Jaques Wagner recusou à PF senhas de celulares apreendidos no caso Banco Master
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Relatórios da Polícia Federal tornados públicos em 11 de setembro, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ampliar a retirada de sigilo do caso Banco Master a pedido da Procuradoria-Geral da República, mostram que o senador Jaques Wagner (PT-BA) se recusou a fornecer as senhas de dois celulares apreendidos em busca na sua casa, em Salvador, em 18 de junho. A PF aponta indícios de corrupção e lavagem de dinheiro na relação do senador com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e Mendonça bloqueou até R$ 5,95 milhões em bens. A defesa nega que os bens pertençam ao senador.
A Polícia Federal descreve o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, como beneficiário de voos, ingressos, um apartamento de R$ 2,45 milhões e repasses ligados ao Banco Master, em troca de atuação em pautas do banco no Congresso.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) se recusou a entregar à Polícia Federal as senhas de dois celulares apreendidos em sua casa, em Salvador, segundo relatórios do caso Banco Master liberados pelo Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça bloqueou até R$ 5,95 milhões em bens, e a defesa nega que o imóvel e os recursos pertençam ao senador.
O senador Jaques Wagner, do PT da Bahia e ex-líder do governo Lula no Senado, se recusou a fornecer à Polícia Federal as senhas de dois celulares apreendidos em sua casa, em Salvador. A informação consta de relatórios tornados públicos na sexta-feira, 11 de setembro, depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ampliou a retirada de sigilo das investigações sobre o Banco Master, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República.
A busca ocorreu em 18 de junho, na nona fase da Operação Compliance Zero, que apura corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros ligados ao Banco Master e ao seu ex-controlador, Daniel Vorcaro. Os agentes apreenderam R$ 16,5 mil, 16.795 dólares e 39.675 euros em espécie, além de relógios de luxo. Segundo o relatório, Wagner disse que o dinheiro era usado em viagens e que comprou os relógios ao longo dos anos, sem apresentar notas fiscais.
A cobertura converge nos pontos centrais da investigação. A Polícia Federal apura a relação do senador com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, descrito como principal elo com o banco. O relatório contabiliza 74 chamadas entre os dois e cita voos em aeronaves particulares, ingressos para shows e a negociação de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador. Os investigadores também atribuem a Wagner atuação pela chamada Emenda Master, que ampliava o limite protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos. Em decisão de 19 de junho, André Mendonça bloqueou até R$ 5,95 milhões em bens do senador, valor que soma o apartamento e uma transferência de R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada à família dele.
A cobertura de centro foi a mais extensa. Parte dela detalhou o conteúdo das conversas e registrou que o relatório não mostra contato direto entre Wagner e Vorcaro. Outra parte deu espaço amplo à defesa, que afirma que o imóvel pertence a uma empresa terceira, que os R$ 3,5 milhões circularam entre empresas que não são do senador e que a emenda de sua autoria sobre crédito consignado propunha teto de juros, contrariando os bancos. Os advogados também alegam cerceamento de defesa por causa do vazamento do inquérito. Essa cobertura lembrou ainda que o presidente Lula declarou confiar na honestidade do aliado, e que a declaração de bens de R$ 24,5 milhões entregue à Justiça Eleitoral não menciona o apartamento.
O veículo de direita que cobriu o caso concentrou-se na recusa das senhas e na suspeita de vantagens indevidas, mas ressalvou que a Polícia Federal apenas registra a recusa, sem afirmar que ela configure crime. Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda sobre os novos relatórios, o que deixa sem contraponto próprio desse campo a leitura pública do caso.
Ainda não se sabe o que os peritos encontraram nos celulares apreendidos, nem o valor exato dos relógios. Também não está claro se o apartamento chegou a ser comprado e por quem. A defesa do senador não respondeu aos pedidos de comentário sobre a recusa das senhas, e não há informação sobre denúncia formal da Procuradoria-Geral da República.
Em relatório da PF cujo sigilo foi derrubado nessa sexta-feira (11/09), investigadores afirmam haver 'robustos indícios' da participação de Wagner em crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de ativos.

Recursos teriam sido repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima, do Master, segundo apurações da Polícia Federal

O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, se recusou a informar as senhas de dois celulares

Busca ocorreu em 18 de junho por ordem de André Mendonça; documentos da investigação foram liberados nesta sexta-feira (11) após pedido da PGR
