Flávio Bolsonaro conta com Tarcísio em SP e avanço no Nordeste para vencer no segundo turno
2 veículos de esquerda · 7 veículos de centro · 1 veículo de direita
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Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno de 4 de outubro com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os dois voltam às urnas em 25 de outubro. A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos. Lula venceu nos nove estados do Nordeste, enquanto Flávio somou saldos maiores no Sudeste e no Sul. A abstenção passou de 33 milhões de eleitores, e o PL saiu com a maior bancada do Senado. As campanhas já negociam apoios para a segunda etapa.
Para veículos de esquerda, o resultado é apertado e reversível: a diferença de 1,87 ponto que separa Lula de Flávio Bolsonaro é muito menor que a vantagem que Fernando Haddad conseguiu reduzir entre os turnos de 2018.
Para veículos de direita, o primeiro turno confirmou a força do campo conservador: Flávio Bolsonaro superou as votações do pai, Jair Bolsonaro, em 2018 e 2022, venceu em 14 estados e no Distrito Federal e avançou em Minas Gerais e no Tocantins. A narrativa é de liderança consolidada, de um eleitor que quer mudança e de um candidato que entra no segundo turno com vantagem e capilaridade.
10 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Apelo emocional nesta matéria: 15/100.
Veículos com viés à direita
Flávio Bolsonaro, do PL, terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 com 47,03% dos votos válidos, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 45,16%. Lula venceu nos nove estados do Nordeste, Flávio levou Sul e Sudeste, e os dois voltam às urnas em 25 de outubro.
Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL), terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 na liderança. Ele recebeu 56,1 milhões de votos, ou 47,03% dos votos válidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), teve 53,8 milhões, o equivalente a 45,16%. Como nenhum dos dois superou metade dos votos válidos, a disputa será decidida em segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O resultado contrariou as pesquisas divulgadas na véspera, que mostravam Lula numericamente à frente. A diferença final ficou em cerca de 2,2 milhões de votos. A cobertura de centro relatou que Lula venceu nos nove estados do Nordeste, com saldo de aproximadamente 11 milhões de votos na região, e teve no Piauí seu melhor desempenho, perto de 71%. Flávio compensou essa vantagem no Sudeste e no Sul. Em São Paulo, abriu 3,4 milhões de votos de frente, o maior saldo individual do país. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul também deram ampla maioria ao senador.
Há convergência sobre outros dois dados. A abstenção passou de 33 milhões de eleitores, cerca de 21% do eleitorado, e o PL saiu como a maior força do Senado, com 19 senadores eleitos e 28 das 81 cadeiras. Após o resultado, Flávio disse que o eleitor quer mudança e que era o fim da era do PT. Lula se disse surpreso e prometeu expor o que chamou de ligações do adversário com milicianos.
Para a segunda etapa, a campanha de Flávio aposta no governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, para ampliar a vantagem no Sudeste, e quer reduzir a diferença no Nordeste. O coordenador da campanha, o senador Rogério Marino, afirmou que o candidato terá mais apoios do que Lula. A cobertura de centro também lembrou que parte das propostas de Flávio, como o corte de gastos equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto, ainda não foi detalhada.
As divergências aparecem no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram que a distância atual, de 1,87 ponto, é bem menor do que os 6,49 pontos que Fernando Haddad descontou de Jair Bolsonaro entre os turnos de 2018, e apontaram a mobilização dos abstencionistas como o principal desafio de Lula. Parte dessa cobertura também discutiu riscos de desinformação e de pressão externa sobre a eleição. Veículos de direita enfatizaram que Flávio superou as votações do pai em 2018 e em 2022, venceu em 14 estados e no Distrito Federal e avançou em Minas Gerais e no Tocantins, apresentando o resultado como demonstração de força do campo conservador.
O que ainda não se sabe é como se distribuirão os votos dos candidatos eliminados, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury e Renan Santos, que somaram perto de 8% dos válidos. Também não está claro quais partidos de direita e de centro vão declarar apoio formal, nem se a abstenção recorde vai se repetir em 25 de outubro.
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Com projeção de resultado apertado na primeira etapa da corrida presidencial, o programa também calculou como os votos dos demais candidatos poderiam se distribuir na segunda etapa

A diferença que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de reverter contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026 é muito menor

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais em 25 de outubro. Com 99,92% das urnas apuradas, Flávio somava 47,05%…

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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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