Indicado por Flávio ao Senado é alvo da Polícia Federal
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
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A Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro, mirando Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado indicado por Flávio Bolsonaro, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do governo Cláudio Castro. A investigação apura suspeita de lavagem de dinheiro via postos de combustível, com movimentação estimada em R$7,6 bilhões em seis anos segundo o Coaf. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, e a ação segue diretrizes do STF na ADPF 635. Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, é suplente de Canella no Senado. Em ato separado, o Senado aprovou medida provisória que destina parte da arrecadação com apostas esportivas a um fundo de apoio à Polícia Federal.
Veículos de esquerda enquadraram a operação da PF como um sintoma da estrutura de poder montada pelo bolsonarismo no Rio de Janeiro, na qual a candidatura de Canella ao Senado e a ascensão de Amim à cúpula da Polícia Civil funcionariam como peças de uma mesma engrenagem política.
A cobertura mais próxima da direita tratou o caso de forma factual e institucional, enfatizando que a Polícia Federal agiu amparada por decisão judicial e por indícios financeiros do Coaf, dentro da Força-Tarefa Missão Redentor II e sob relatoria do STF na ADPF 635, sem prejulgar a culpa de Canella e Amim antes da conclusão do inquérito.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Clickbait nesta matéria: 10/100.
Veículos com viés à direita
Esquerda, centro e direita convergem sobre os fatos centrais: a PF cumpriu 19 mandados na Operação Unha e Carne, mirando Canella e Amim por suspeita de lavagem de R$7,6 bilhões via postos de combustível, com relatoria do STF na ADPF 635.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a sexta fase da Operação Unha e Carne, mirando Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro indicado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além do delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do governo Cláudio Castro (PL). A investigação apura suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustível na Região Metropolitana do Rio, que teria movimentado mais de R$7,6 bilhões nos últimos seis anos, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense, além de bloqueio de bens e suspensão de atividades de empresas ligadas ao esquema. A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, conforme diretrizes da ADPF 635.
A cobertura de centro, como a da Folha de S.Paulo e do G1, relatou os fatos com detalhamento técnico: reproduziu a nota da Polícia Federal, o teor do relatório do Coaf e buscou o contraditório dos investigados, sem obter retorno até a publicação. O G1 destacou ainda que Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, é a primeira suplente na chapa de Canella ao Senado, um arranjo político já conhecido antes da operação.
Veículos de esquerda, como a Revista Fórum, enquadraram o episódio como evidência de uma estrutura de poder montada pelo bolsonarismo no Rio de Janeiro: segundo essa cobertura, a indicação de Canella não seria apenas eleitoral, mas parte da estratégia do grupo de Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro para preservar influência sobre o estado, e a ascensão do delegado Amim à cúpula da Polícia Civil refletiria essa mesma engrenagem de aliados leais. Essa cobertura também recuperou que Canella, quando prefeito, nomeou dois secretários condenados por ligação com milícias.
Já a cobertura mais próxima da direita, como a de O Antagonista, enfatizou a dimensão factual e institucional do caso: a operação foi tratada como o funcionamento normal dos mecanismos de controle do Estado, no qual a Polícia Federal, amparada por decisão judicial e por indícios financeiros do Coaf, investiga suspeitas independentemente da filiação política dos alvos, sem prejulgar a culpa dos investigados antes da conclusão do inquérito.
Em paralelo, mas sem relação direta com o caso Canella, o Senado aprovou nesta quarta-feira (8) uma medida provisória que destina parte da arrecadação com apostas de quota fixa a um fundo de apoio à Polícia Federal, batizado de Funapol, remanejando recursos antes destinados à Saúde e à Previdência Social e somando um aporte de R$200 milhões do governo federal. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ainda não está claro se Canella ou Amim prestarão depoimento formal, nem qual o desfecho da candidatura ao Senado caso o inquérito avance. Também não há, até o momento, indicação de que Flávio Bolsonaro seja formalmente investigado no âmbito desta fase da operação.
Medida prevê que 3% do total arrecadado será destinado para Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol). Proposta vai à sanção.

Márcio Canella é investigado na Operação Unha e Carne por suposta lavagem de R$ 7,6 bilhões em postos de combustíveis enquanto Rogéria Bolsonaro compõe sua chapa ao Senado.

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Endereços ligados a Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, são alvos da ação; OUTRO LADO: reportagem busca defesa de investigado
