Lula diz que debates presidenciais são infrutíferos e prefere o de segundo turno
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita

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Veículos de esquerda trataram a fala de Lula como uma crítica bem-humorada e fundamentada ao modelo de debates da emissora, que, segundo o presidente, já o tratou de forma desigual. A cobertura resgatou o histórico citado por ele, de anos sem debate e da cadeira vazia de 2006, e reforçou a ideia de que a disputa presidencial exige seriedade, e não espetáculo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), afirmou em entrevista a um podcast na quinta-feira (1º) que os debates presidenciais com muitos candidatos são infrutíferos e desequilibrados. A fala ocorreu na noite em que o último debate antes do primeiro turno foi cancelado, depois que Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), desistiu de comparecer. Lula já havia anunciado que não iria.
Pelo prisma da direita, a fala de Lula pode ser lida como justificativa para fugir do confronto público com os adversários na reta final do primeiro turno. A proposta de limitar o debate a quem lidera as pesquisas reforça a crítica de que o presidente quer escolher as regras da disputa, e os ataques pessoais a Flávio Bolsonaro contrastam com o discurso de seriedade.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
As duas coberturas registram que Lula chamou os debates com muitos candidatos de infrutíferos, disse preferir o confronto de segundo turno e não compareceu ao último debate antes do primeiro turno, cancelado após a desistência de Flávio Bolsonaro.
O presidente Lula afirmou que os debates presidenciais com muitos candidatos são infrutíferos e desequilibrados, na noite em que o último debate antes do primeiro turno foi cancelado pela desistência de Flávio Bolsonaro. A cobertura de esquerda destacou as críticas dele à emissora; a de centro, as aspas sobre pesquisas e adversário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, candidato à reeleição, afirmou na quinta-feira, 1º de outubro, que os debates presidenciais com muitos candidatos são infrutíferos e desequilibrados. A declaração foi feita em entrevista a um podcast, na mesma noite em que deveria ocorrer o último debate na televisão antes do primeiro turno. O encontro acabou cancelado depois que o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, desistiu de comparecer. Lula já havia avisado que não iria.
As duas coberturas convergem no conteúdo central da fala. Segundo o presidente, debates com cinco ou seis candidatos não têm sequência, porque cada um fala dois minutos e espera dez. Nesse formato, disse, o pessoal começa a fazer gracinha, quando a disputa pela Presidência é algo sério. Lula afirmou que o debate bom é o de segundo turno, com dois candidatos cara a cara. Ele também defendeu que o confronto reflita o tamanho de cada candidatura nas pesquisas, dizendo que não faz sentido colocar frente a frente quem tem 49% e quem tem 1%. Sobre as pesquisas, declarou que as leva a sério, mas que nem todas merecem a mesma credibilidade.
Na mesma entrevista, Lula atacou o principal adversário. Chamou Flávio Bolsonaro de desqualificado e disse que o senador não tem passado, presente nem futuro. Afirmou ainda acreditar que pode vencer no primeiro turno. Antes da desistência de Flávio, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, havia proibido a emissora organizadora de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente.
A cobertura de centro relatou as declarações de forma direta, concentrada nas aspas sobre o formato dos debates, as pesquisas e o adversário, sem trazer resposta de Flávio Bolsonaro. Veículos de esquerda deram mais espaço ao histórico que Lula usou para justificar a ausência. Destacaram a afirmação de que não houve debate em 1994 e 1998 porque a emissora favorecia Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, e a lembrança de 2006, quando ele faltou e a emissora colocou uma cadeira vazia em seu lugar. Esses veículos apresentaram a fala como crítica bem-humorada e reforçaram a acusação de preconceito feita pelo presidente. Até o momento, nenhum veículo de direita publicou leitura própria da entrevista com enquadramento ideológico, e a cobertura disponível não traz a reação do campo conservador às declarações.
Ainda não se sabe se a emissora vai responder às acusações de favorecimento feitas por Lula, nem se haverá debate entre os candidatos no segundo turno, caso a disputa chegue lá. Também não está claro se a ausência do presidente e o cancelamento do encontro terão algum efeito sobre o eleitor na reta final do primeiro turno.
As declarações foram feitas durante entrevista ao podcast Flow, nesta quinta-feira (1º)

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