Luiz Fux suspende decisão de Flávio Dino sobre posts de Nossa Senhora Aparecida
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- CartaCapitalFachin adia discussão sobre publicações de Nossa Senhora no STFNão há data prevista para análise dos processos(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- ICL NotíciasFux contraria Dino e manda suspender novamente publicações sobre Nossa SenhoraO ministro Luiz Fux, determinou novamente a suspensão de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilTSE julga hoje caso sobre fake news de Nossa Senhora; veja como seráSessão virtual começa às 10h e se estende até as 23h59 desta quarta-feira (30); os sete ministros da Corte Eleitoral vão analisar ordem de remoção de publicações sobre Flávio Bolsonaro(abre em nova aba)
Clickbait nesta matéria: 20/100.
- CNN BrasilEntenda como fake news sobre Nossa Senhora Aparecida acirrou embate no STFMendonça, Dino e Fux adotaram decisões individuais em sentidos opostos, levantando discussão sobre a possibilidade de um ministro derrubar decisões de outro(abre em nova aba)
Clickbait nesta matéria: 15/100.
- Folha de S.PauloFux contraria Dino e manda suspender novamente publicações sobre Nossa SenhoraMinistro do STF deu 24 horas para a decisão ser cumprida, restabelecendo ordem de Mendonça(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
- Revista OesteFux ironiza Dino, relembra inquéritos e diz que STF não pode ‘decidir por veicular fake news’Ao anular decisão do colega, ministro perguntou se ‘faz sentido’ que o STF ‘determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa’. E ele mesmo respondeu: ‘Não!’(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Briefing
O que importa para você
- Plataformas como X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube tiveram 24 horas para voltar a remover os conteúdos.
- A ordem original prevê multa de R$ 50 mil por descumprimento e atinge mais de mil links.
- O TSE marcou julgamento virtual da ordem de Mendonça para 30 de setembro, com maioria de quatro votos entre sete ministros.
Onde os lados divergem
- Esquerda destaca que a postagem do humorista não citava Flávio Bolsonaro e trata a remoção como risco à liberdade de expressão.
- Direita sustenta que a informação já foi reconhecida como falsa e que o STF seria incoerente ao liberá-la depois dos inquéritos das Fake News.
Onde os lados concordam
Todos os lados registram a mesma sequência: Mendonça mandou remover as publicações no TSE, Dino liberou no STF e Fux restabeleceu a remoção, com 24 horas para as plataformas cumprirem.
O que ainda está incerto
- Não há data para o plenário do STF julgar as decisões de Dino e Fux.
- O resultado do julgamento no TSE e quais trechos da ordem de Mendonça serão mantidos ainda não são conhecidos.
O ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Flávio Dino que liberava publicações com a notícia falsa de que Flávio Bolsonaro tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira. A ordem de remoção do TSE voltou a valer, e o embate entre ministros reacendeu o debate sobre decisões individuais no Supremo.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu na segunda-feira, 28 de setembro, a decisão do colega Flávio Dino que havia liberado publicações sobre uma notícia falsa envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL. A informação falsa dizia que Flávio, se eleito, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Com a decisão de Fux, as plataformas receberam prazo de 24 horas para voltar a cumprir a ordem de remoção.
O caso começou na sexta-feira, 25 de setembro. André Mendonça, na condição de ministro do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, classificou a informação como notoriamente inverídica e mandou retirar as publicações que a tratavam como verdadeira. A cobertura de centro relatou que a ordem atingiu mais de mil links, com multa de 50 mil reais em caso de descumprimento. Entre os conteúdos removidos estava uma postagem do humorista Antonio Tabet, que dizia que a família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida.
Tabet recorreu ao Supremo dentro de um processo já relatado por Dino, que tratava de outro assunto. No domingo, 27, Dino derrubou a ordem de Mendonça por considerar a restrição excessiva e uma possível censura prévia. Fux, por sua vez, afirmou que sua decisão não cassa a do colega, apenas suspende seus efeitos até o plenário deliberar, e citou a proximidade da eleição. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, pediu providências ao presidente do Supremo, Edson Fachin. Fachin chegou a sinalizar que levaria o caso ao plenário na quarta-feira, 30, mas acabou não pautando o tema. No mesmo dia, o TSE marcou julgamento virtual da ordem de Mendonça.
As coberturas divergiram no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram que a postagem do humorista não citava Flávio Bolsonaro e que Dino decidiu em nome da liberdade de expressão, deixando em segundo plano os fundamentos de Mendonça e de Fux. Veículos de direita enfatizaram a ironia de Fux, que perguntou se faz sentido o Supremo determinar a veiculação de notícia comprovadamente falsa, e lembraram os inquéritos das Fake News e das milícias digitais, nos quais a própria Corte adotou medidas duras contra a desinformação. A cobertura de centro concentrou-se na questão institucional: o Regimento Interno do Supremo não prevê que um ministro revise sozinho a decisão de outro, e juristas ouvidos se dividem entre quem vê proteção legítima de direitos e quem vê um precedente perigoso.
Ainda não se sabe quando o plenário do Supremo vai analisar as decisões de Dino e Fux, nem qual será o resultado do julgamento no TSE. Também segue em aberto se as decisões individuais cruzadas entre ministros levarão a alguma mudança nas regras internas da Corte.
Fontes

Sessão virtual começa às 10h e se estende até as 23h59 desta quarta-feira (30); os sete ministros da Corte Eleitoral vão analisar ordem de remoção de publicações sobre Flávio Bolsonaro

Não há data prevista para análise dos processos

Mendonça, Dino e Fux adotaram decisões individuais em sentidos opostos, levantando discussão sobre a possibilidade de um ministro derrubar decisões de outro

O ministro Luiz Fux, determinou novamente a suspensão de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida

Ministro do STF deu 24 horas para a decisão ser cumprida, restabelecendo ordem de Mendonça

Ao anular decisão do colega, ministro perguntou se ‘faz sentido’ que o STF ‘determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa’. E ele mesmo respondeu: ‘Não!’