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Duas pesquisas eleitorais divulgadas na mesma semana mediram a corrida presidencial de 2026 e apresentaram resultados distintos conforme o recorte. No plano nacional, o levantamento do Datafolha aponta Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 43% em cenário de segundo turno, com vantagem do presidente entre as mulheres (50% a 40%) e empate técnico entre os homens (46% a 45%). Nos estados, a pesquisa Quaest contratada pela Genial Investimentos e divulgada em 27 de julho mostra o senador à frente no Rio de Janeiro (32% a 30%) e no Paraná (42% a 24%). Ambos os levantamentos estão registrados na Justiça Eleitoral.
Duas pesquisas eleitorais divulgadas na mesma semana produziram leituras diferentes da corrida presidencial de 2026 e reacenderam a disputa de narrativas entre os campos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). No plano nacional, o levantamento do Datafolha mediu um eventual segundo turno com o presidente em 48% das intenções de voto e o senador em 43%. Outros 9% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 1% não soube responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais no resultado geral, e o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01166/2026.
Nos recortes estaduais, o quadro se inverte. A pesquisa Quaest, contratada pela Genial Investimentos e divulgada na segunda-feira, 27 de julho, apontou o senador à frente no Rio de Janeiro, com 32% contra 30% do presidente, e vantagem maior no Paraná, com 42% contra 24%. No cenário fluminense de segundo turno entre os dois, o senador aparece com 38% e o presidente com 35%. O levantamento estadual ouviu 1,2 mil eleitores de 16 anos ou mais entre 21 e 25 de julho, tem margem de erro de três pontos e registro sob o número BR-07670/2026.
O número que organizou a maior parte da cobertura foi o recorte por gênero da sondagem nacional. Entre as eleitoras, o presidente aparece com 50% e o senador com 40%. Entre os eleitores homens, há empate técnico: 46% para o senador e 45% para o presidente. Metade das mulheres entrevistadas afirmou que não votaria de jeito nenhum no senador em um primeiro turno, índice que é de 44% no caso do presidente. Na rejeição geral, o senador registra 48% e o presidente, 46%. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, as mulheres são cerca de 52% do eleitorado brasileiro.
A cobertura de centro relatou os números sem enquadramento, publicando as tabelas estaduais candidato a candidato, os quatro cenários de segundo turno testados no Rio de Janeiro e os indicadores de avaliação do governo federal naquele estado: 37% aprovam e 57% desaprovam a gestão, enquanto 64% dizem que o presidente não merece um novo mandato e 32% acham que merece. Essa cobertura também registrou que as oscilações em relação a levantamentos anteriores ficaram dentro da margem de erro.
Veículos de direita enfatizaram o desafio da pré-campanha do senador com o eleitorado feminino e as apostas para reverter o quadro: a escolha de uma vice, ainda indefinida, mais protagonismo para a dentista Fernanda Bolsonaro em agendas de campanha e o programa “Brasil por Elas”, que promete internet e celulares gratuitos e vouchers para creches. Essa cobertura tratou como desgaste eleitoral as declarações do influenciador Paulo Figueiredo, aliado do senador, de que mulheres “votam muito mal”, e o vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou ter sido humilhada pelo enteado, episódio que terminou em reconciliação pública entre os dois.
Veículos de esquerda não haviam publicado análise própria dos levantamentos no material reunido até aqui. A leitura habitual desse campo partiria do mesmo recorte de gênero, tratando a vantagem do presidente entre as eleitoras como reação ao ambiente criado em torno da candidatura adversária e lendo as promessas voltadas às mulheres como resposta tardia, além de lembrar que resultados de dois estados não substituem a média nacional.
A divergência de fundo está em qual número pesa mais. A leitura ancorada nos recortes estaduais sublinha a liderança do senador em dois estados populosos e a desaprovação de 57% ao governo federal no Rio de Janeiro. A leitura ancorada na sondagem nacional sublinha a dianteira de cinco pontos do presidente, mais que o dobro da margem de erro, e a vantagem de dez pontos entre as mulheres, maior parcela do eleitorado.
Alguns pontos seguem em aberto. As matérias não informam a data de campo nem o tamanho da amostra da pesquisa nacional, o que impede comparar as duas sondagens em pé de igualdade. Também não há definição sobre o nome da vice na chapa do senador, nem manifestação formal da pré-campanha sobre as declarações do aliado a respeito do voto feminino. E não foi divulgado um recorte nacional do instituto que mediu Rio de Janeiro e Paraná, o que deixa sem resposta se a vantagem estadual do senador se repete fora desses dois estados.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Classificada como esquerda, embora o veículo tenha viés editorial centro.
Reporta os numeros da pesquisa com fidelidade, mas embute enquadramento desfavoravel ao cla Bolsonaro: caracteriza o tarifaco como 'pratica associada ao cla', diz que Lula 'faturou' com a campanha da soberania e enfatiza as crises da campanha de Flavio (Vorcaro, Michelle, urnas). O tom interpretativo puxa para a esquerda.
Perspectivas omitidas
Texto é essencialmente uma tabela comentada: lista todos os concorrentes com seus percentuais, os quatro cenários de segundo turno testados e os indicadores de avaliação do governo federal no estado (37% de aprovação, 57% de desaprovação, 64% dizendo que o presidente não merece novo mandato). Informa contratante, campo de 21 a 25 de julho, 1,2 mil entrevistados, margem de três pontos e registro BR-07670/2026. Não há vocabulário valorativo nem hierarquização ideológica dos dados.
Perspectivas omitidas
Nota factual e enxuta, restrita à lista de percentuais do cenário estimulado no Paraná, com indecisos e brancos/nulos. Não há enquadramento ideológico nem adjetivação, mas o texto publica o resultado sem a ficha técnica que acompanhou a versão fluminense do mesmo levantamento, o que enfraquece a verificabilidade.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Os números são reproduzidos com rigor (48% a 43% no geral, 50% a 40% entre mulheres, 46% a 45% entre homens, rejeição de 48% e 46%, margem de dois pontos e protocolo BR-01166/2026), mas a reportagem é construída de dentro da pré-campanha do senador: fontes de bastidores anônimas, espaço para o programa de propostas voltadas às eleitoras, para a escolha de uma vice e para o protagonismo da mulher do candidato, sem contraponto do campo adversário. As declarações misóginas de um aliado e o vídeo da ex-primeira-dama entram sob a chave do desgaste eleitoral, como problema de estratégia, não de mérito. O enquadramento é de gestão de campanha vista pelo ângulo da candidatura de direita.


A Pesquisa Quaest divulgada na manhã desta segunda-feira (27) mostra as intenções de voto para a eleição presidencial no Rio de Janeiro.

Levantamento traz também quatro cenários de 2º turno — Lula perde em dois e vence em dois. Veja os números.

Senador aposta em vice mulher, protagonismo da esposa e propostas voltadas ao segmento para reduzir a rejeição entre eleitoras
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Perspectivas omitidas



