Flávio Bolsonaro soma 11 faltas no Senado e pode perder mandato em dezembro
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A cobertura de centro relatou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) soma 11 faltas não justificadas em 2026 e pode atingir o limite de um terço das sessões deliberativas ainda em dezembro, depois de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos. O texto detalha o artigo 32 do Regimento Interno do Senado, registra a nota em que Flávio nega ter fugido e anota que ele associou, sem provas, a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva a um golpe.
Veículos de esquerda apresentaram duas contagens de faltas, 11 até 28 de outubro e 18 ausências em 48 sessões num levantamento preliminar, e detalharam o rito na Comissão de Constituição e Justiça, a alternativa de licença sem remuneração e os suplentes. O texto fecha em tom acusatório, dizendo que o senador correu para os EUA para se livrar de investigações e posar como preso político.
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3 fontes políticas
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Veículos com viés à direita
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Centro e esquerda concordam que o Regimento Interno do Senado prevê perda de mandato para quem faltar a um terço das sessões deliberativas do ano, que 24 ausências bastariam num ano de 72 sessões e que a perda é declarada pela Mesa, sem votação em plenário.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos depois de perder a eleição presidencial e soma 11 faltas não justificadas em 2026. Pelo Regimento Interno do Senado, 24 ausências num ano de 72 sessões levam à perda do mandato, declarada pela Mesa sem votação em plenário.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, pode perder o mandato ainda em dezembro por excesso de faltas às sessões deliberativas do Senado Federal. A possibilidade surgiu depois que ele deixou o Brasil e chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã de 28 de outubro, apesar de uma ordem judicial que o proibia de sair do país. Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno presidencial de 25 de outubro, Flávio cruzou a fronteira com a Argentina na noite de 27 e seguiu de avião com a mulher e as duas filhas.
A cobertura de centro relatou que, pelos registros oficiais do Senado, Flávio soma 11 faltas não justificadas em 2026. A regra está no artigo 32 do Regimento Interno: perde o mandato quem deixar de comparecer a um terço das sessões deliberativas ordinárias do ano, salvo licença ou missão autorizada. Até 29 de outubro o Senado havia realizado 49 sessões de votação, e outras 23 estavam previstas até o recesso. Se o ano fechar com 72 sessões, 24 ausências bastam para atingir o limite.
Os dois lados que cobriram o caso convergem no rito. A perda por faltas é declarada pela Mesa do Senado, com direito de ampla defesa e sem votação em plenário. Há ainda a hipótese de processo por quebra de decoro, que exigiria 41 dos 81 votos. Ambos registram que a deputada Sâmia Bomfim, do PSOL de São Paulo, anunciou que pediria à Mesa a perda do mandato e a suspensão da remuneração do senador. A Polícia Federal intimou Flávio a entregar os passaportes por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
As diferenças estão na contagem e no tom. Veículos de esquerda destacaram um segundo levantamento, preliminar, com 18 ausências em 48 sessões, das quais 13 sem justificativa confirmada. Também registraram que o afastamento de candidato à Presidência pode contar como licença autorizada entre o registro da candidatura e a apuração, o que reduziria o total, e que Flávio poderia pedir licença sem remuneração por até 120 dias. Esses veículos lembraram que o mandato termina em 31 de janeiro de 2027 e que o primeiro suplente é Paulo Marinho. No fecho, afirmaram que o senador correu para os Estados Unidos para se livrar de investigações e posar como preso político. A cobertura de centro, por sua vez, informou que a investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas e registrou a versão de Flávio, que disse não ter fugido, mas saído de um regime de exceção, observando que ele associou a vitória de Lula a um golpe sem apresentar provas. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a tarde de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, a contagem oficial de faltas ainda dependia da análise das justificativas, e não havia registro de pedido de licença nem de comunicação formal de Flávio à Presidência do Senado sobre a saída do país. Também não se sabia se a Mesa abriria o procedimento de ofício ou se algum partido o provocaria.
Flávio pode atingir máximo de faltas no Senado em dezembro e perder mandato UOL Notícias
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