Reforma tributária sofre pressão por adiamento a 2028 enquanto governo edita MP
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

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A cobertura de centro relata que a deputada federal Any Ortiz (PP-RS) apresentou uma proposta de emenda à Constituição para estender o período de adaptação à reforma tributária até 2027 e levar para 2028 a cobrança definitiva da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo. Segundo o texto da proposta, a estrutura e os objetivos da reforma não mudariam, só o cronograma. A matéria registra que o Tribunal de Contas da União (TCU) propôs, em 28 de outubro, alíquota de 11,3% para a CBS em 2027, avaliada como elevada por tributaristas, e que o Senado Federal tem até 15 de dezembro para analisar esse número. Traz também a carta aberta de mais de 20 entidades da advocacia, de 31 de outubro, e advogados que consideram inviável aplicar a reforma em 2027. O texto não ouve o governo. Outra matéria do conjunto, de veículo classificado à direita, diz que a deputada começou a recolher assinaturas.
Com base em Consultor Jurídico
O único texto de veículo de direita no conjunto opõe a pressão pelo adiamento da reforma tributária à publicação, em 4 de novembro, da Medida Provisória 1.399, com as regras do Imposto Seletivo. Chama de movimento coordenado a defesa, por representantes da indústria, da advocacia e do Congresso, de levar os novos tributos federais de 2027 para 2028.
Com base em Veja
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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As coberturas de centro e de direita coincidem em que a proposta da deputada Any Ortiz (PP-RS) leva para 2028 a cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços e do Imposto Seletivo, em que ela depende de ao menos 171 deputados e em que o Tribunal de Contas da União chegou a 11,3%. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
A deputada Any Ortiz (PP-RS) propõe transferir para 2028 a cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços e do Imposto Seletivo, enquanto entidades da advocacia e a Confederação Nacional da Indústria pedem mais prazo. O governo publicou em 4 de novembro a Medida Provisória 1.399, com alíquotas transitórias para 2027.
A reforma tributária sobre o consumo, uma das principais mudanças econômicas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, entrou em novembro sob pressão para ter parte do calendário adiada. A deputada federal Any Ortiz, do PP do Rio Grande do Sul, propõe uma emenda à Constituição que transfere de 2027 para 2028 a cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, e do Imposto Seletivo, conhecido como imposto do pecado. No sentido oposto, o governo publicou em 4 de novembro a Medida Provisória 1.399, com as regras provisórias desse imposto para 2027.
O conjunto analisado reúne duas matérias, uma de veículo de centro e outra de veículo de direita. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Os dois textos coincidem nos pontos principais. A proposta mira 2028 para a cobrança da CBS e do Imposto Seletivo e depende do apoio de ao menos 171 deputados. O Tribunal de Contas da União, o TCU, chegou a 11,3% como alíquota da CBS. As duas matérias registram crítica a esse percentual, mas de origens diferentes: tributaristas, na de centro, e a indústria, na de direita. Ambas relatam ainda queixas de entidades da advocacia e problemas nos sistemas de apuração.
A cobertura de centro relatou o caso pelo lado jurídico. Segundo a matéria, mais de 20 entidades da advocacia assinaram em 31 de outubro uma carta aberta, na qual afirmam que as empresas terão pouco mais de duas semanas para avaliar impactos, renegociar contratos e revisar preços. A CBS está prevista para 1º de janeiro de 2027, e o Senado Federal tem até 15 de dezembro para analisar a alíquota proposta pelo TCU. Advogados ouvidos consideram inviável aplicar a reforma em 2027. O texto não traz a posição do governo nem menciona a medida provisória.
A cobertura de veículos de direita destacou os dois movimentos em paralelo. A matéria chama de movimento coordenado a defesa do adiamento e cita o manifesto do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, com as 27 seccionais, além do pedido da Confederação Nacional da Indústria. Detalha também a medida provisória: 0,5% sobre apostas, 2,6% sobre bebidas açucaradas e alíquota zero para bens minerais até o fim de 2027, com cobrança prevista para 2 de fevereiro. Segundo o governo, esse regime não eleva a carga dos setores em relação ao Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI. O Planalto também pediu ao Congresso que mantenha temporariamente o IPI, para evitar perda estimada em cerca de quatro bilhões de reais em janeiro. A informação de que o Ministério da Fazenda e a Receita Federal não trabalham com adiamento é creditada pelo texto a outro veículo.
Os relatos diferem em dois pontos. A matéria de centro afirma que a deputada apresentou a proposta, embora registre que ela ainda precisa dos 171 apoios; a de direita, publicada um dia depois, diz que ela começou a recolher assinaturas para protocolar o texto. A matéria de centro escreve que o período de testes, com alíquotas reduzidas do Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, e da CBS, se estenderia até 2027; a de direita diz que a proposta preservaria o calendário de transição do IBS. Nenhuma das duas explica essa diferença.
Até o início da tarde de 5 de novembro, quando saiu a matéria mais recente do conjunto, os textos não informavam quantas assinaturas a deputada havia reunido, nem traziam fala direta da Fazenda ou da Receita sobre o pedido. Também não diziam se a carta das entidades e o manifesto da Ordem dos Advogados do Brasil são a mesma iniciativa. A manutenção do IPI dependia de aprovação do Congresso, e a alíquota da CBS, da análise do Senado.
OAB, indústria e parlamentares pedem mais um ano de transição, enquanto Planalto publica regras do Imposto Seletivo e tenta preservar arrecadação

Segundo a proposta, prorrogar cobranças da tributária para 2028 ajudaria empresas a dar continuidade aos processos de adaptação dos sistemas
