Tribunal Superior Eleitoral publica bens declarados por candidatos ao Senado
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O prazo para registro de candidaturas às eleições de 2026 terminou em 15 de agosto e as declarações de bens dos candidatos ao Senado passaram a ficar abertas à consulta pública na plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral. Estão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, duas por unidade da Federação, com primeiro turno em 4 de outubro. Os valores declarados vão de nenhum bem a dezenas de milhões de reais: Vanderlan Cardoso, em Goiás, informou R$ 66,8 milhões; Eduardo Braga, no Amazonas, R$ 60,2 milhões; e vários candidatos registraram não possuir bens. Todos os valores são autodeclarados, não passam por avaliação independente e não correspondem necessariamente ao preço de mercado.
O encerramento do prazo de registro colocou à disposição do eleitor a informação que interessa: quem são os candidatos ao Senado e o que cada um declara possuir. Patrimônio construído em atividade produtiva não é problema, e boa parte dos valores mais altos vem de terra, rebanho, participação em empresas e investimentos, como no caso de Ronaldo Caiado, que declarou R$ 36 milhões em imóveis rurais e R$ 10 milhões em rebanho.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Toda a cobertura trata os valores como autodeclarados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral, sem avaliação independente e sem correspondência garantida com o preço de mercado dos bens. Também há convergência sobre os fatos duros do calendário: o registro terminou em 15 de agosto, a campanha começou em 16 e o primeiro turno é em 4 de outubro, com 54 das 81 cadeiras do Senado em jogo.
Com o fim do prazo de registro em 15 de agosto, as declarações de bens de quem disputa as 54 cadeiras do Senado em 2026 ficaram públicas. Os valores vão de nenhum bem a R$ 66,8 milhões, são informados pelos próprios candidatos e não passam por avaliação independente. Veja o que a cobertura converge em afirmar e onde o enquadramento muda.
O prazo para o registro de candidaturas às eleições de outubro terminou às 19h do sábado, 15 de agosto, e as declarações de bens de quem disputa o Senado passaram a ficar abertas à consulta pública no DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral. Estão em jogo 54 das 81 cadeiras da Casa, duas por unidade da Federação. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e, na eleição para o Senado, não há segundo turno. A campanha começou oficialmente no domingo, 16 de agosto.
O retrato que sai dos registros é de amplitude patrimonial enorme. Em Goiás, Vanderlan Cardoso, do PSD, declarou R$ 66,8 milhões, o maior valor entre os candidatos ao Senado nos estados cobertos por esta rodada de reportagens. No Amazonas, Eduardo Braga, do MDB, informou R$ 60,2 milhões. Em Alagoas, Marina JHC, do PSDB, declarou R$ 47 milhões, e Arthur Lira, do PP, R$ 25,9 milhões. No Pará, Helder Barbalho, do MDB, registrou R$ 15,4 milhões. Em São Paulo, Simone Tebet, do PSB, aparece com R$ 10,6 milhões, seguida por Ricardo Salles, do Novo, com R$ 9,05 milhões. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro, do PL, lidera com R$ 4,4 milhões. No outro extremo estão Hélio Rodrigues, do Democrata no Tocantins, que declarou R$ 300 mil em dois terrenos, e candidatos como Mônica Benício, do PSOL, Luiz Eugênio, do PCO, e Vinícius Benevides, da UP, todos no Rio de Janeiro, que informaram não ter bens.
Há um ponto em que toda a cobertura converge: os valores são autodeclarados pelos próprios candidatos, não passam por avaliação independente e não correspondem necessariamente ao preço de mercado dos bens. A fragilidade do mecanismo ficou exposta no Distrito Federal, onde um candidato registrou R$ 1,5 quatrilhão em bens por erro de digitação e afirmou que o partido corrigiria o valor para R$ 15 mil.
A cobertura de centro, largamente majoritária neste caso, organizou o material como serviço ao eleitor: listas por estado, comparação com as declarações de 2022 e detalhamento item a item. Foi por esse caminho que apareceu a evolução patrimonial dos nomes mais conhecidos. Simone Tebet registrou alta real de 282,1% desde 2022, puxada pela compra de uma gleba de terras em Alvorada do Sul, no Mato Grosso do Sul, que passou a concentrar 84,4% de seus bens. Ricardo Salles teve avanço de 90,9%, com um imóvel rural no interior paulista e outro em Portugal. Guilherme Derrite, do PP, apresentou crescimento real de 108,2%. Na disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva declarou R$ 4,8 milhões, abaixo dos R$ 7,4 milhões de 2022, enquanto Augusto Cury, do Avante, informou R$ 242 milhões e Romeu Zema, do Novo, R$ 178 milhões.
Um veículo de direita tratou o assunto por outro ângulo. Em vez do panorama, isolou Arthur Lira e organizou o texto em torno do crescimento de cerca de 335% do patrimônio do ex-presidente da Câmara em quatro anos, de R$ 5,96 milhões para R$ 25,96 milhões, sem registrar a explicação já apresentada pela assessoria do parlamentar, que atribui a alta à atividade agropecuária e a imóveis financiados ainda não quitados. Veículos de esquerda não produziram cobertura própria sobre as declarações nesta rodada; pelo enquadramento habitual desse campo, a leitura provável seria a da distância entre o patrimônio dos candidatos e o do eleitorado que eles pretendem representar, com atenção especial ao enriquecimento de quem exerce mandato.
A disputa pelo Senado também foi lida em chave de força partidária. O PL lançou 33 candidatos à Casa e declarou apoio a outros 14 de siglas aliadas, contra 19 nomes próprios do PT, que apoia candidatos em 18 estados. Com 568 candidaturas ao Congresso somando Câmara e Senado, o PL é a legenda com mais nomes registrados e a maior beneficiária do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, com cerca de R$ 881,6 milhões. Nos dois campos, o cálculo é o mesmo: a maioria no Senado define o custo de aprovar a agenda do Executivo e o destino de eventuais pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, competência privativa da Casa. O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já afirmou que a Casa não é órgão de correção do Supremo.
O que ainda não se sabe: os registros serão julgados pela Justiça Eleitoral e podem mudar com contestações judiciais; não há auditoria pública que confirme a origem da valorização patrimonial declarada; e não está definido se as correções anunciadas, como a do valor digitado errado no Distrito Federal, serão aceitas antes do início da votação.
Legenda de Valdemar Costa Neto quer ampliar bancada na Câmara e conquistar maioria no Senado para aumentar influência no Congresso

