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Uma rodada de pesquisas eleitorais divulgada entre 27 e 29 de julho de 2026 mapeou as disputas estaduais em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia, além de cenários presidenciais em dois estados. Em São Paulo, dois institutos diferentes colocam o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do ex-ministro Fernando Haddad (PT) no primeiro e no segundo turnos, com vantagens de 13 a 16 pontos. Na Bahia, o presidente Lula lidera o cenário presidencial com folga; em Minas Gerais, ele empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro.
Uma nova rodada de pesquisas eleitorais divulgada entre 27 e 29 de julho recolocou as disputas estaduais no centro do calendário político de 2026. O levantamento de maior repercussão trata de São Paulo: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece à frente do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) em todos os cenários testados, e por dois institutos diferentes.
Na pesquisa Genial/Quaest, contratada por uma instituição financeira e registrada no Tribunal Superior Eleitoral, o governador marca 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 26% do ex-ministro. Vera Lúcia (PSTU) tem 3%; Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP), 1% cada. Os indecisos somam 13%, e brancos, nulos e abstenções, 15%. Na simulação de segundo turno, o placar é de 48% a 32%. Foram 1.650 entrevistas presenciais, com margem de erro de dois pontos percentuais. Na sondagem do instituto Paraná Pesquisas, feita entre 25 e 28 de julho com 1.680 eleitores em 79 municípios, os dois candidatos aparecem em patamares mais altos: 48,5% para o governador e 35,1% para o adversário no primeiro turno, e 51,8% a 38,3% no segundo, com margem de erro de 2,4 pontos.
A cobertura de centro concentrou-se na aritmética e na metodologia: número de entrevistados, período de campo, registro no TSE e comparação com a rodada de abril, quando o governador tinha 38% no primeiro cenário e o adversário, 26%. Foi também a cobertura de centro que estendeu o retrato para outros estados. Na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o cenário presidencial com 52%, contra 18% do senador Flávio Bolsonaro (PL), e venceria o segundo turno por 56% a 23%; a gestão federal é aprovada por 62% dos baianos. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera todas as simulações estaduais com 35%, enquanto o presidente e o senador empatam tecnicamente na disputa nacional dentro do estado. No Paraná, o senador Sergio Moro está na frente com 39%, seguido de Requião Filho (PDT), com 18%, e Rafael Greca (MDB), com 12%.
Veículos de direita enfatizaram o outro lado dos mesmos números: a rejeição. Destacaram que 58% dos paulistas dizem que não votariam no ex-ministro de jeito nenhum, contra 37% que dizem o mesmo do governador, e que 58% desaprovam o governo federal em São Paulo. Deram relevo ao desempenho do governador entre evangélicos, de 52% a 16%, e entre homens, de 50% a 24%, e leram a vantagem como consolidação de um bloco de oposição ao PT no maior colégio eleitoral do país. Um segundo enquadramento à direita, porém, registrou que a distância caiu pela metade desde fevereiro, quando chegava a 26 pontos.
Veículos de esquerda não cobriram esta rodada até o momento, e o vazio é, em si, um dado do noticiário. O enquadramento habitual desse campo, aplicado aos mesmos números, tenderia a destacar a força do presidente no Nordeste, o empate técnico em Minas Gerais, o fato de a campanha oficial ainda não ter começado e o peso dos 28% de eleitores paulistas que estão indecisos ou declaram voto branco e nulo, margem superior à diferença entre os dois primeiros colocados no segundo turno.
Há divergências que não são de tom, e sim de substância. Os dois institutos medem a mesma disputa em São Paulo e chegam a patamares distintos: em um deles, os dois primeiros colocados somam 67% do eleitorado; no outro, 83,6%. Nenhuma das reportagens explica a diferença. Também não se sabe se Cleitinho Azevedo será mesmo candidato em Minas Gerais, decisão que trava a definição do palanque de Flávio Bolsonaro no estado, nem por que a vantagem paulista encolheu desde fevereiro. Há ainda uma discrepância entre as reportagens sobre o período de campo da pesquisa de São Paulo, informado ora como 23 a 27, ora como 23 a 28 de julho. No Paraná, 64% dos eleitores afirmam que ainda podem mudar de voto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
Dois institutos com metodologias e margens diferentes chegam à mesma conclusão em São Paulo: Tarcísio de Freitas lidera a disputa ao governo no primeiro e no segundo turnos, e a rejeição a Fernando Haddad é maior que a do governador. Toda a cobertura também registra que os levantamentos estão registrados no TSE e que o quadro paulista se manteve estável em relação à rodada de abril.
6 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Texto de agência: números em tabela, ficha técnica, comparação explícita com o levantamento de abril (38% e 40% para o governador; 26% e 25% para o adversário) e nenhum adjetivo valorativo. O único traço de enquadramento é a descrição do governador como 'apadrinhado de Jair Bolsonaro', rótulo político sem contrapartida equivalente para o outro candidato. Registra o campo como 23 a 28 de julho, um dia a mais do que outra reportagem sobre o mesmo levantamento.
Perspectivas omitidas
Relato descritivo, com percentuais de intenção de voto, rejeição, avaliação de governo e ficha técnica completa, incluindo protocolos no TSE. Vocabulário neutro e paridade no tratamento dos dois polos: registra tanto a oscilação de rejeição ao presidente (38% para 36%) quanto o crescimento da rejeição ao adversário (63% para 66%). O ponto fraco é estrutural, não ideológico: parte dos dados fica em elementos visuais ausentes do corpo do texto.
Perspectivas omitidas
Combina números da pesquisa (estimulada e espontânea, com margem de erro e amostra) e reconstituição de bastidor partidário sem adotar o vocabulário de nenhum dos campos. Equilibra a liderança do pré-candidato de oposição com dados que a relativizam: 64% podem mudar de voto, 83% estão indecisos na espontânea e o governador adversário tem 81% de aprovação. Há inconsistências internas de revisão: o senador é identificado ora por um partido, ora por outro, e o texto fala em 'Executivo fluminense' ao tratar da disputa paranaense.
Perspectivas omitidas
Cobertura exaustiva e neutra: três cenários de primeiro turno, seis de segundo, rejeição de todos os principais nomes, disputa ao Senado, avaliação das duas gestões estaduais e recorte presidencial no estado. Identifica cada candidato pelo partido, sem rótulo valorativo, e registra empates técnicos em vez de forçar liderança numérica. Amostra, período de campo, contratante e registro no TSE explicitados.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Os dados são reproduzidos com fidelidade e ficha técnica, mas a arquitetura do texto é de enquadramento à direita: os intertítulos são 'Ampla vantagem', 'Rejeição petista' e 'Força entre evangélicos', e o texto costura a desaprovação de 58% ao governo federal ao desempenho do governador estadual. A rejeição de 37% ao próprio governador aparece como cláusula subordinada dentro do parágrafo sobre a rejeição do adversário.
Perspectivas omitidas

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Levantamento foi divulgado nesta quarta-feira pelo instituto Paraná Pesquisas
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Falácias identificadas
Os percentuais são reproduzidos corretamente e a matéria é honesta ao registrar que a vantagem caiu pela metade desde fevereiro, quando chegava a 26 pontos. O que inclina o texto à direita é a moldura: a seção de rejeição abre com 'um problema para Fernando Haddad', personalizando a fragilidade em um dos candidatos, e o texto projeta decisão em primeiro turno a partir da soma dos concorrentes menores. Enquadramento leve, não militante.
Perspectivas omitidas



