Lula diz no Flow Podcast que espera ser eleito no primeiro turno
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse em entrevista ao canal Flow Podcast, no YouTube, na noite de 1º de outubro, que acredita ser eleito já no primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro. A entrevista substituiu o debate final da TV Globo, que foi cancelado depois de decisões do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal horas antes do início.
Na entrevista, Lula defendeu sua ausência no debate por discordar do formato e apresentou agenda de governo: rever as emendas parlamentares que, segundo ele, sequestraram o orçamento, propor nova reforma do Judiciário, manter a medida provisória contra as bets e cobrar mais dos mais ricos com a reforma tributária a partir de 2027.
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As duas coberturas registram que Lula foi ao Flow Podcast em vez do debate final e que ele aposta em decidir a eleição já no domingo, 4 de outubro.
O presidente Lula, candidato à reeleição, afirmou em entrevista ao Flow Podcast que espera vencer a eleição já no primeiro turno, em 4 de outubro. A entrevista substituiu o debate final, cancelado após decisões da ministra Estela Aranha, do TSE, e do ministro Gilmar Mendes, do STF, e foi coberta por veículos de centro e de esquerda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, candidato a um quarto mandato, afirmou na noite de 1º de outubro, em entrevista ao canal Flow Podcast, no YouTube, que acredita vencer a eleição já no primeiro turno. "Tô achando que vou ser eleito domingo", disse nas considerações finais. No início da conversa, ele já havia dito que a eleição seria decidida no domingo, 4 de outubro.
A entrevista ocupou o espaço do último debate do primeiro turno, que seria transmitido pela TV Globo e acabou cancelado. A campanha de Lula havia comunicado que o presidente não compareceria, e o Flow anunciou a participação dele em 30 de setembro. Horas antes do debate, a emissora recebeu duas notificações judiciais. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, atendeu a um pedido da coligação de Lula e derrubou a regra que manteria no cenário um púlpito vazio com o nome do petista. Já o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão de Renan Santos, do partido Missão, a pedido do Solidariedade. O senador Flávio Bolsonaro, adversário de Lula, já havia anunciado que não iria, alegando censura do tribunal eleitoral. Em nota, a emissora disse que as decisões de última hora causaram insegurança jurídica.
Na entrevista, conduzida por Igor Coelho, Lula justificou a ausência dizendo que discute há tempos o formato dos debates e questionou a presença de candidatos com baixa intenção de voto. Também atacou Flávio Bolsonaro, defendeu mudar o mecanismo das emendas parlamentares, propôs uma nova reforma do Judiciário, com indicação de ministros do Supremo a partir de um conselho, e disse ter certeza de que o Congresso não derrubará a medida provisória contra as apostas on-line.
A cobertura de centro relatou a frase sobre a vitória no domingo e deu peso ao contexto do cancelamento. Destacou que a regra derrubada constava de ata assinada por todos os partidos, inclusive o PT, que a troca de debate por entrevista repete a estratégia usada em agosto e que Lula chega às urnas sem ter enfrentado os adversários em nenhum debate.
Veículos de esquerda, por sua vez, concentraram-se na agenda apresentada pelo presidente. Destacaram a promessa de que os mais ricos paguem mais com a reforma tributária a partir de 2027, a ênfase em educação e universidades, as medidas contra o feminicídio e a afirmação de Lula de que tem o compromisso de impedir a volta do que chamou de fascismo. Essa cobertura reproduziu as falas sem contraponto dos adversários citados.
Até o momento, não houve cobertura de veículos de direita sobre a entrevista no conjunto analisado.
Ainda não se sabe qual foi o alcance da entrevista nem se a ausência de debate terá efeito sobre o resultado. Também segue em aberto o destino da medida provisória das apostas no Congresso, e Flávio Bolsonaro não respondeu, nas matérias analisadas, às acusações feitas pelo presidente.
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