Mauro Mendes, do União Brasil, aparece na liderança da disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado Federal, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em 24 de agosto de 2026. O ex-governador soma 52,3% das intenções de voto na pesquisa estimulada, aquela em que o entrevistado recebe a lista de nomes. Janaina Riva, do MDB, aparece em segundo lugar, com 33,7%. Como o estado elege dois senadores em outubro e cada entrevistado podia citar até dois nomes, a soma dos percentuais ultrapassa 100%.
No bloco intermediário ficam José Medeiros, do PL, com 18,8%, Pedro Taques, do PSB, com 16,5%, e Carlos Fávaro, do PSD, com 14,6%. Abaixo de cinco pontos estão Coronel Darwin, com 4,7%, Professor Nelson Ferreira, com 4,1%, Antonio Galvan, com 4%, Margareth Buzetti, com 1,8%, e Beny Godoy, com 1,1%. Votos em branco, nulos ou em nenhum dos nomes somam 6%, e outros 5,1% não souberam responder. O instituto ouviu 1.504 eleitores presencialmente em 56 municípios entre 21 e 23 de agosto, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais e grau de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MT-02157/2026.
Veículos de direita reproduziram os números das pesquisas estimulada e espontânea sem comentário analítico, tratando a liderança do ex-governador como dado assentado e sublinhando que a maior parte do eleitorado ainda não fixou o voto. A cobertura de centro foi além dos totais e abriu os recortes demográficos do levantamento: Mendes tem 55,3% entre homens e 49,4% entre mulheres, enquanto Janaina Riva chega a 36,2% entre eleitoras e recua para 31,1% entre eleitores. Por escolaridade, o ex-governador atinge o pico entre quem cursou o ensino médio, com 54,4%, e a candidata do MDB marca 36,3% entre eleitores com ensino superior e 31,6% entre os de ensino fundamental. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do levantamento, de modo que não há leitura desse campo sobre os números.
A diferença entre as coberturas está no que cada uma escolheu iluminar. O relato de direita deu peso ao contraste entre a pesquisa estimulada e a espontânea, na qual Mendes cai para 15,8%, Janaina Riva para 7,3% e José Medeiros para 6,6%, com 62,4% dos entrevistados sem citar nome algum e 5% dizendo que votariam em branco, nulo ou em ninguém. A cobertura de centro concentrou-se na disputa pela segunda vaga e no perfil do eleitorado de cada líder, descrevendo o pelotão intermediário como acirrado, ainda que as distâncias entre José Medeiros, Pedro Taques e Carlos Fávaro convivam com uma margem de erro de 2,6 pontos para mais ou para menos.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das coberturas informa quem contratou o levantamento, e nenhuma apresenta série histórica do instituto no estado, o que impede medir a evolução dos candidatos ao longo do ano. Também não há aferição de rejeição, nem descrição das coligações e chapas majoritárias, nem a data exata do pleito de outubro. Como as candidaturas seguem sujeitas a registro e julgamento na Justiça Eleitoral, a própria lista de nomes testados pode mudar até a votação, e o volume de indecisos na pesquisa espontânea indica que o cenário medido em agosto tem margem larga para se mover.