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Na terça-feira, 16 de junho de 2026, três pesquisas eleitorais (CNT/MDA, Futura/Apex e a anterior Nexus/BTG) apontaram o presidente Lula (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) tanto no primeiro quanto no segundo turno da corrida presidencial de 2026. No mesmo dia, começou o julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF, em meio à repercussão de novas tarifas dos Estados Unidos sobre o Brasil e da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas por Washington, após viagem dos irmãos Bolsonaro para se reunir com Donald Trump.
O julgamento de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal começou na terça-feira, 16 de junho de 2026, em meio a um cenário de acirramento da corrida presidencial e à repercussão de novas medidas dos Estados Unidos contra o Brasil. No mesmo dia, três pesquisas de intenção de voto ganharam destaque e ajudaram a desenhar o quadro eleitoral: a CNT/MDA, a Futura/Apex e a Nexus/BTG, divulgada na véspera. Todas apontaram o presidente Lula à frente do senador Flávio Bolsonaro, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
A pesquisa CNT/MDA, registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04256/2026, mostrou Lula com 49,3% das intenções de voto no segundo turno contra 36,8% de Flávio, uma vantagem de 12,5 pontos. Em abril, essa diferença era de apenas 4,7 pontos. No primeiro turno, o petista marcou 41,8% e o senador, 28,2%. O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 10 e 14 de junho, com margem de erro de 2,2 pontos. Já a Futura/Apex, registrada sob o número BR-01461/2026, apontou um placar mais apertado no segundo turno: Lula com 48,1% e Flávio com 42,9%, ambos oscilando dentro da margem de erro. A Nexus/BTG, por sua vez, deu a Lula 42% no primeiro turno e 49% contra 43% no segundo.
A cobertura de centro relatou os números de forma factual, com metodologia, datas e registros no Tribunal Superior Eleitoral, e contextualizou que a rejeição de Flávio (56,5%) supera a de Lula (45,7%), enquanto a avaliação do governo federal melhorou em relação aos levantamentos anteriores. Os três cenários convergem em um ponto central: a quatro meses da eleição, o petista lidera com folga.
A divergência aparece no enquadramento. Veículos de esquerda enfatizaram a ampliação da vantagem de Lula e a deterioração da candidatura de Flávio, associando a queda à aproximação dos irmãos Bolsonaro com Donald Trump. Para essa cobertura, o tarifaço americano e a viagem da família a Washington representam risco ao emprego e ao bolso do trabalhador, e a atuação no exterior é lida como afronta à soberania nacional, reforçada pelo julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF. Já veículos de direita relativizaram o impacto do tarifaço, lembrando, com base em análise do cientista político Rubens Figueiredo, que a nova rodada de tarifas atingiu 59 países e não tem o Brasil como alvo exclusivo. Nesse enquadramento, a articulação dos Bolsonaro junto ao governo Trump é ação estratégica global, e a responsabilidade por eventuais danos econômicos deve recair sobre a condução do governo Lula.
Figuras dos dois campos concordam em um diagnóstico: o episódio se transformou em uma guerra de narrativas. O mesmo fato, da viagem aos EUA às tarifas e ao julgamento, tende a ser interpretado de maneiras opostas conforme o alinhamento político do eleitor. Segundo a análise citada pela cobertura de direita, o desfecho dependerá menos do fato em si e mais da capacidade de cada lado de convencer o eleitorado sobre quem deve ser responsabilizado.
O que ainda não se sabe é qual narrativa prevalecerá até outubro, qual será o efeito concreto das tarifas americanas sobre preços e inflação no Brasil, e como o julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF, ainda em curso, afetará a dinâmica eleitoral. As pesquisas retratam um momento, e a campanha apenas começa.
As três pesquisas (CNT/MDA, Futura/Apex e Nexus/BTG) convergem em mostrar Lula à frente de Flávio Bolsonaro nos dois turnos a quatro meses da eleição; todos os lados reconhecem que o episódio das tarifas e da viagem aos EUA virou uma guerra de narrativas eleitoral.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
CartaCapital detalha os sete cenários de segundo turno com precisão (factual) e cruza com a Nexus/BTG, mas o conteúdo recomendado e o tom ('Moraes barra tentativa de Flávio', 'jornalismo progressista') marcam o viés de esquerda do veículo na curadoria editorial.
Perspectivas omitidas
O DCM reporta de forma detalhada os cenários da Futura/Apex (dados factuais), mas enfatiza no título e no lead a 'ampliação de vantagem' de Lula e a melhora na avaliação do governo, com ênfase positiva ao petista típica do viés de esquerda do veículo.
Perspectivas omitidas
Texto do ICL Notícias reporta números da CNT/MDA com metodologia detalhada (factual), mas a curadoria editorial e os links relacionados ('Lula exige respeito à soberania', 'critica protecionismo, neoliberalismo') enquadram favoravelmente o petista, caracterizando viés de esquerda na seleção e ênfase.
Perspectivas omitidas
Título do DCM 'Lula vence de lavada' usa linguagem valorativa e celebratória sobre os mesmos números da CNT/MDA, enquadramento de esquerda evidente; o corpo é factual e detalhado, mas a manchete amplifica emocionalmente o resultado favorável ao petista.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
O texto, da VEJA, relativiza o tarifaço como medida global ('59 países, não foi só no Brasil') e enquadra a atuação dos irmãos Bolsonaro junto a Trump como ação estratégica disputada, atenuando o ângulo de prejuízo econômico atribuído ao campo bolsonarista; framing favorável à direita ao distribuir responsabilidade ao governo Lula.
Perspectivas omitidas

O levantamento se baseia em 2.002 entrevistas realizadas entre 10 e 14 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais

Presidente Lula lidera sobre Flávio Bolsonaro no 1° e no 2º turno por 48,1% a 42,9%, mostra pesquisa Futura/Apex.

Cientista político avalia que disputa eleitoral transformará tarifas dos EUA e atuação dos irmãos Bolsonaro em mais um embate de versões até outubro

A nova pesquisa CNT/MDA mostra Lula com 49,3% no segundo turno contra 36,8% de Flávio Bolsonaro, ampliando vantagem em relação a abril

Pesquisa CNT/MDA mostra Lula com 49,3% no 2º turno contra 36,8% de Flávio Bolsonaro e melhora na avaliação do governo
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