distrito Federal. O senador também conquistou 714 municípios que haviam dado maioria ao PT em 2022, com 178 em Minas Gerais e 134 no Rio Grande do Sul. Lula não virou nenhuma cidade.
A cobertura de centro concentrou-se na aritmética regional. Lula venceu em todos os estados do Nordeste e acumulou saldo de cerca de 11 milhões de votos na região, com destaque para a Bahia. Flávio compensou essa diferença abrindo cerca de 13 milhões de votos nas demais regiões. Só em São Paulo, o saldo dele foi de cerca de 3,4 milhões. Paraná e Santa Catarina também contribuíram. Na capital paulista, Lula venceu, mas a diferença caiu de 9,55 para 4,45 pontos percentuais. Veículos de centro registraram ainda que Flávio chegou a ter dez pontos de vantagem no início da contagem, o dobro do que o pai, Jair Bolsonaro, tinha no mesmo estágio em 2022. Entre brasileiros nos Estados Unidos, Flávio teve 59,7% dos votos, contra 30,7% de Lula.
Veículos de esquerda destacaram outro ângulo. Com base em análise do cientista político Marco Antonio Faganello, do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getulio Vargas, ressaltaram que Lula praticamente manteve sua votação no Nordeste, que passou de 21,7 milhões para 21,5 milhões de votos. O que mudou foi o crescimento do PL na região, de 1,6 milhão de votos, o que reduziu a vantagem petista de 13 milhões para 11,1 milhões. Segundo essa leitura, o Nordeste respondeu por 32% do avanço nacional do PL, e Lula perdeu votos em 98% dos municípios analisados, sobretudo no interior e em cidades de economia agropecuária. A cobertura de esquerda apresenta o segundo turno como um desafio de conter o bolsonarismo em territórios onde Lula ainda é majoritário.
Nenhum veículo de direita cobriu este recorte até o momento. Nos fatos relatados pela cobertura de centro, porém, estão os pontos que a direita tende a enfatizar: Flávio superou os 51 milhões de votos do pai em 2022 e venceu em Minas Gerais, estado que costuma antecipar o resultado nacional.
O que ainda não se sabe é como os eleitores que migraram de lado vão se comportar no segundo turno. A análise da Fundação Getulio Vargas usa dados preliminares e compara municípios, sem permitir afirmar como cada eleitor mudou o voto. Em 2022, Bolsonaro cresceu quase seis pontos entre os dois turnos, e Lula, cerca de dois, e o resultado final foi o mais apertado desde a redemocratização.
O Nordeste continuou sendo o principal reduto eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno de 2026, mas um dado ajuda a explicar

Candidato do PL acumulou saldo de quase 3,5 milhões de votos em SP e também abriu boa vantagem nos estados do Sul.

Petista não consegue virar votos em nenhum município em que Jair ganhou no pleito anterior

Em Minas Gerais, que costuma refletir o que ocorre no cenário nacional, candidato do PL teve 48,24% dos votos no primeiro turno deste ano, enquanto o petista teve 43,33%

Candidato do PL tem 59,7%, ante 30,7% para o petista
