Flávio Dino restabelece post sobre Nossa Senhora Aparecida e tensiona TSE
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- ICL NotíciasKassio Nunes prepara reação à decisão de Dino sobre Nossa Senhora Aparecida(Folhapress) - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, prepara uma reação à decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Jornal GGNDino derruba decisão de Mendonça e autoriza publicação de post sobre Nossa SenhoraA publicação do humorista Antonio Tabet fazia referência a um suposto ataque à padroeira do Brasil, sem citar nominalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL)(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
- Congresso em FocoTabet celebra decisão de Dino e republica post sobre Nossa SenhoraHumorista afirmou que decisão preserva as liberdades de expressão e religiosa e disse que voltará a publicar conteúdo retirado após ordem de André Mendonça.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Notícias ao Minuto BrasilDino anula decisão do TSE e libera publicação sobre Nossa Senhora (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Folha de S.PauloKassio prepara reação à decisão de Dino sobre Nossa Senhora e vai cobrar de Fachin medida contra manipulaçãoPresidentes do TSE e do Supremo se reúnem nesta segunda-feira (28) e devem discutir tensão entre as duas cortes(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
- Conexão PolíticaDino anula decisão de Mendonça e libera publicações sobre caso Nossa Senhora AparecidaO ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou neste domingo uma decisão do ministro André Mendonça, do STF e também ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e liberou publicações nas(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Terra Brasil NotíciasGlenn Greenwald critica decisão de Flávio Dino que liberou postagem sobre Nossa SenhoraO jornalista Glenn Greenwald reagiu à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restabeleceu uma publicação(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
- Terra Brasil NotíciasRogério Marinho acusa Dino de favorecer Lula após decisão sobre post de Nossa SenhoraO senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, criticou neste domingo (27) a decisão(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
- Publicações removidas com base na ordem de André Mendonça voltam ao ar, e outros perfis atingidos podem pedir extensão da decisão de Flávio Dino.
- A multa diária de 30 mil reais por republicação deixa de valer para o conteúdo restabelecido.
- A pouco mais de duas semanas do 12 de outubro, o tema religioso segue livre para circular na campanha presidencial.
- O encontro entre Kassio Nunes Marques e Edson Fachin pode gerar regra nova para a distribuição de processos no Supremo Tribunal Federal.
Onde os lados divergem
- Veículos de esquerda tratam a decisão de Flávio Dino como proteção da liberdade de expressão e do debate religioso em campanha.
- Veículos de direita tratam a mesma decisão como invasão de competência do Tribunal Superior Eleitoral e possível vantagem eleitoral para o governo.
- A cobertura de centro concentra-se no conflito institucional e na suspeita de direcionamento de processos dentro do Supremo Tribunal Federal.
- Divergem ainda sobre a natureza do post: conteúdo notoriamente inverídico, para Mendonça, ou crítica política protegida, para Dino.
Onde os lados concordam
Os três lados registram a mesma sequência: André Mendonça mandou remover a publicação de Antônio Tabet na sexta-feira, 25, com multa diária de 30 mil reais, e Flávio Dino anulou a ordem no domingo, 27, determinando o restabelecimento do conteúdo. Todos registram também que Flávio Bolsonaro nega pretender retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil e que o episódio expõe atrito entre o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral.
O que ainda está incerto
- Não se sabe se o Tribunal Superior Eleitoral vai recorrer da decisão ou levá-la ao plenário.
- Não há definição sobre o resultado da reunião entre Kassio Nunes Marques e Edson Fachin nem sobre a criação de regra contra o direcionamento de processos.
- Falta informação sobre quantas publicações foram efetivamente restabelecidas pelas plataformas digitais.
- Não houve decisão de mérito sobre a licitude do conteúdo, apenas juízo provisório.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, anulou a ordem dada por André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral e liberou publicações sobre a lei que torna Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil. A decisão atingiu um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e acirrou a tensão entre as duas cortes em plena disputa presidencial.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou no domingo, 27 de setembro, uma decisão tomada pelo ministro André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mandou restabelecer publicações nas redes sociais sobre a lei que reconhece Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A ordem derrubada havia sido assinada na sexta-feira, 25, a pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro, do PL, candidato à Presidência, e previa multa diária de 30 mil reais para quem republicasse o conteúdo.
