Lula tem 55% de reprovação em São Paulo enquanto empata no cenário nacional
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →Para a leitura de esquerda, o quadro nacional mostra um governo que resiste depois de um período de desgaste: aprovação e desaprovação praticamente empatadas, com oscilação positiva de um ponto em relação à rodada de 17 de agosto, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente em todos os cenários de segundo turno testados. O resultado adverso em São Paulo é tratado como característica conhecida do maior colégio eleitoral do país, historicamente mais resistente ao Partido dos Trabalhadores, e não como retrato do sentimento nacional. A ênfase recai sobre a estabilidade da base social do governo e sobre o fato de que a direita continua sem um nome capaz de abrir vantagem.
Dois levantamentos divulgados em 24 de agosto de 2026 mediram a situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em recortes diferentes. Em São Paulo, o Real Time Big Data apurou 41% de aprovação e 55% de desaprovação ao trabalho do presidente, com 25% classificando a gestão como ótima ou boa e 40% como ruim ou péssima.
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As duas coberturas reproduzem os mesmos números sem contestá-los e tratam os cenários de segundo turno como tecnicamente empatados. Há convergência de que a avaliação qualitativa do governo é negativa nos dois recortes: 40% de ruim ou péssimo em São Paulo e 43% no país, ambos acima da fatia de ótimo ou bom.
Dois levantamentos divulgados em 24 de agosto de 2026 medem a situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em recortes diferentes: em São Paulo, 41% aprovam e 55% desaprovam o trabalho dele; no país, o governo tem 48% de aprovação e 49% de desaprovação, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Dois levantamentos de opinião divulgados nesta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, colocaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em situações bastante distintas conforme o recorte geográfico. Em São Paulo, o instituto Real Time Big Data apurou que 41% dos eleitores aprovam o trabalho do presidente e 55% desaprovam, enquanto 4% não souberam ou não responderam. No agregado nacional, a pesquisa BTG/Nexus registrou 48% de aprovação e 49% de desaprovação ao governo federal, diferença que cabe na margem de erro de dois pontos percentuais e caracteriza empate técnico.
Os dois estudos estão registrados na Justiça Eleitoral. O levantamento paulista ouviu 2.000 eleitores do estado entre 19 e 22 de agosto, tem nível de confiança de 95%, custou 30 mil reais com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06537/2026. O levantamento nacional entrevistou 2.006 eleitores por telefone entre 21 e 23 de agosto, com a mesma margem de dois pontos, e recebeu o registro BR-09028/2026.
As avaliações qualitativas seguem a mesma direção nos dois recortes, com intensidade diferente. Entre os paulistas, 25% classificam o trabalho do presidente como ótimo ou bom, 32% como regular e 40% como ruim ou péssimo. No país, 35% dizem ótimo ou bom, 22% regular e 43% ruim ou péssimo. Em ambos os casos, a fatia negativa supera a positiva por margem maior do que a apurada na pergunta binária de aprovação, o que sugere um eleitorado que aceita o governo sem entusiasmo.
O estudo nacional também testou cenários eleitorais. Na simulação de primeiro turno, o presidente aparece com 41% das intenções de voto, o senador Flávio Bolsonaro com 37% e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, com 5%. Em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, o presidente marca 46% ante 45% do senador. Contra Caiado, são 46% a 42%. Todos esses confrontos ficam dentro ou no limite da margem de erro, ou seja, configuram disputas tecnicamente empatadas.
A cobertura de centro apresentou o resultado paulista de forma estritamente metodológica, com título espelhando o número principal, detalhamento de amostra, período de campo, custo, financiamento e link para a íntegra do estudo, sem interpretação política do dado. Já os veículos de esquerda escolheram como fio condutor o equilíbrio do quadro nacional, destacaram a oscilação de um ponto favorável ao governo em relação à rodada divulgada em 17 de agosto, quando a aprovação estava em 47% e a desaprovação em 48%, e sublinharam que o presidente lidera todos os cenários de segundo turno testados. Nessa leitura, a rejeição em São Paulo é característica conhecida do maior colégio eleitoral do país, e não retrato do sentimento nacional. Veículos de direita não haviam publicado sobre os dois levantamentos até o fechamento desta reportagem, de modo que o ângulo mais explorado por esse campo, o de que uma desaprovação de 55% no estado mais populoso do país indica desgaste, não aparece atribuído a nenhuma cobertura do conjunto analisado.
A divergência de enquadramento fica clara na escolha do número que abre cada texto. Quem começa pelo empate técnico nacional descreve um governo estabilizado. Quem começa pelos 55% de desaprovação em São Paulo descreve um governo em dificuldade. Os dois números são verdadeiros, foram apurados por institutos diferentes, com amostras diferentes e universos diferentes, e não se contradizem.
O que ainda não se sabe é como esses recortes se conectam. Nenhum dos dois levantamentos testou cenários de primeiro ou segundo turno em São Paulo isoladamente na cobertura analisada, nem apresentou os cortes internos da amostra paulista por renda, escolaridade ou região do estado. Também não há série histórica do instituto paulista que permita saber se os 41% de aprovação representam queda, alta ou estabilidade em relação a medições anteriores no mesmo estado. Por fim, falta saber se o campo da oposição manterá mais de um nome na disputa, variável que os próprios números indicam ser decisiva: somados, os candidatos testados fora do governo já superam o percentual do presidente no primeiro turno.
Pesquisa BTG/Nexus aponta 48% de aprovação e 49% de desaprovação de Lula, além de empate técnico com Flávio Bolsonaro.

Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores do Estado de 19 a 2 de agosto; margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia no Poder360.
