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Pela tabela de representatividade divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão em 2026, cerca de 5 minutos e 32 segundos por bloco, contra aproximadamente 4 minutos e 20 segundos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A regra distribui 90% do tempo proporcionalmente às bancadas eleitas para a Câmara em 2022 e 10% em partes iguais entre os partidos que cumpriram a cláusula de desempenho. Os números só se tornam definitivos depois do prazo de registro das candidaturas, em 15 de agosto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá ter o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão entre os candidatos à Presidência da República em 2026. Serão cerca de 5 minutos e 32 segundos por bloco, contra aproximadamente 4 minutos e 20 segundos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário nas pesquisas de intenção de voto. A diferença de pouco mais de um minuto não nasce de decisão de emissora nem de critério discricionário: ela é consequência direta das alianças partidárias fechadas por cada campanha e do tamanho das bancadas eleitas para a Câmara dos Deputados em 2022.
O cálculo segue a Lei das Eleições e parte da tabela de representatividade divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Do tempo total, 90% são distribuídos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022 e os 10% restantes são repartidos em partes iguais entre as legendas que cumpriram a cláusula de desempenho, o critério mínimo de votos e de deputados eleitos que dá acesso ao Fundo Partidário e ao horário gratuito. Lula concorre pela federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e reúne ainda o apoio do PSB, do PDT e da federação PSol-Rede, que confirmou a aliança em 5 de agosto. Somadas, essas legendas chegam a 127 deputados. Flávio Bolsonaro depende quase exclusivamente da bancada do PL, a segunda maior da Câmara, com 98 parlamentares, porque não fechou coligação nacional. União Brasil, PP, Republicanos e Podemos decidiram não apoiar nenhuma candidatura presidencial.
Os demais nomes ficam bem atrás. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) terá cerca de 2 minutos e 2 segundos, sustentado pela quarta maior bancada da Câmara, com 42 deputados. Augusto Cury (Avante) contará com cerca de 36 segundos. Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não terão tempo algum de rádio e televisão, porque seus partidos não atingiram a cláusula de desempenho. A propaganda no rádio e na TV vai de 28 de agosto a 1º de outubro, com dois blocos diários de 12 minutos e 30 segundos às terças, quintas e sábados, além das inserções ao longo da programação.
A cobertura de centro deu peso à comparação histórica. Os 5min32 são o terceiro maior tempo obtido por Lula em disputas presidenciais, atrás dos 10 minutos de 1989 e dos 7 minutos e 21 segundos de 2006, e cerca de 2 minutos acima do que ele teve em 2022. Do outro lado, os 4min20 são o maior tempo já destinado a um integrante da família Bolsonaro: Jair Bolsonaro teve 2 minutos e 45 segundos em 2022, quando contava com a coligação entre PL, PP e Republicanos, e apenas 8 segundos em 2018, ano em que foi eleito com 57,7 milhões de votos derrotando Fernando Haddad, que dispunha de 2 minutos e 23 segundos. Esse dado é apresentado como lembrete de que tempo de televisão não determina resultado.
Veículos de esquerda enfatizaram o outro lado da mesma conta: a vantagem do presidente é fruto de articulação bem-sucedida, enquanto a candidatura do PL foi impedida de ampliar seu espaço pela decisão de partidos do centro de permanecer neutros. Essa cobertura detalhou também o funcionamento da regra, o calendário oficial e a tabela que definirá quem participa dos debates, calculada sobre 591 parlamentares entre deputados e senadores. Veículos de direita não haviam publicado material próprio sobre a divisão do tempo até o fechamento desta reportagem, de modo que a leitura que enfatiza o peso desproporcional das máquinas partidárias consolidadas ainda não aparece na cobertura reunida aqui.
Alguns pontos seguem em aberto. Os tempos citados são estimativas: os valores definitivos só serão oficializados depois do encerramento do prazo de registro das candidaturas, em 15 de agosto, e podem mudar se houver novo apoio formal ou impugnação. As matérias também divergem quanto aos critérios exatos da cláusula de desempenho aplicada aos resultados de 2022, com números diferentes de percentual de votos e de deputados mínimos, sem que nenhuma delas explique a discrepância. Não há, até aqui, manifestação das campanhas nem dos partidos que optaram pela neutralidade sobre as razões dessa escolha.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar do veículo ser de esquerda, o corpo é predominantemente explicativo: detalha a Lei das Eleições, o calendário de 28 de agosto a 1º de outubro, os blocos de 12min30 e a tabela de representatividade. O enquadramento pende levemente à esquerda ao construir a vantagem de Lula como resultado de articulação bem-sucedida e ao descrever a neutralidade do centro como obstáculo que 'impediu' o candidato do PL de ampliar seu espaço, mas não há vocabulário ideológico nem juízo sobre mérito das candidaturas.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto descritivo e aritmético: apresenta os 5min32 de Lula, os 4min20 de Flávio Bolsonaro, a regra dos 90%/10% da tabela de representatividade do TSE e a comparação com 1989, 2006, 2018 e 2022 sem vocabulário valorativo. O uso do termo 'puro-sangue' entre aspas no subtítulo é jargão de bastidor, não juízo editorial. Trata vantagem e desvantagem das duas campanhas com a mesma explicação estrutural.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Petista dispõe de mais de 5min para dar seu recado, tempo obtido com coligações.

Por conta de alianças partidárias, Lula terá horário de propaganda eleitoral maior que o de Flávio Bolsonaro, que não conseguiu formar alianças

Senador terá mais de quatro minutos de propaganda eleitoral em 2026. O ex-presidente Jair Bolsonaro teve 8 segundos em 2018
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Recorte é o desempenho da família Bolsonaro no horário eleitoral: 4min20 em 2026 contra 2min45 de Jair Bolsonaro em 2022 e 8 segundos em 2018. O tom é de apuração estatística, sem adjetivação sobre a candidatura. O texto expõe tanto o recorde do clã quanto a perda de vantagem estrutural pela ausência de coligação, e fecha replicando os números de Lula, o que equilibra o enquadramento.
Perspectivas omitidas



