A disputa pelas duas vagas de senador em 2026 ganhou movimentos distintos em Pernambuco e no Rio de Janeiro. Em Pernambuco, levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado em 17 de agosto de 2026 mostra a ex-deputada federal Marília Arraes, do PDT, na liderança, com 29% das intenções de voto. O senador Humberto Costa, do PT, aparece com 20%, e o deputado federal Mendonça Filho, do PL, com 18%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados na disputa pela segunda vaga. Cada eleitor poderá indicar dois nomes, porque o estado elege dois senadores em outubro.
A pesquisa ouviu 1.600 pessoas entre 12 e 15 de agosto de 2026 e tem grau de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-06056/2026 e custou 24 mil reais, pagos com recursos próprios do instituto. A pergunta apresentada aos entrevistados considerava a possibilidade de escolha de até dois candidatos, e os resultados foram consolidados e reduzidos para 100%.
No Rio de Janeiro, o movimento é de composição partidária. O Partido Novo decidiu apoiar os dois candidatos do PL ao Senado, o senador Carlos Portinho e o deputado federal Carlos Jordy, com anúncio previsto para a segunda-feira. A legenda mantém candidatura própria ao governo estadual, com André Marinho, que disputa com Douglas Ruas, do PL, e com os demais postulantes. A corrida ao Senado fluminense reúne 16 candidatos, entre eles os deputados federais Benedita da Silva, do PT, Pedro Paulo, do PSD, e Marcelo Crivella, do Republicanos.
A cobertura de centro tratou o levantamento pernambucano como dado metodológico: detalhou amostra, período de campo, margem de erro, registro na Justiça Eleitoral e custo do estudo, sem interpretar o resultado nem projetar cenários. Veículos de direita concentraram-se na articulação carioca e apresentaram a adesão do Partido Novo aos nomes do PL como decisão de composição, registrando que a legenda preserva candidatura própria ao governo do estado. Veículos de esquerda não haviam publicado material próprio sobre nenhum dos dois movimentos até este momento, o que deixa sem contraponto a leitura sobre o efeito da dispersão de votos no campo progressista, tanto em Pernambuco, onde Marília Arraes e Humberto Costa somam 49% das intenções, quanto no Rio de Janeiro, onde 16 nomes concorrem às mesmas duas cadeiras.
O ponto de convergência entre as coberturas é factual: o Senado é renovado em dois terços em 2026, o que amplia o peso de cada acordo estadual na composição da futura maioria. As duas matérias também tratam os quadros como provisórios, já que a definição formal de candidaturas e coligações ainda depende de convenções e de registro na Justiça Eleitoral.
Ainda não se sabe se houve contrapartida do PL ao Partido Novo pela adesão no Rio de Janeiro, nem qual instância partidária tomou a decisão. Também não há informação sobre a posição dos demais partidos fluminenses diante desse arranjo. Em Pernambuco, não foram divulgados recortes regionais ou por faixa de renda do levantamento, nem série histórica que permita medir se a liderança de Marília Arraes cresceu ou recuou. Nenhum dos candidatos citados havia comentado publicamente os números até a publicação das matérias.