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A 18ª Marcha da Maconha reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (21), com a pauta central da legalização e regulamentação da cannabis e críticas à guerra às drogas. As estimativas de público variaram: o organizador falou em cerca de 60 mil, o Poder360 contou cerca de 10 mil e o monitoramento USP/Cebrap estimou 7,4 mil no horário de pico. O ato teve cartazes contra o governador Tarcísio de Freitas, cobranças ao presidente Lula e a presença do deputado Eduardo Suplicy.
Milhares de pessoas tomaram a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 21 de junho de 2026, para a 18ª edição da Marcha da Maconha, que teve como pauta central a legalização e a regulamentação da cannabis no Brasil e a crítica à chamada guerra às drogas. A concentração começou em frente ao Masp e seguiu em direção à Praça da República, no centro da capital, sob o slogan "O bagulho é louco, o processo é lento".
Veículos de esquerda destacaram a dimensão social da causa. A cobertura enfatizou que a criminalização da planta sobrecarrega o sistema prisional, alimenta o preconceito e penaliza sobretudo grupos vulneráveis, ao mesmo tempo em que dificulta o acesso de pacientes ao uso medicinal e terapêutico, inclusive crianças sob prescrição médica. Foi citado que cerca de 50 mil pessoas declaram se tratar com produtos à base de cannabis e que, diante da resistência social, apenas quem tem alto poder aquisitivo consegue importar esses itens. O movimento se apresentou como autônomo, antirracista e antifascista.
A cobertura de centro relatou o ato de forma factual e detalhada, descrevendo as faixas, os cartazes e a presença do deputado Eduardo Suplicy, do PT, que completou 85 anos no domingo. Registrou também as críticas dirigidas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, chamado de "carniceiro" em um cartaz, e as cobranças ao presidente Lula, alvo de mensagens como "Lula, seu vacilão, a gente quer a legalização". Os organizadores afirmaram que defendem não apenas a liberação da planta, mas um modelo de regulamentação que envolva a agricultura familiar e evite a concentração de renda.
Um ponto de divergência clara entre as coberturas foi o tamanho do público. O organizador estimou cerca de 60 mil participantes. Veículos de centro, com contagem própria baseada em medição de área pela ferramenta do Google Earth, apontaram cerca de 10 mil pessoas na concentração. Já o monitoramento da USP em parceria com o Cebrap, usando imagens de drone analisadas por inteligência artificial, estimou 7,4 mil pessoas no horário de pico, com margem de erro de 12%. Enquanto a cobertura de esquerda tendeu a enfatizar a força e a legitimidade da mobilização e a pauta de direitos, a leitura mais à direita ressalta a distância entre o número alegado pelos organizadores e as contagens independentes, além do caráter político-partidário do ato, que misturou a bandeira da cannabis com ataques a adversários e cobranças ao governo.
O que ainda não se sabe é se e como o debate sobre regulamentação avançará no Congresso, qual modelo de mercado legal poderia ser adotado e de que forma seriam tratadas as preocupações de quem ainda resiste à legalização. As reportagens não trazem posicionamento oficial do governo federal ou do governo estadual em resposta às críticas feitas no ato.
Todos os lados confirmam que a marcha ocorreu na Avenida Paulista no domingo, 21 de junho, defendendo a legalização da cannabis e criticando a guerra às drogas, com presença do deputado Eduardo Suplicy.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo da reportagem é factual e ancora a contagem de público em metodologia USP/Cebrap com margem de erro, mas o veículo agrega framing progressista explícito (manifesto antifascista, box sobre ameaça bolsonarista) que alinha à esquerda.
Perspectivas omitidas
Cobertura factual mas com enquadramento favorável à causa: enfatiza uso medicinal, crianças sob prescrição, sobrecarga do sistema prisional e preconceito, sem ouvir vozes contrárias. Vocabulário de direitos e saúde alinha à esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual e equilibrado: relata pautas e críticas a Lula, Tarcísio e Bolsonaro com paridade, descreve cartazes de todos os tons e checa a estimativa de público com método próprio (Google Earth), divergindo da estimativa do organizador. Tom de agência, sem vocabulário valorativo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

O levantamento tem margem de erro de 12%, o que indica que havia entre 6,5 mil e 8,3 mil participantes no horário de pico

Ato marcou os 18 anos da marcha e teve como tema "O bagulho é louco, o processo é lento"; pediu a legalização da cannabis. Leia no Poder360.
A 18ª Marcha da Maconha reuniu apoiadores, ativistas e organizações ligadas ao debate sobre regulamentação da cannabis
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