
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Escolha se deseja permitir cookies para análise e funcionamento opcional. Consulte nossa Política de Cookies.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, a sexta fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. São alvos Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo indicado por Flávio Bolsonaro para disputar o Senado, e o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil na gestão de Cláudio Castro (PL). A investigação, sob relatoria de Alexandre de Moraes no STF, apura uma organização criminosa que usaria postos de combustíveis para lavar dinheiro. Segundo o Coaf, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 7 de julho de 2026, a sexta fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A ação tem como alvos Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil na gestão do governador Cláudio Castro. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que usaria uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana da capital fluminense, com participação de agentes públicos.
Canella foi indicado pelo senador Flávio Bolsonaro para disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro, dado que ganha peso político no caso. Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, o grupo investigado movimentou mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos. A cobertura de todos os lados converge nos fatos centrais: foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na capital e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, além de medidas de bloqueio de bens e suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados. Estes poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal. A operação integra a força-tarefa Missão Redentor II e segue diretrizes fixadas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 635.
A cobertura de centro, representada pela Folha de S.Paulo, detalhou que a operação está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e reconstituiu a trajetória de Marcus Amim, nomeado chefe da Polícia Civil em outubro de 2023 sob pressão de deputados estaduais e depois exonerado. A reportagem informou ter procurado a defesa de Canella e de Amim, sem obter retorno até a publicação, marcando o compromisso com o contraditório. Também registrou que Canella, quando prefeito, nomeou dois condenados por práticas de milícia como secretários em Belford Roxo.
Veículos de esquerda, como a Revista Fórum, enfatizaram o ângulo político do caso, tratando a operação como um golpe sobre o núcleo que sustenta o bolsonarismo no Rio de Janeiro. Essa cobertura destacou que a escolha de Canella para o Senado faz parte da estratégia do clã Bolsonaro para manter influência no tabuleiro fluminense e que o grupo de Cláudio Castro já enfrentava investigações, incluindo as relacionadas a aplicações de recursos públicos no Banco Master. Para esses veículos, o caso expõe a captura de áreas estratégicas do Estado por aliados leais.
Já veículos de direita, como O Antagonista, relataram a operação de forma mais contida e factual, concentrando-se nos números do Coaf, nos mandados e no enquadramento legal, sem explorar o desgaste eleitoral do bolsonarismo. Essa cobertura ressalta implicitamente que se trata de uma fase de investigação, e não de condenação, e que os alvos têm direito à ampla defesa.
O que ainda não se sabe é qual será a resposta formal da defesa de Canella e de Amim, se a candidatura ao Senado será afetada e qual o desdobramento judicial das medidas de bloqueio de bens. Também não está esclarecido o grau exato de participação de cada investigado no suposto esquema, que segue em apuração pela Polícia Federal.
Todos os lados relatam os mesmos fatos centrais: a PF deflagrou a sexta fase da Operação Unha e Carne, cumpriu 19 mandados, e o Coaf aponta movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos por meio de postos de combustíveis usados para lavagem de dinheiro.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
A Revista Fórum, veículo de esquerda, usa o rótulo 'BOLSONARISMO NA MIRA DA PF' e constrói ampla análise interpretativa vinculando a operação à estratégia eleitoral do clã Bolsonaro no Rio. Os fatos da nota da PF estão corretos, mas o enquadramento editorializa o caso como desgaste político do bolsonarismo, ângulo típico de cobertura à esquerda.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
A Folha entrega cobertura factual e paritária: nomeia os alvos, o relator no STF, a fase da operação e o histórico de nomeações de condenados por milícia, ao mesmo tempo em que declara ter buscado a defesa de Canella e Amin (marcador OUTRO LADO). Vocabulário neutro, múltiplas fontes, sem enquadramento ideológico. Cobertura CENTER exemplar.
Veículos com viés à direita
O Antagonista, veículo de direita, relata os fatos de forma direta e factual, sem editorializar contra o bolsonarismo. Menciona a indicação por Flávio e as nomeações de condenados por milícia, mas sem tom de campanha. O enquadramento sóbrio, sem explorar o ângulo do desgaste político, alinha a matéria a uma cobertura de direita contida.
Perspectivas omitidas

Órgão desencadeou nesta terça-feira a nova fase da Operação Unha e Carne e mira desvios que podem ter chegado a R$ 7,6 bilhões

Endereços ligados a Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, são alvos da ação; OUTRO LADO: reportagem busca defesa de investigado

Pré-candidato ao Senado de Flávio Bolsonaro, o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União-RJ) é um dos alvos da 6ª fase da Operação Unha e Carne,
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.


