Itamaraty convoca encarregada de negócios da Argentina por fuga de Flávio Bolsonaro
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

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Veículos de esquerda detalharam a convocação e o histórico judicial da saída de Flávio Bolsonaro. Um deles registrou que o governo brasileiro decidiu evitar debate público com Buenos Aires; outro descreveu a convocação como praxe para registrar desagrado e relatou, segundo fonte do governo, que a ajuda na fuga compõe um quadro de intromissão na política interna brasileira.
A cobertura de centro relatou a convocação da encarregada de negócios argentina, María Emilia Cortés, pelo Itamaraty, a partir da repercussão na imprensa argentina, onde fontes trataram o encontro como procedimento padrão. Também mostrou a pressão da oposição argentina sobre o governo de Javier Milei pela participação na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
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4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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A cobertura de centro e os veículos de esquerda concordam que o Itamaraty recebeu a encarregada de negócios argentina, María Emilia Cortés, na noite de 29 de outubro, e que Flávio Bolsonaro saiu do Brasil pela fronteira argentina em jato privado depois de o Supremo Tribunal Federal mandar recolher seus passaportes.
O Itamaraty recebeu em 29 de outubro a encarregada de negócios da Argentina, María Emilia Cortés, para pedir explicações sobre a participação do governo de Javier Milei na saída do senador Flávio Bolsonaro, que cruzou a fronteira em Foz do Iguaçu e voou para os Estados Unidos apesar da ordem do Supremo Tribunal Federal.
O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, convocou a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina em Brasília, María Emilia Cortés, para explicar a participação do governo de Javier Milei na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil rumo aos Estados Unidos. Ela foi recebida na noite de quinta-feira, 29 de outubro, pelo embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, e se comprometeu a repassar o conteúdo da conversa a Buenos Aires.
Flávio, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial de 25 de outubro, deixou o país depois que o Supremo Tribunal Federal determinou a entrega de seus passaportes, num inquérito sobre suposta lavagem de dinheiro. Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, ele cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, com a mulher e as duas filhas, às 22h50 de terça-feira, 27. Cerca de 40 minutos depois, a família embarcou num jato da empresa Baires Fly, que fez escala em Guayaquil, no Equador, e chegou à região de Miami na manhã de quarta-feira, 28.
A cobertura de centro e um dos veículos de esquerda situam o episódio na crise aberta no fim de julho, quando Milei esteve no Brasil no lançamento da candidatura de Flávio e ofendeu Lula. Desde agosto, os dois países mantêm relações rebaixadas, conduzidas por encarregados de negócios, sem embaixadores.
Veículos de esquerda destacaram o histórico judicial do caso. Um deles detalhou o pedido da Polícia Federal ao ministro Alexandre de Moraes, que já apontava risco concreto e atual de fuga, e registrou que o governo brasileiro decidiu encerrar o assunto e evitar debates públicos com Buenos Aires. Outro, com base em duas fontes do governo, descreveu a convocação como praxe diplomática para registrar desagrado e relatou, segundo uma dessas fontes, que a ajuda na fuga compõe um quadro de intromissão na política interna brasileira. Esse texto também registrou a versão do chanceler argentino, Pablo Quirno, de que não houve pedido de explicações.
A cobertura de centro relatou como a imprensa argentina recebeu o gesto: fontes ouvidas lá falaram em procedimento diplomático padrão e disseram que não houve repreensão. Outra matéria de centro mostrou a pressão da oposição argentina, que reúne pedidos de informação, convocação de ministros e uma denúncia penal por encobrimento contra Milei, Quirno, a ministra de Segurança, Alejandra Monteoliva, e o estrategista Santiago Caputo. Essa matéria lembrou ainda que a Argentina era o único país da América Latina a não ter reconhecido a vitória de Lula.
Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Os textos divergem em detalhes. Um veículo de esquerda situou a reunião no Departamento do Mercosul, outro no Departamento de América do Sul. Um texto afirmou que o jato foi fretado pelo governo norte-americano, enquanto outro registrou que, segundo o dono do avião, o voo foi pago por um intermediário nos Estados Unidos. A hora de entrada na Argentina também varia entre as matérias.
Até 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, o Itamaraty não havia comentado oficialmente a convocação, o governo argentino não havia respondido aos pedidos da oposição e não estava esclarecido quem pagou o voo nem qual foi o papel exato de autoridades argentinas na travessia.

Internamente, o governo brasileiro decidiu encerrar o assunto e evitar debates públicos com Buenos Aires

Depois de perder as eleições, senador fugiu para EUA de onde agradeceu a ajuda do presidente da Argentina, Javier Milei.
Para chegar aos Estados Unidos, o senador atravessou a fronteira e pegou avião no país vizinho, em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas
