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Lula sanciona lei que limita recursos ao STJ

2 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•8 fontes•04/08/2026•atualizado em 12/08/2026•Lula
Lula sanciona lei que limita recursos ao STJ
Imagem: Revista Oeste

Resumo da cobertura

O presidente da República sancionou em 4 de agosto de 2026 a lei que regulamenta o filtro de relevância para recursos especiais no Superior Tribunal de Justiça. Quem recorrer terá de demonstrar que a questão federal discutida tem relevância jurídica, econômica, política ou social que ultrapasse o interesse das partes. A rejeição por falta de relevância exige o voto de dois terços dos integrantes do órgão julgador. A norma também autoriza a Corte a suspender em todo o país os processos sobre o mesmo tema até fixar entendimento, por até seis meses, prorrogáveis uma vez.

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Como cada lado cobriu

8 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda2 (25%)

Veículos com viés à esquerda

  • Portal VermelhoLula sanciona lei que cria filtro de relevância para recursos no STJA lei regulamenta a Emenda Constitucional 125, que previu a criação do filtro para diminuir a quantidade de recursos especiais na pauta do STJ
  • Jornal GGNLula sanciona lei para que STJ suspenda processos sobre um mesmo temaTexto foi elaborado em conjunto com ministros da Corte e deve reduzir a sobrecarga de trabalho do tribunal
    Matéria: Centro

    Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.

    Análise editorial

    Apesar do veículo ser de perfil à esquerda, o texto é factual e técnico: descreve a suspensão nacional de processos, o prazo de seis meses prorrogável, o quórum de dois terços e reconstrói a tramitação desde o projeto de 2023. Não há vocabulário de desigualdade, direitos coletivos ou crítica ao poder econômico que caracterizaria enquadramento de esquerda.

    Qualidade argumentativa
    68/100
    Manipulação emocional
    5/100
    Clickbait
    10/100
    Fontes citadas
    5

    Perspectivas omitidas

    • Não apresenta contraponto sobre risco de restrição do acesso à Justiça
    • A avaliação de impacto vem quase toda de fontes do próprio STJ e do autor do projeto
Centro5 (63%)

Veículos com viés ao centro

  • Congresso em FocoLula sanciona lei que autoriza uso do FGTS em crédito para hospitaisAlém de prorrogar o financiamento, a lei trata da aplicação de regra tributária para entidades beneficentes.
  • IstoÉLula sanciona lei que aumenta punição para “pornografia infantil com IA”Lei sancionada por Lula visa combater crimes de pornografia infantil com IA e deepfake, aumentando penas e garantindo proteção às vítimas. Saiba mais.
  • Congresso em FocoLula sanciona filtro de relevância para recursos especiais no STJMedida cria regras para que a Corte otimize a atividade recursal conforme emenda constitucional de 2022.
    Análise editorial

    Texto descritivo e técnico: explica o PL 3.085/2026, a Emenda Constitucional 125/2022 e o quórum qualificado de dois terços sem vocabulário valorativo. Frases como 'racionalizar a atividade recursal' reproduzem a justificativa oficial, mas sem adesão editorial explícita nem enquadramento ideológico.

    Qualidade argumentativa
    66/100
    Manipulação emocional
    5/100
    Clickbait
    5/100
    Fontes citadas
    3

    Perspectivas omitidas

    • Não ouve críticos do filtro nem entidades de advocacia sobre eventual restrição de acesso ao STJ
    • Não quantifica o volume atual de recursos especiais que a medida pretende reduzir
Ver a lista completa de fontes
Direita1 (13%)

Veículos com viés à direita

  • Revista OesteLula sanciona lei que limita recursos ao STJNorma regulamenta a relevância de requerimentos especiais e busca reduzir o volume de processos na Corte
    Análise editorial

    O enquadramento organiza a notícia em torno da limitação de acesso e da concentração de poder decisório na Corte ('limita recursos', 'maior poder para decidir quais processos serão julgados'), com atenção a accountability institucional. O destaque para a fala jocosa do presidente na solenidade acrescenta um registro de desgaste pessoal ausente das demais coberturas. Ainda assim, o corpo é majoritariamente factual, o que segura a confiança em nível moderado.

    Qualidade argumentativa
    60/100
    Manipulação emocional
    20/100
    Clickbait
    20/100
    Fontes citadas
    4

    Perspectivas omitidas

    • Não ouve críticos da medida nem entidades da advocacia
    • Não explica o que muda para quem já tem recurso em tramitação

O presidente da República sancionou na terça-feira, 4 de agosto de 2026, em cerimônia no Palácio do Planalto, a lei que regulamenta o chamado filtro de relevância para os recursos especiais dirigidos ao Superior Tribunal de Justiça. A norma dá efetividade à Emenda Constitucional 125, promulgada em 2022, que passou a exigir do recorrente a demonstração de que a questão federal discutida importa além do caso concreto. Na prática, quem quiser levar uma controvérsia sobre interpretação de lei federal ao tribunal superior terá de explicar não apenas em que a decisão contestada violou a legislação, mas também por que o tema tem relevância jurídica, econômica, política ou social que ultrapassa o interesse das partes.