No centro do caso está uma postagem do humorista Antônio Tabet, publicada em 24 de setembro, com a imagem da santa e a frase de que a família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida. O texto não citava nominalmente o candidato, mas a campanha sustentou que a mensagem se dirigia a ele e estava ligada à circulação da informação, negada pelo senador, de que ele pretenderia retirar o título de padroeira caso fosse eleito. Para Mendonça, o conteúdo era notoriamente inverídico e tinha potencial de interferir na formação da vontade do eleitor. Para Dino, não havia grau de certeza de ilicitude que justificasse restrição tão ampla à liberdade de expressão e à liberdade religiosa, porque concluir o contrário exigiria presumir que a expressão usada apontava para um candidato específico. A decisão valeu também para outras publicações retiradas com o mesmo fundamento, e horas depois Tabet republicou o post.
A cobertura de centro relatou o desdobramento institucional. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, prepara uma reação e se reúne nesta segunda-feira com o presidente do STF, Edson Fachin, para tratar do que considera interferência indevida de ministros do Supremo na corte eleitoral. Ele também quer cobrar regra contra o direcionamento de processos: Dino examinou o pedido de Tabet dentro de um processo que tramitava em seu gabinete desde maio e que tratava de censura a publicações sobre a inelegibilidade do ex-deputado Deltan Dallagnol, o que, segundo interlocutores do presidente do TSE, feriria o princípio do juiz natural. Ministros que reabriram casos arquivados argumentam que os novos pedidos tratam de tema semelhante ao original e que a distribuição foi feita pela secretaria judiciária do próprio tribunal.
Veículos de esquerda enfatizaram o mérito da decisão e o histórico do conflito, lembrando que esta é a segunda vez em menos de um mês que Dino revê uma ordem de Mendonça, depois do caso que afastou a cúpula da Polícia Federal, e sublinhando que crítica eleitoral e debate religioso não podem ser interditados por decisão judicial. Veículos de direita concentraram a cobertura nas reações contrárias: o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, acusou Dino de ultrapassar regras de competência, falou em jurisprudência de conveniência e pediu que Fachin preserve a normalidade constitucional, enquanto o jornalista Glenn Greenwald classificou como contraditória a defesa da liberdade de expressão feita pelo ministro e por setores da esquerda. Nos dois lados aparece o mesmo pano de fundo: a divisão do Supremo entre o grupo de Dino, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin e o de Kassio, Mendonça e Luiz Fux, atrito que se agravou com os desdobramentos da investigação sobre o Banco Master.
Ainda não se sabe o que sairá da conversa entre Kassio Nunes Marques e Edson Fachin, se o Tribunal Superior Eleitoral vai recorrer da decisão ou levá-la ao plenário, quantas publicações foram efetivamente restabelecidas pelas plataformas e se o Supremo criará alguma regra formal para a redistribuição de pedidos em processos arquivados. Também não há decisão de mérito sobre a licitude do conteúdo: o que existe até agora é juízo provisório, tomado a pouco mais de duas semanas do dia 12 de outubro, data em que a devoção à padroeira volta ao centro do calendário do país.
Fontes

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou neste domingo uma decisão do ministro André Mendonça, do STF e também ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e liberou publicações nas

Humorista afirmou que decisão preserva as liberdades de expressão e religiosa e disse que voltará a publicar conteúdo retirado após ordem de André Mendonça.

(Folhapress) - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, prepara uma reação à decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal

A publicação do humorista Antonio Tabet fazia referência a um suposto ataque à padroeira do Brasil, sem citar nominalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL)


O jornalista Glenn Greenwald reagiu à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restabeleceu uma publicação

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, criticou neste domingo (27) a decisão

O humorista Antonio Tabet comemorou neste domingo (27) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que

Presidentes do TSE e do Supremo se reúnem nesta segunda-feira (28) e devem discutir tensão entre as duas cortes