
Jaques Wagner nega senhas de celulares à PF em Salvador no caso Master
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Relatório da Polícia Federal tornado público em 11 de setembro registra que o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, recusou-se a fornecer as senhas de dois celulares apreendidos em sua casa, em Salvador, em 18 de junho. A busca integrou a nona fase da Operação Compliance Zero, que apura corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros ligados ao Banco Master e ao ex-controlador Daniel Vorcaro. A divulgação ocorreu depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ampliou a retirada de sigilo a pedido da Procuradoria-Geral da República. A defesa do senador não se manifestou.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Relatório da Polícia Federal tornado público em 11 de setembro registra que o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, recusou-se a fornecer as senhas de dois celulares apreendidos em sua casa, em Salvador, em 18 de junho.
Direita
A leitura à direita destaca que um senador da República, ex-líder do governo no Senado, se recusou a abrir os celulares apreendidos pela Polícia Federal e não apresentou nota fiscal de nenhum dos relógios de luxo encontrados em sua casa.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto reproduz o relatório da Polícia Federal com aspas literais ('O investigado negou o fornecimento de senhas dos aparelhos') e detalha valores apreendidos sem adjetivar. A escolha de acumular no mesmo bloco dinheiro em espécie, relógios de luxo e ausência de notas fiscais cria uma leitura de suspeição, mas os fatos vêm atribuídos à corporação e há registro de que a defesa foi procurada, o que sustenta perfil factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo ter perfil editorial à direita, o corpo é sóbrio e inclui uma ressalva que atenua a leitura acusatória: 'A Polícia Federal apenas relata a recusa, sem afirmar que isso configure crime ou irregularidade'. Não há vocabulário valorativo nem inferência de culpa. O texto é derivativo e mais curto, com cortes que reduzem a carga do episódio, o que puxa a classificação para centro, com confiança moderada.
A Polícia Federal registrou que o senador Jaques Wagner (PT-BA) recusou-se a informar as senhas de dois celulares apreendidos em sua casa, em Salvador, durante a nona fase da Operação Compliance Zero. O relatório veio a público depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ampliou a retirada de sigilo do caso do Banco Master.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, recusou-se a entregar à Polícia Federal as senhas de dois celulares apreendidos em sua casa, em Salvador. O registro consta de um relatório da corporação sobre a busca cumprida em 18 de junho, que veio a público em 11 de setembro, depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ampliou a retirada de sigilo dos processos ligados ao caso do Banco Master, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República.
A diligência integrou a nona fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro. No trecho referente ao senador, a Polícia Federal investiga a relação dele com o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, e apura se o parlamentar recebeu vantagens indevidas de empresários e de estruturas ligadas ao banco. Entre os episódios sob apuração estão viagens em aeronaves particulares, ingressos para shows e a negociação de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador.
Toda a cobertura converge no núcleo factual. Os agentes recolheram um celular Samsung preto e outro aparelho branco logo no início da busca, e o relatório afirma, com essas palavras, que o investigado negou o fornecimento das senhas dos aparelhos. Há convergência também sobre o estágio do caso: não existe denúncia apresentada contra o senador, e a vinda a público do documento decorre da decisão que reduziu o sigilo, não de uma nova medida judicial contra ele. A defesa do parlamentar foi procurada e não havia se manifestado até a publicação das reportagens.
A divergência aparece no recorte. A cobertura de centro foi a mais detalhada quanto ao que a busca encontrou: além dos celulares, a apreensão de R$ 16,5 mil, US$ 16.795 e € 39.675 em espécie, parte em uma mala atribuída ao senador e parte em um cofre no closet da mulher dele, e ainda um conjunto de relógios de alto valor. Esse material reproduz a observação da Polícia Federal de que o investigado disse ter adquirido os relógios ao longo dos anos, mas não apresentou nota fiscal de nenhum bem, e que o valor econômico só poderá ser aferido depois da perícia.
Veículos de direita mantiveram o foco na recusa em si e no vínculo com o empresário investigado, deixando de fora o inventário de dinheiro e de relógios, e acrescentaram uma ressalva de ordem jurídica: a corporação apenas relata a recusa, sem afirmar que ela configure crime ou irregularidade. Esse mesmo material descreve a negociação do apartamento como possível vantagem indevida, mantendo o verbo no campo da hipótese.
Veículos de esquerda não haviam produzido cobertura própria do relatório no conjunto analisado, de modo que a leitura que costuma acompanhar esse tipo de caso, centrada no devido processo legal e na assimetria entre investigado e aparato estatal, não aparece com fonte própria nesta story. O que o material disponível permite afirmar é que o documento é peça de investigação em andamento e que o contraditório ainda não foi exercido publicamente.
O que ainda não se sabe é o mais relevante. Não há informação sobre se a Polícia Federal pediu autorização judicial para desbloquear os aparelhos, nem sobre prazo para a perícia que vai atribuir valor aos bens apreendidos. Também não se conhece a origem declarada do dinheiro em três moedas encontrado na residência, além da explicação de que serviria a viagens, e não há indicação de quando a Procuradoria-Geral da República decidirá se apresenta denúncia. A versão do senador sobre o conjunto do relatório segue pendente.
Todas as versões registram os mesmos fatos centrais: a busca ocorreu em 18 de junho na casa do senador Jaques Wagner, em Salvador; dois celulares foram apreendidos; o relatório da Polícia Federal afirma que ele não forneceu as senhas; e o documento veio a público após a ampliação da retirada de sigilo no caso do Banco Master. Ninguém afirma que exista denúncia contra o parlamentar.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, se recusou a informar as senhas de dois celulares

Busca ocorreu em 18 de junho por ordem de André Mendonça; documentos da investigação foram liberados nesta sexta-feira (11) após pedido da PGR
Perspectivas omitidas