A cobertura de centro relatou os contornos técnicos com detalhe convergente. Para negar relevância a uma matéria e descartar o recurso, será necessário o voto de dois terços dos integrantes do órgão julgador, quórum qualificado desenhado para impedir que um recurso seja barrado por decisão isolada ou por maioria simples. Reconhecida a relevância, o relator poderá determinar a suspensão de todos os processos pendentes sobre o mesmo assunto em qualquer instância do país, pelo prazo de seis meses, prorrogável uma única vez, chegando a até um ano. O mecanismo aproxima o STJ do instrumento que o Supremo Tribunal Federal já emprega em matérias constitucionais. O texto também lista hipóteses de relevância presumida, entre elas ações penais, processos por improbidade administrativa, causas com valor superior a 500 salários mínimos, ações que possam tornar um candidato inelegível e decisões que contrariem jurisprudência consolidada.

O percurso legislativo é curto e cooperativo. Um projeto sobre o tema foi apresentado em 2023 e não avançou. Em 12 de junho de 2026, o presidente do Senado apresentou uma nova versão, construída em conjunto com o ex-presidente da Casa e com a cúpula do STJ, que se tornou a base do texto aprovado sem alterações pela Câmara dos Deputados em 14 de julho. O presidente do STJ afirmou na solenidade que a lei é um marco para o sistema de Justiça e permitirá à Corte cumprir com mais eficiência a missão de uniformizar a interpretação da legislação federal. O presidente da Câmara defendeu que o tribunal deixe de ser um mero órgão de revisão.

As ênfases divergem. Veículos de esquerda destacaram a ampliação de poderes do tribunal para suspender processos idênticos em todo o território nacional e a expectativa de que um único caso relevante baste para fixar uma tese a ser seguida pelas instâncias inferiores, tratando a uniformização como ganho de previsibilidade para quem litiga. Veículos de direita enfatizaram o outro lado da mesma moeda: a lei limita a chegada de processos à Corte e concentra nela a decisão sobre o que merece ser julgado, além de registrarem elementos da cerimônia, como a fala em tom de brincadeira do presidente ao lembrar sua participação na Assembleia Constituinte de 1988. A cobertura de centro ficou no relato técnico e anotou que o autor do projeto, presidente do Senado, não compareceu ao ato de sanção, sem apurar o motivo.

O que ainda não se sabe é o mais relevante para o efeito prático da medida. Nenhuma das coberturas apresentou estimativa de quantos recursos deixariam de ser admitidos por ano, nem como ficam os processos já em tramitação quando a lei entrar em vigor. Também não há, nas reportagens, avaliação de entidades da advocacia ou de defensorias sobre o risco de o novo requisito pesar mais sobre litigantes sem assistência jurídica qualificada, nem prazo definido para que o STJ edite as regras internas de aplicação do filtro. A ausência do autor do texto na cerimônia permanece sem explicação pública.

Briefing

O que importa para você

  • Quem recorrer ao STJ terá de demonstrar relevância que ultrapasse o interesse das partes; sem isso, o recurso pode não ser analisado.
  • Ações penais, improbidade administrativa, causas acima de 500 salários mínimos e ações que possam gerar inelegibilidade têm relevância presumida.
  • Reconhecida a relevância de um tema, processos idênticos em qualquer instância do país podem ficar suspensos por seis meses, prorrogáveis para até um ano.

Onde os lados divergem

  • Veículos de esquerda enquadram a norma como ampliação de poderes do STJ para suspender processos idênticos e uniformizar entendimentos, com ganho de previsibilidade.
  • Veículos de direita enquadram a mesma norma como limitação do acesso ao tribunal e concentração de discricionariedade na Corte para escolher o que julga.
  • A cobertura de centro evita o juízo sobre o mérito e se concentra nos critérios, prazos e no rito legislativo.

Onde os lados concordam

Todos os lados relatam os mesmos fatos centrais: a lei regulamenta a Emenda Constitucional 125/2022, exige demonstração de relevância jurídica, econômica, política ou social no recurso especial, e só permite a rejeição por falta de relevância com voto de dois terços do órgão julgador. Há convergência também sobre o objetivo declarado de reduzir o volume de processos no STJ e acelerar a uniformização da interpretação da legislação federal.

