O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece na liderança da corrida pela reeleição em duas pesquisas divulgadas no fim de julho de 2026. No levantamento Genial/Quaest, o governador tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 26% do ex-ministro Fernando Haddad (PT), uma vantagem de 15 pontos. Em um eventual segundo turno, Tarcísio venceria por 48% a 32%. Já o instituto Paraná Pesquisas apontou distância parecida, com 48,5% para o governador e 35,1% para o petista no primeiro turno.
Os números que se repetem entre os veículos de centro que cobriram a pesquisa apontam estabilidade: os índices oscilaram pouco desde abril. A gestão estadual é aprovada por 55% dos paulistas, e a rejeição a Haddad, de 58%, é a maior entre os nomes testados, ante 37% de Tarcísio. A cobertura de centro também registrou o desempenho do governador entre evangélicos e no eleitorado masculino, além dos cenários para o Senado, em que Marina Silva desponta, e para a Presidência no estado, em que Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula. Os mesmos institutos mediram ainda disputas em outros estados: na Bahia e no Ceará, o presidente Lula lidera com folga; em Minas Gerais, o senador Cleitinho aparece à frente sem confirmar candidatura; no Paraná, o senador Sergio Moro larga na ponta; e em Goiás, Gracinha Caiado lidera a corrida ao Senado.
Veículos de direita enfatizaram a consolidação do governador e a fragilidade do adversário petista, destacando a alta rejeição de Haddad, a desaprovação ao presidente Lula em São Paulo e a possibilidade de a disputa ser decidida já no primeiro turno. Nessa leitura, o resultado é apresentado como reconhecimento de uma gestão avaliada positivamente.
Uma leitura à esquerda, ausente entre os veículos que cobriram estes levantamentos, tenderia a relativizar a vantagem. Lembraria que a eleição só ocorre em 4 de outubro, que as candidaturas foram oficializadas há poucos dias, que a soma de indecisos, brancos e nulos ainda é expressiva e que Haddad tem no presidente Lula seu principal cabo eleitoral. Também apontaria que, em estados do Nordeste, as mesmas pesquisas mostram o petismo com ampla folga.
O que ainda não se sabe é se a distância se manterá até a votação, se Tarcísio conseguirá vencer no primeiro turno e como se definirão disputas ainda em aberto em outros estados, como a de Minas Gerais, onde nomes sequer confirmaram candidatura. A elegibilidade de um dos concorrentes ao Senado paulista também segue pendente de decisão da Justiça Eleitoral.