Justiça Militar de São Paulo julga Francisco Laroca por morte de sargento
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O Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo julga nesta terça-feira o capitão Francisco Carlos Laroca Júnior e o cabo Fabiano Rizzo, acusados da morte do sargento Rullian Ricardo da Silva, baleado em abril de 2023 dentro de um alojamento da Polícia Militar na capital paulista. Os dois respondem por homicídio qualificado e fraude processual e alegam legítima defesa. A audiência, na 4ª Auditoria Militar, está marcada para as 14h, diante de um conselho especial de justiça formado por um tenente e três majores da corporação.
Veículos de direita tratam o caso como episódio a ser resolvido pelo devido processo legal, com as garantias do contraditório e da ampla defesa preservadas. O capitão Francisco Carlos Laroca Júnior e o cabo Fabiano Rizzo sustentam que agiram em legítima defesa diante de um colega armado e serão julgados por um tribunal especializado, em sessão pública e transmitida on-line.
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Veículos com viés à direita
As duas coberturas registram que o julgamento ocorre nesta terça-feira na Justiça Militar de São Paulo, que Francisco Carlos Laroca Júnior e Fabiano Rizzo respondem por homicídio e fraude processual pela morte do sargento Rullian Ricardo da Silva em abril de 2023, e que os réus alegam legítima defesa. Ambas também informam que a sessão é aberta ao público.
O capitão Francisco Carlos Laroca Júnior e o cabo Fabiano Rizzo são julgados pela Justiça Militar de São Paulo pela morte do sargento Rullian Ricardo da Silva, baleado em abril de 2023 num alojamento da PM na capital depois de discutir uma troca de escala. A defesa alega legítima defesa; a família contesta. Abaixo, o que a cobertura de centro e a de direita escolheram mostrar, onde convergem e o que ainda não foi esclarecido.
O Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo julga nesta terça-feira o capitão Francisco Carlos Laroca Júnior e o cabo Fabiano Rizzo, acusados da morte do sargento Rullian Ricardo da Silva, baleado dentro de um alojamento da Polícia Militar na capital paulista em abril de 2023. Os dois respondem por homicídio qualificado e por fraude processual. A audiência está marcada para as 14h, na 4ª Auditoria Militar, diante de um conselho especial de justiça formado por um tenente e três majores da corporação. As defesas sustentam que os policiais agiram em legítima defesa.
A cobertura de centro relatou a cronologia do episódio com detalhe. Rullian Ricardo da Silva tinha 40 anos e estava havia 17 anos na Polícia Militar. Natural de Franca, no interior paulista, tinha se mudado para a capital um ano antes, depois de ser promovido a sargento. Estava insatisfeito com a desorganização das escalas de trabalho e reclamou disso em áudios enviados a amigos. No feriado da Páscoa de 2023 deveria ter folga e pretendia visitar a família, mas foi comunicado de última hora de que assumiria o plantão. Em 6 de abril, discutiu com o capitão sobre a mudança de escala. Segundo a versão apresentada à época pelo Comando da Polícia Militar, o sargento apontou uma arma e o capitão disparou três vezes para se defender; o motorista dele, o cabo Fabiano Rizzo, atirou mais uma vez. Rullian foi atingido no pescoço e no tórax e morreu no alojamento. As armas dos três policiais foram apreendidas.
Os dois lados da cobertura convergem no essencial: a data e o horário do julgamento, a competência da Justiça Militar estadual, a tipificação por homicídio e fraude processual, a existência de versões conflitantes sobre a dinâmica dos disparos e a alegação de legítima defesa dos réus. Também convergem em que a sessão é pública e terá transmissão on-line.
As divergências aparecem no que cada recorte escolhe iluminar. Veículos de direita enfatizaram o rito processual, a publicidade da sessão e a simetria entre acusação e defesa, tratando a dinâmica do episódio como matéria ainda em esclarecimento e registrando a repercussão do caso entre integrantes da corporação. A cobertura de centro deu espaço ao material que tensiona a tese dos acusados: as imagens da câmera acoplada à farda do policial que atendeu a ocorrência, que registram o capitão se justificando e a vítima baleada em um beliche, envolta em uma coberta, de onde foi retirado um revólver calibre 32. A leitura de esquerda, que até aqui não produziu cobertura própria sobre o caso, tende a enquadrar o episódio pela hierarquia e pela condição de trabalho: a morte veio depois de uma reclamação sobre escalas e cancelamento de folga, e a acusação de fraude processual sugere manipulação da cena, o que reforçaria o argumento de que a apuração interna não basta e o controle externo sobre a polícia é necessário.
A advogada Pâmela Stradioti, que representa a família da vítima e atua na acusação, afirmou que a defesa terá de provar a legítima defesa e que essa tese não encontra amparo no que foi produzido em três anos de investigação. Os familiares contestam desde o início a versão de que Rullian apontou uma arma para o superior.
O que ainda não se sabe é o mais relevante. Não há decisão do conselho especial de justiça, e a sessão desta terça-feira é etapa do processo, não necessariamente o seu fim. Também não foram divulgados o laudo pericial completo sobre o revólver calibre 32 encontrado junto da vítima, a conclusão da apuração da Corregedoria da Polícia Militar aberta depois do crime, nem a linha argumentativa que os advogados dos réus apresentarão em plenário. Nenhuma das coberturas informa qual será o calendário do processo caso a sessão não se conclua nesta data.
A Justiça Militar julga nesta terça-feira os PMs acusados de matar o sargento Rullian Ricardo da Silva após uma discussão por escala de trabalho em São Paulo.

Rulian Ricardo Adrião da Silva foi morto em abril de 2023. Policiais militares respondem por homicídio e fraude processual; sessão será aberta ao público
