Flávio Bolsonaro promete reformar a Constituição com Congresso mais à direita
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Na leitura da esquerda, a promessa de mudar a Constituição com a nova maioria acende alerta para as instituições, com o bolsonarismo mirando a presidência do Senado e o impeachment de ministros do STF.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, disse em Goiânia que a nova composição do Congresso lhe permitirá eleger os presidentes da Câmara e do Senado e mudar a Constituição. Não detalhou as mudanças.
Na leitura da direita, o resultado das urnas deu a Flávio Bolsonaro mandato para mudar a Constituição e restabelecer o respeito das instituições a ela, com pautas como segurança pública e redução da maioridade penal.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Em ato ao lado de Ronaldo Caiado, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou que a nova composição do Congresso lhe permitirá mudar a Constituição. A cobertura mostra quantos votos faltam e como cada lado interpreta a promessa.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, afirmou na terça-feira, 6 de outubro, que pretende usar a nova composição do Congresso Nacional para mudar a Constituição. A declaração foi dada em Goiânia, em ato que marcou o apoio do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à candidatura dele no segundo turno.
Segundo a transcrição divulgada pela cobertura de centro, Flávio disse que o Brasil lhe deu um Congresso muito mais à direita, com maioria no Senado para escolher o presidente do Senado e maioria na Câmara para escolher o presidente da Câmara. O objetivo, afirmou, é mudar a Constituição e redemocratizar o país, para que as instituições voltem a respeitar o texto constitucional. Ele não detalhou quais mudanças pretende propor. Em seguida, falou de segurança pública: prometeu construir mais de meio milhão de vagas de presídio e reduzir a maioridade penal. Uma proposta de emenda à Constituição sobre o tema foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em junho e aguarda votação no plenário.
O pano de fundo são os resultados do primeiro turno. O PL passará de 99 para 121 deputados e de 15 para 28 senadores, e terá as maiores bancadas das duas Casas a partir de 2027. Somado ao Novo, o bloco soma 131 deputados. Para aprovar uma emenda constitucional, porém, são necessários 308 votos na Câmara e 54 no Senado. A cobertura de centro relatou que, para chegar a esse número, Flávio precisaria atrair parte dos partidos de centro e do Centrão, como União-PP, Republicanos, PSD, MDB e Podemos. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva, e o segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Há também a disputa pelo comando do Congresso. O PL deve lançar o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, contra Davi Alcolumbre na presidência do Senado. Na Câmara, o presidente Hugo Motta também terá de buscar apoio na direita para tentar se reeleger. Levantamento citado nas reportagens indica que a bancada favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal deve chegar a 49 senadores, abaixo dos 54 votos exigidos por decisão liminar do ministro Gilmar Mendes.
Veículos de esquerda destacaram o risco institucional. Para eles, a promessa de mudar a Constituição, somada à articulação por um presidente do Senado disposto a analisar cerca de cem pedidos de impeachment de ministros do STF, indica uma ofensiva contra o Judiciário. Também enfatizaram a falta de detalhes sobre as mudanças e o tom do discurso sobre redemocratizar o país.
Veículos de direita enfatizaram a fala do candidato sobre devolver o respeito à Constituição e reproduziram a afirmação de que ele seria o único empecilho para o país virar uma Venezuela. Registraram ainda que as cláusulas pétreas só podem ser alteradas para ampliar direitos, e que mudanças dependem de emendas aprovadas pelas duas Casas.
O que ainda não se sabe: quais mudanças constitucionais Flávio pretende apresentar, além da maioridade penal; se o Centrão aderirá em número suficiente para alcançar 308 votos na Câmara e 54 no Senado; e quem será eleito para presidir cada Casa em fevereiro.
Com o PL à frente das bancadas, aliados de Flávio Bolsonaro avançam no Senado e buscam apoio do Centrão para alcançar os votos necessários

Candidato à Presidência falou em usar a maioria na Câmara e no Senado para eleger um aliado na presidência da Câmara para mudar a Constituição Federal

Candidato não deu detalhes sobre quais mudanças seriam feitas; fala ocorreu durante ato em Goiânia ao lado de Ronaldo Caiado

Partido do senador, o PL terminou o 1º turno com 121 deputados e 19 senadores eleitos, totalizando 140 congressistas. Leia no Poder360.

Presidenciável do PL afirmou que seu partido vai conquistar as presidências da Câmara e do Senado em um eventual governo seu
