Flávio promete anistiar condenados do 8/1 e ataca Moraes: 'Tirano'
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Resumo da cobertura
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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de 'tirano' durante evento do PL em Vitória (ES), no sábado 18 de julho de 2026, e prometeu anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A fala reagiu à decisão de Moraes que suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar humanitária. O STF apontou descumprimento de medidas cautelares após a divulgação de uma carta de Bolsonaro nas redes sociais. No mesmo fim de semana, outros pré-candidatos, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, também cumpriram agenda com críticas ao governo e ao Supremo.
Para o campo conservador, a decisão de Alexandre de Moraes de proibir Flávio Bolsonaro de visitar o próprio pai, mesmo sendo um de seus advogados, é mais um capítulo de um poder judicial que extrapola suas competências e interfere no processo eleitoral.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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As três coberturas convergem nos fatos centrais: Flávio Bolsonaro chamou Moraes de 'tirano' em evento do PL, prometeu anistiar os condenados do 8/1 e reage à suspensão de suas visitas ao pai, que cumpre prisão domiciliar após condenação de 27 anos.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) endureceu o discurso contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, durante um evento do Partido Liberal em Vitória, no Espírito Santo, no sábado 18 de julho de 2026. Em pronunciamento no lançamento de pré-candidaturas do partido, Flávio chamou o magistrado de 'tirano', afirmou que não vai 'baixar a cabeça para tirano nenhum' e prometeu, em caso de vitória, anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O senador defendeu ainda o impeachment de Moraes e conclamou o eleitorado a fortalecer uma bancada conservadora no Senado.
A reação tem origem em uma decisão judicial. Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação a 27 anos e 3 meses por crimes contra o Estado Democrático de Direito. O Supremo entendeu que a divulgação de uma 'Carta aos Brasileiros', escrita por Bolsonaro e publicada nas redes sociais em 11 de julho, descumpriu as medidas cautelares que proíbem o ex-presidente de usar a internet, inclusive por meio de terceiros. Dias antes, em 17 de julho, a Procuradoria-Geral da República defendeu manter a prisão humanitária, mas pediu providências para que as restrições fossem cumpridas.
A cobertura de centro, como a do Poder360 e da Band, relatou o episódio de forma factual: registrou as falas do senador entre aspas, o contexto da decisão, o parecer da PGR e a manifestação da defesa de Bolsonaro, que alegou que o ex-presidente não sabia que a carta seria publicada. Esses veículos também situaram o caso dentro da corrida eleitoral de 2026, ao lado das agendas de outros pré-candidatos, como Romeu Zema, que defendeu privatizar Petrobras e Banco do Brasil, e Ronaldo Caiado, que criticou a diplomacia do governo diante do tarifaço americano.
Veículos de direita, como a Revista Oeste, enfatizaram a tese do senador de que Moraes 'interfere nas eleições', 'perdeu a imparcialidade' e age por 'vingança' pessoal, ecoando a leitura de um 'cerco às urnas' e reproduzindo a fala do coordenador de campanha, Rogério Marinho, de que as restrições visam silenciar Bolsonaro. Já a chave de leitura habitual da esquerda, que não deu destaque ao caso, tenderia a enfatizar o fato central: a decisão apenas faz cumprir a lei diante do descumprimento reiterado de cautelares por um ex-presidente condenado por atentar contra a democracia, e a promessa de anistia funcionaria como blindagem aos responsáveis.
O que ainda não se sabe é se o pedido de impeachment de Moraes terá qualquer viabilidade no Senado, se a promessa de anistia aos condenados do 8 de janeiro tem sustentação jurídica e política, e como a Justiça Eleitoral tratará a pré-candidatura do grupo bolsonarista diante das restrições impostas ao ex-presidente.
Senador criticou restrição de visitas a Jair Bolsonaro e disse que ministro age como “demônio”. Leia no Poder360.

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