Das 81 cadeiras da Casa Alta, 54 estão em disputa em 2026; são duas por unidade da Federação. Leia no Poder360.

Os candidatos ao Senado pelo RJ em 2026 disputam duas vagas em uma lista que reúne nomes como Benedita da Silva, Marcelo Crivella, Carlos Jordy e Waguinho.

Michelle Bolsonaro declarou o maior patrimônio entre os candidatos, com R$ 4,4 milhões; Bia Kicis aparece em seguida, com R$ 1,3 milhão

Candidato do Avante declarou R$ 242 milhões; quase todos os outros candidatos registraram bens milionários

Patrimônio de Tebet cresce 282,1% desde 2022 após compra de fazenda

Das 81 cadeiras da Casa Alta, 54 estão em disputa em 2026; são duas por unidade da Federação. Leia no Poder360.

Prazo para registro de candidaturas se encerrou no sábado (15). A partir deste domingo (16), candidatos podem fazer campanha.

Das 81 cadeiras da Casa Alta, 54 estão em disputa em 2026; são duas por unidade da Federação. Leia no Poder360.

Das 81 cadeiras da Casa Alta, 54 estão em disputa em 2026; são duas por unidade da Federação. Leia no Poder360.

Das 81 cadeiras da Casa Alta, 54 estão em disputa em 2026; são duas por unidade da Federação. Leia no Poder360.

Marina JHC lidera patrimônio dos candidatos ao Senado por Alagoas com R$ 47 milhões, enquanto outros nomes declararam não possuir bens à Justiça Eleitoral.

Das 81 cadeiras da Casa Alta, 54 estão em disputa em 2026; são duas por unidade da Federação. Leia no Poder360.

Das 81 cadeiras da Casa Alta, 54 estão em disputa em 2026; são duas por unidade da Federação. Leia no Poder360.

Prazo para o registro das candidaturas no TSE terminou no sábado. Campanhas começaram no domingo; brasileiros vão às urnas para o primeiro turno em 4 de outubro.

O patrimônio dos candidatos ao Senado por Sergipe nas Eleições 2026 varia entre nenhum bem declarado e R$ 2,8 milhões, conforme os dados oficiais registrados no TSE.

Luciano Mattos (PRTB) é o candidato que declarou o maior patrimônio. Mônica Benício (PSOL), Luiz Eugênio (PCO) e Vinícius Benevides (UP) informaram não ter bens.

Partido de Bolsonaro lançou 33 nomes à Casa Alta contra 19 de Lula; neste ano, 54 assentos estão em disputa. Leia no Poder360.

Patrimônio mais alto declarado foi do candidato Vanderlan Cardoso (PSD) e o menor valor declarado foi de Ernesto Ruller (PSDB).

Helder Barbalho tem o maior patrimônio declarado, com R$ 15,4 milhões. Fernanda Lopes, Gizelle Freitas e Willem da Silva informaram não possuir bens à Justiça Eleitoral.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) registrou sua candidatura ao Senado por Alagoas e declarou à Justiça

Davi Davino Filho informou patrimônio de R$ 1,4 milhão à Justiça Eleitoral, incluindo um apartamento de R$ 800 mil e aplicações em criptoativos e empresas estrangeiras.

Os dados constam no pedido de registro de candidatura apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
