Leia na íntegra a nova pesquisa Real Time Big Data sobre a eleição presidencial
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Os dois levantamentos divulgados no mesmo dia confirmam a dianteira do presidente Lula na disputa presidencial de 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Nas duas pesquisas, o presidente aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro em todos os cenários testados, com vantagem que chega a onze pontos em um deles. A leitura pelo prisma da esquerda destaca que a coalizão em torno do governo mantém a maior base de apoio do país, sobretudo no Nordeste, e que a insatisfação medida na avaliação da gestão não se converteu, até aqui, em transferência de voto para o campo conservador. O enquadramento associa o pleito à disputa entre projetos de país, com ênfase na continuidade das políticas sociais e na defesa das instituições democráticas.
Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas em 21 de julho de 2026 e registradas no Tribunal Superior Eleitoral apontam o presidente Lula (PT) na liderança da corrida presidencial, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em segundo.
Pelo prisma da direita, o dado relevante das pesquisas não é a liderança do presidente, e sim o reordenamento do campo conservador e o estreitamento da disputa no segundo turno. O senador Flávio Bolsonaro chega a 42% contra 45% do presidente, empate técnico dentro da margem de erro, e interrompe uma sequência de perdas registrada em rodadas anteriores.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados reproduzem os mesmos números e a mesma metodologia: o presidente lidera o primeiro turno nas duas pesquisas, o senador aparece em segundo, e o segundo turno do Real Time Big Data (45% a 42%) está dentro da margem de erro de dois pontos. Ninguém contesta o registro dos levantamentos no TSE nem o tamanho das amostras.
Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas em 21 de julho de 2026 recolocaram a corrida presidencial no centro do debate político. O levantamento do instituto Real Time Big Data, realizado entre os dias 18 e 20 de julho com 2.000 eleitores em entrevistas presenciais e margem de erro de dois pontos percentuais, aponta o presidente Lula (PT) na liderança do primeiro turno, com 40% das intenções de voto, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No mesmo dia, o instituto Indexa, que ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 16 e 19 de julho, com margem de 2,2 pontos, mostrou o presidente com 41% e o senador com 30%. Os dois levantamentos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral, sob os protocolos BR-05864/2026 e BR-02904/2026, ambos com nível de confiança de 95%.
Nos cenários de segundo turno, os números apertam. O Real Time Big Data registra 45% para o presidente e 42% para o senador, diferença que cabe dentro da margem de erro e configura empate técnico, além de 8% de votos brancos ou nulos e 5% de indecisos. Já o Indexa aponta 46% a 39%, vantagem mais folgada. A cobertura de centro detalhou o restante do cenário estimulado: Renan Santos (Missão) com 9%, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) com 7%, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) com 2%, e o escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (DC) com 1% cada. Brancos e nulos somam 3% e indecisos, outros 3%. A mesma rodada mediu ainda a avaliação da gestão federal: 50% desaprovam e 46% aprovam, com 35% de avaliações ótima ou boa e 38% de ruim ou péssima.
Veículos de esquerda concentraram a cobertura na dianteira do presidente. As notas publicadas por esse campo destacaram que ele lidera os dois levantamentos em todos os cenários testados, reproduziram a metodologia e o registro no TSE e trataram o momento como confirmação da força eleitoral do governo. Em blocos anexados ao próprio texto, esses veículos enquadraram o pleito como disputa entre projetos de país e descreveram o avanço conservador no Congresso como ameaça institucional.
Veículos de direita deslocaram o eixo da leitura para o campo conservador. A ênfase recaiu sobre a recuperação do senador no segundo turno, com alta de dois pontos que o instituto classificou como sinal de que a queda foi estancada, embora a variação esteja dentro da margem de erro. O outro destaque foi o salto do terceiro colocado, que subiu de 6% no levantamento de 1º de junho para 9% nesta rodada, isolando-se à frente dos dois ex-governadores que disputam o mesmo eleitorado. Segundo esses veículos, o desempenho é mais forte entre eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, onde chega a 15%, entre jovens de 16 a 34 anos e no Sudeste, com 12%. A perda de tração de um dos ex-governadores, hoje em 2%, é apresentada como redistribuição de preferências dentro da direita.
Há convergência sobre os fatos duros. Os três campos de cobertura reproduzem os mesmos percentuais, a mesma metodologia e o mesmo registro oficial, e nenhum contesta que o presidente lidera o primeiro turno nas duas pesquisas nem que o segundo turno do Real Time Big Data está dentro da margem de erro. A divergência é de saliência: um lado organiza a notícia em torno da liderança, o outro em torno do reordenamento do campo adversário e da avaliação negativa do governo.
O que ainda não se sabe é se essas variações se sustentam. Nenhuma das matérias apresenta série histórica completa que permita separar tendência de oscilação estatística, e os dois institutos usaram métodos de coleta diferentes, telefone e entrevista presencial, o que dificulta comparação direta. Também não há informação sobre o tamanho das subamostras usadas nos recortes por renda, idade e região, sobre o efeito das convenções partidárias em curso, nem sobre como a insatisfação medida na avaliação de governo pode ou não migrar para voto até a data da eleição.
Levantamento mostra Lula na liderança, Flávio interrompendo a sequência de queda e um avanço de Renan Santos que começa a mexer no tabuleiro da direita

Levantamento mostra candidato da Missão isolado na terceira posição da corrida presidencial, à frente de Ronaldo Caiado e Romeu Zema

O instituto entrevistou 2.000 eleitores por telefone entre 16 e 19 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais

O instituto entrevistou 2.000 eleitores entre 18 e 20 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais

Nenhum dos outros pré-candidatos testados chegou a mais de 10% das intenções de voto; pesquisa ouviu 2 mil pessoas em todo o território nacional, com margem de erro de 2 pontos percentuais

Pesquisa ouviu 2 mil pessoas em todo o território nacional, com margem de erro de 2 pontos percentuais