O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, declarou no sábado, 1º de agosto de 2026, que o senador Flávio Bolsonaro é seu candidato à Presidência da República, mas apenas em São Paulo. A frase foi dita durante a convenção estadual do partido, realizada no Ginásio do Ibirapuera, que oficializou o governador Tarcísio de Freitas como candidato à reeleição ao governo paulista. Do palco, Pereira saudou aliados e fez gestos de apoio ao senador, que respondeu com agradecimento público e uma brincadeira sobre a proximidade entre os dois.
A cobertura de centro relatou a declaração de forma direta e destacou o que ela ainda não resolve: o Republicanos consultará oito diretórios estaduais antes de decidir se apoia Flávio Bolsonaro nacionalmente ou se mantém neutralidade na disputa de 2026. A convenção nacional do partido está marcada para a terça-feira, 4 de agosto. Essa cobertura também registrou que a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, filiada ao Republicanos, é cotada para compor a chapa como vice e tem acompanhado o senador em atos públicos.
A cobertura de veículos de direita descreveu o mesmo episódio com ênfase na engenharia eleitoral do evento. Nessa leitura, o apoio a Flávio foi comedido e condicionado ao Estado, enquanto os candidatos ao Senado na chapa de Tarcísio, o deputado federal Guilherme Derrite e o deputado estadual André do Prado, foram aclamados sem ressalvas. O evento teria sido planejado para demonstrar que o governador unificou a direita paulista e partidos de centro em um palanque com 12 siglas, com o palco montado no centro do ginásio. Essa cobertura registrou ainda que o dirigente dedicou parte do discurso ao apoio de mulheres, apontado como fragilidade do campo bolsonarista na corrida presidencial, e que a convenção teve contornos religiosos, com apresentação de uma banda gospel antes dos discursos.
Os dois relatos convergem no essencial: Tarcísio de Freitas está oficializado para a reeleição, o apoio do presidente do Republicanos a Flávio Bolsonaro existe, e esse apoio vale hoje apenas no território paulista. Nenhum veículo de esquerda havia coberto o episódio até o fechamento desta reportagem, de modo que não há, no conjunto de fontes disponíveis, uma leitura crítica do arranjo a partir desse campo político.
O que ainda não se sabe é decisivo para medir o alcance do gesto. Não foram divulgados quais são os oito diretórios estaduais que serão consultados, nem qual critério definirá a posição nacional do partido. Também não há confirmação sobre a escolha de vice na chapa presidencial, nem detalhamento das 12 legendas que compõem o palanque paulista. A convenção nacional de 4 de agosto é o próximo marco capaz de esclarecer se o apoio permanecerá restrito a São Paulo ou se será estendido ao restante do país.