O que ainda está incerto

  • Não há estimativa pública de quantos recursos deixarão de ser admitidos por ano.
  • Não está esclarecido como ficam os processos já em tramitação nem em que prazo o STJ editará as regras internas de aplicação do filtro.
  • A ausência do autor do projeto na cerimônia de sanção não foi explicada por nenhuma fonte.
JudiciárioPolítica NacionalExecutivo FederalLula

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Fontes

Espectro: Centro
Lula sanciona lei que autoriza uso do FGTS em crédito para hospitais
Lula sanciona lei que autoriza uso do FGTS em crédito para hospitais

Além de prorrogar o financiamento, a lei trata da aplicação de regra tributária para entidades beneficentes.

Congresso em FocoCongresso em Foco
Espectro: Centro
Lula sanciona lei que aumenta punição para “pornografia infantil com IA”
Lula sanciona lei que aumenta punição para “pornografia infantil com IA”

Lei sancionada por Lula visa combater crimes de pornografia infantil com IA e deepfake, aumentando penas e garantindo proteção às vítimas. Saiba mais.

IstoÉIstoÉ
Espectro: Esquerda
Lula sanciona lei que cria filtro de relevância para recursos no STJ
Lula sanciona lei que cria filtro de relevância para recursos no STJ

A lei regulamenta a Emenda Constitucional 125, que previu a criação do filtro para diminuir a quantidade de recursos especiais na pauta do STJ

Portal VermelhoPortal Vermelho
Espectro: Centro
Lula sanciona filtro de relevância para recursos especiais no STJ
Lula sanciona filtro de relevância para recursos especiais no STJ

Medida cria regras para que a Corte otimize a atividade recursal conforme emenda constitucional de 2022.

Congresso em FocoCongresso em Foco
Espectro: Centro
Ao vivo: Lula sanciona lei que restringe acesso ao STJ
Ao vivo: Lula sanciona lei que restringe acesso ao STJ

Texto que regulamenta o filtro de relevância para os recursos especiais é de autoria do senador Davi Alcolumbre. Leia no Poder360.

Poder360Poder360
Espectro: Esquerda
Lula sanciona lei para que STJ suspenda processos sobre um mesmo tema
Lula sanciona lei para que STJ suspenda processos sobre um mesmo tema

Texto foi elaborado em conjunto com ministros da Corte e deve reduzir a sobrecarga de trabalho do tribunal

Jornal GGNJornal GGN
Espectro: Centro
Lula sanciona lei que regulamenta "filtro de relevância" de recursos ao STJ
Lula sanciona lei que regulamenta "filtro de relevância" de recursos ao STJ

Projeto que foi aprovado pela Câmara em julho define critérios sobre impacto social, econômico, político ou jurídico para que recursos sejam analisados; autor do projeto, Davi Alcolumbre não participou do evento

CNN BrasilCNN Brasil
Espectro: Direita
Lula sanciona lei que limita recursos ao STJ
Lula sanciona lei que limita recursos ao STJ

Norma regulamenta a relevância de requerimentos especiais e busca reduzir o volume de processos na Corte

Revista OesteRevista Oeste

Centro

5 fontes

O presidente da República sancionou em 4 de agosto de 2026 a lei que regulamenta o filtro de relevância para recursos especiais no Superior Tribunal de Justiça. Quem recorrer terá de demonstrar que a questão federal discutida tem relevância jurídica, econômica, política ou social que ultrapasse o interesse das partes. A rejeição por falta de relevância exige o voto de dois terços dos integrantes do órgão julgador. A norma também autoriza a Corte a suspender em todo o país os processos sobre o mesmo tema até fixar entendimento, por até seis meses, prorrogáveis uma vez.

Esquerda

2 fontes

A leitura à esquerda enxerga a nova lei como um instrumento de racionalização do Judiciário que fortalece a função uniformizadora do STJ e reduz a desigualdade de tratamento entre jurisdicionados: causas idênticas deixam de receber respostas contraditórias conforme o tribunal de origem.

Direita

1 fonte

A leitura à direita destaca que a lei limita o acesso ao Superior Tribunal de Justiça e amplia o poder da Corte de escolher o que julga e de paralisar processos em todo o país. O ganho reconhecido é de eficiência: menos processos repetitivos, decisões mais rápidas e um tribunal superior que deixa de funcionar como terceira instância de revisão.

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STF adia decisão sobre Alexandre de Moraes e caso vira tema da disputa presidencial
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Linha do Tempo

  1. 04 de ago. de 2026, 00:00
    Lei que regulamenta o filtro de relevância para recursos especiais no STJ é sancionada em cerimônia no Palácio do Planalto
    congressoemfoco.com.brrevistaoeste.compoder360.com.br
  2. 14 de jul. de 2026, 00:00
    Câmara dos Deputados aprova sem alterações o projeto de lei 3.085/2026, vindo do Senado
    congressoemfoco.com.brcnnbrasil.com.br
  3. 12 de jun. de 2026, 00:00
    Presidente do Senado apresenta nova versão do projeto que regulamenta o filtro de relevância no STJ
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