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Lula sanciona nesta quarta-feira, 5 de agosto, o projeto que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário de cargas. O texto mantém a obrigatoriedade de um valor mínimo, mas retira do Congresso a competência de fixar o número, que segue calculado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres com base em distância, número de eixos e tipo de carga. O Ministério dos Transportes recomendou à Casa Civil o veto de seis dispositivos, entre eles a anistia das multas aplicadas nos bloqueios de rodovias de 2022.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta quarta-feira, 5 de agosto, o projeto que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário de cargas. O texto mantém a obrigatoriedade de existir um valor mínimo para o transporte, mas retira do Congresso Nacional a atribuição de definir quanto será esse mínimo. A fixação continua com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, que calcula os pisos levando em conta a distância percorrida, o número de eixos do veículo e o tipo de carga.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, em reportagem de perfil factual, sem enquadramento ideológico explícito e sem coluna de opinião associada. A cobertura descreve o trâmite: nas votações anteriores, na comissão que discutiu a medida provisória e no plenário da Câmara dos Deputados, os parlamentares chegaram a estipular um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros de longa distância. O Senado, última etapa da votação, retirou esse valor sob o argumento de que seria inconstitucional.
O conteúdo central da medida é o reforço da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O valor do frete passa a ter caráter vinculante, ou seja, o descumprimento gera sanção. Quem contratar transporte abaixo do mínimo legal fica sujeito a uma escada de penalidades: multa que pode chegar a R$ 1 milhão, suspensão do registro do transportador e cancelamento do registro em caso de reincidência grave. As regras alcançam também intermediadores e plataformas digitais que ofereçam serviços fora do piso. A medida obriga ainda o cadastro do frete para gerar o Código Identificador da Operação de Transporte, o CIOT. Criada em 2018, após a greve nacional dos caminhoneiros, a política prevê o chamado gatilho: sempre que o preço do combustível oscilar mais de 5% para cima ou para baixo, a tabela deve ser reajustada, agora em até três dias úteis.
O ponto mais sensível não está no piso, e sim nos vetos. No início desta semana, o Ministério dos Transportes recomendou à Casa Civil a retirada de seis dispositivos do texto aprovado. Entre eles está a anistia das multas aplicadas a motoristas, transportadores pessoas físicas e empresas durante os bloqueios de rodovias após o resultado das eleições de 2022, no contexto da tentativa de golpe de Estado. O projeto anula essas autuações, inclusive as já inscritas em dívida ativa e com cobrança em andamento. Quando o texto foi aprovado, o líder do governo no Congresso já havia antecipado que o trecho seria vetado. A pasta também pede veto à conversão de autuações por excesso de peso em simples advertência e ao dispositivo que permitiria à ANTT criar pisos mínimos diferenciados para determinadas operações.
O conflito de interesses aparece de forma explícita na reportagem. Entidades de caminhoneiros, como a associação de condutores de veículos automotores e a coalizão formada em torno da medida, sustentam que a categoria espera desde 2018 por regulamentação e que a alta do diesel, pressionada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, ampliou a urgência. Do outro lado, representantes de quem contrata o transporte, indústrias, produtores rurais e comércio, além de um instituto de defesa do livre mercado e do sindicato das distribuidoras de combustíveis, argumentam que qualquer aumento estrutural do custo logístico tende a encarecer produtos para o consumidor final. Números do próprio regulador dão dimensão ao problema: a ANTT já aplicou neste ano quase R$ 1 bilhão em multas por descumprimento do piso.
O que ainda não se sabe é o desfecho concreto da sanção. Não há confirmação de quais dos seis dispositivos recomendados serão de fato vetados pela Casa Civil, nem se o Congresso tentará derrubar os vetos. Também não estão informados o número de autuações e o valor total que seriam cancelados pela anistia de 2022, o prazo para a ANTT publicar a tabela sob as novas regras, e qual será o efeito prático da mudança sobre o preço final do frete e dos produtos transportados.
1 fonte política
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de agenda factual: descreve o conteúdo do projeto, o histórico da MP, o cálculo do piso pela ANTT e o escalonamento de sanções sem vocabulário valorativo. Dá paridade às partes ao citar tanto a associação de condutores e a coalizão de caminhoneiros quanto entidades de contratantes de frete que alertam para o repasse de custos ao consumidor. A menção à 'tentativa de golpe de Estado promovida pelo ex-presidente' é contextual e factualmente ancorada em decisão judicial, não configura enquadramento ideológico do texto.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Proposta define que há necessidade de ter um mínimo para o frete, mas não estabelece valores. Projeto também endurece as punições para empresas que não pagarem o piso.
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