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As chapas para a disputa do Senado em 2026 começaram a ser fechadas. Em Minas Gerais, o MDB definiu o vice-prefeito de Muriaé, Manoel Carvalho, e o empresário do agronegócio Paulo Roberto, de Capinópolis, como candidatos, com formalização marcada para quinta-feira pela Executiva Estadual. A chapa majoritária tem Gabriel Azevedo na disputa pelo governo e a ex-vereadora Maria Helena como vice. No plano nacional, o PL já confirmou 33 nomes para o Senado e, segundo levantamento de imprensa, ao menos 27 deles defendem o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Ainda em Minas, o ex-deputado cassado Eduardo Cunha tenta se eleger deputado federal pelo Republicanos, depois de recusas de outros seis partidos, e teve 6,15 milhões de reais em emendas bloqueados por decisão do ministro Flávio Dino após investigação da Polícia Federal.
A disputa pelo Senado em 2026 começa a tomar forma com o fechamento das primeiras chapas. Em Minas Gerais, um partido de centro definiu dois candidatos de perfil municipal e do agronegócio. No plano nacional, a maior legenda da direita reuniu 33 nomes, a maioria favorável ao impeachment de um ministro do Supremo. No pano de fundo, o bloqueio de emendas movimenta o tabuleiro mineiro.
A corrida pelo Senado em 2026 entrou na fase de fechamento de chapas, e as primeiras definições já revelam duas gramáticas distintas de campanha: a do enraizamento regional e a do confronto com o Supremo Tribunal Federal. Em Minas Gerais, o MDB definiu como candidatos ao Senado o vice-prefeito de Muriaé, Manoel Carvalho, e o empresário do agronegócio Paulo Roberto, de Capinópolis. Os nomes serão formalizados pela Executiva Estadual em reunião marcada para quinta-feira. Manoel Carvalho terá como suplentes Kelvin Faria, de Caxambu, e a vereadora Ivanise Castro, de Dionísio. Paulo Roberto terá o empresário Arcanjo Pimenta e a ex-prefeita de Formoso, Nena Marquese. Com isso, o partido completa a chapa majoritária, encabeçada por Gabriel Azevedo na disputa pelo governo, com a ex-vereadora de Montes Claros Maria Helena como candidata a vice.
A cobertura de centro relatou o anúncio em registro estritamente informativo, reproduzindo a justificativa do partido de que houve esforço para reunir representantes de diferentes regiões do estado, da capital e do interior. No plano nacional, a mesma cobertura factual mostra um quadro mais tenso: o PL já confirmou 33 nomes para disputar o Senado, e um levantamento apurou que ao menos 27 deles defendem o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. O tema foi transformado em bandeira de palanque em julho, quando o candidato do partido à Presidência discursou contra o ministro em evento em Vitória.
Veículos de direita enfatizaram esse eixo como accountability institucional. Nessa leitura, a nova bancada chegaria ao Senado para enquadrar um Judiciário acusado de avançar sobre competências do Parlamento, e o argumento aparece na boca de candidatos que pedem desde a abertura de processo por crime de responsabilidade até a instalação de comissão parlamentar de inquérito. A mesma cobertura registra as nuances internas: parte dos nomes evita defender explicitamente a destituição, e um ex-ministro da Saúde condiciona a abertura do processo à existência de indícios, dentro do devido processo legal. Também aponta o obstáculo prático, já que decisão do próprio Supremo estabeleceu que são necessários os votos de 54 dos 81 senadores para aprovar um pedido de impeachment de ministro da Corte.
Veículos de esquerda concentraram-se em outro ângulo da mesma disputa mineira: o dinheiro que sustenta as pré-campanhas. Uma apuração descreve a movimentação do ex-deputado cassado Eduardo Cunha, que decidiu disputar uma vaga de deputado federal por Minas Gerais, estado onde nunca morou, depois de tentativas frustradas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ele circula pelo interior de helicóptero, patrocina um clube de futebol e expandiu uma rádio de programação evangélica para dezenas de cidades. Segundo a reportagem, uma investigação da Polícia Federal identificou que ele manipulava verbas do orçamento na Câmara como se fosse parlamentar, com emendas apresentadas por deputados aliados que apareciam como autores formais. O ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de 6,15 milhões de reais previstos em 21 emendas destinadas a cidades mineiras. Procurada, a assessoria do ex-deputado afirmou que as emendas foram apresentadas por parlamentares e órgãos legitimados. O texto registra ainda que ele foi recusado por seis legendas antes de permanecer no partido em que já estava filiado.
Os três recortes convergem em um ponto: a disputa pelo Senado está sendo montada com peças definidas fora do calendário oficial de campanha, seja pela composição de chapas regionais, seja pela adesão coletiva a uma pauta contra o Supremo, seja pela circulação antecipada de recursos em municípios. A divergência está no que cada lado considera o problema central. Para o enquadramento de esquerda, é a captura de dinheiro público por quem não responde ao eleitorado. Para o de direita, é o desequilíbrio entre os Poderes. A cobertura de centro se limita a registrar nomes, prazos e regras.
Ainda não se sabe se a Executiva Estadual confirmará integralmente a chapa anunciada, se o número de candidatos alinhados ao impeachment se manterá após o registro das candidaturas, nem qual será o desfecho jurídico do bloqueio das emendas. Também não há informação pública sobre a origem declarada dos recursos usados nas viagens, no patrocínio esportivo e na compra de emissoras de rádio no interior mineiro.
Todos os recortes tratam a disputa pelo Senado como já em curso, com chapas sendo fechadas antes do período oficial de campanha, e registram os mesmos fatos verificáveis: os nomes anunciados em Minas Gerais, a adesão majoritária de candidatos de uma legenda à pauta do impeachment de um ministro do Supremo e o bloqueio judicial de emendas ligadas a um ex-deputado cassado.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Classificada como esquerda, embora o veículo tenha viés editorial centro.
O texto é factual e ancorado em relatório da PF e em decisão que bloqueou 6,15 milhões de reais, mas o enquadramento é editorializado e valorativo desde a abertura, com foco em desvio de finalidade do dinheiro público, transparência republicana e responsabilização de um quadro do campo conservador. Vocabulário irônico e a escolha do alvo aproximam a peça do enquadramento de esquerda, ainda que a apuração seja rigorosa.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Texto curto e estritamente informativo, restrito a nomes, cidades de origem, suplentes e data da reunião da Executiva Estadual. A única citação é do candidato a governador, reproduzida sem adjetivação. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico identificável.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo ter perfil à direita, a matéria descreve o mapeamento com método declarado, cita nuances entre candidatos que defendem e que evitam a pauta e fecha com o obstáculo regimental de 54 votos fixado por decisão do STF. Reproduz falas duras contra o Judiciário sem endossá-las, o que a mantém no registro factual.

Rejeitado por vários partidos, o ex-deputado percorre o estado na esperança de se eleger novamente para a Câmara

Levantamento do ‘Estadão’ levou em consideração assinaturas em pedidos de impeachment ou declarações públicas pedindo a destituição do ministro

Chapa de Gabriel Azevedo terá como candidatos o vice-prefeito de Muriaé Menoel Carvalho e o empresário do agronegócio Paulo Roberto
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Perspectivas omitidas



